CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O Leão e o$ Rato$

Jornal Folha da Região, 08/12/20145

           


Na República do Ratil, Ratinhos babavam com a pescaria dos Ratões -   conhecedores  do ofício -  pois cresceram assistindo às ratanças dos pais e avós, os “Joões-Ratões”, que tinham i$cas mais gorda$, por isso pescavam Peixões e reinavam absolutos, enquanto Ratinhos jogavam a rede e...nada

Marquetaram. Lançaram Pti$co$ e com eles apeteceram os olhos dos peixinhos cansados de serem fritos. Avistando aquela jogada brilhante, intuíram que se pulassem nas redes alternativas  sairiam do fundo do nada em que se encontravam.   Logo os Ratões deram um jeito de tornar ilegal a rede, sob suspeita de puxarem gato.

            E foi e deu! A pescaria foi farta e os Ratinhos subiram a rampa
 da Queijolândia. Aos peixinhos coube-lhes ralar o queijo para abastecer
 as pi$$arias.   
  
    O Rato eleito - que se autodenominou Rei- deu para cada súdito  carta alcunhada “Rarta branca”, para  com ela agirem como bem entendessem, desde que alguém  não soubesse de nada.   Súditos, “sem querer querendo”, descobriram os buracos do queijo. Afoitos, consumiram as “Rartas” todinhas.  Pediam outras e o Rei lavava-lhes  as mãos, digo: as patinhas.

             Ratos também pensam: contrataram  um Leão, pela ferocidade,  para guarda do Rei e do cofre, cuja chave ficava junto com a caneta do líder do Ratil. O Rei precaveu-se e colocou à frente dele a Cobra Abafadora dos buracos.

         Nos dias de festas, o Rei-Rato reunia os Súditos, Joõezeiros e Buraqueiros  para degustarem pescados na ‘Mantega’,  afinal eles também são de redes e das redes. Nessas ocasiões  o Leão percebia que sua majestade trazia um rabo a mais entre as pernas. Num final de festa, o Leão avisou o Rei sobre que o via.  

            Eu não sei de nada e você não viu nada – repreendeu-lhe o Rei.

        Todos dos buraco$ souberam que o Leão de$cobrira. Foi Federal! Pensaram em trocá-lo por um Bode que “expia$$e” pior. Por e$tratégia, o Leão continuou na guarda real, afinal em terra de rei quem tem dois olhos é vesgo e vira fera, podendo matar.

            Numa reunião acalorada,  Rei-Rato agasalhava a Cobra em sua roupagem. Não aguentando se esconder,  fadigada, emergiu a cabeça para tomar-lhe a caneta e dar- lhe o bote. O Leão, num rompante, rasgou a roupa do Rei-Rato, arranhou-lhe um dedinho, mas o salvou antes que a rastejante o consumisse.

Rapinas da realeza  remessaram a rede sobre a fera. A Cobra recuou, rumou ao seu reduto. Nenhum Ramphasto* reapareceu para romper a rede que reteve o Leão.                    

A Cobra regozijou na sujeira dos buracos,  mas cuspiu todos os rabos  dos frequentadores por trazerem nós que não desatavam; enquanto isso, ratinhos inofensivos de laboratório reivindicavam nas ruas do Ratil, fazendo-se cobaias. Para evitar separatismo, a Abafadora distribuiu  “Rartas” de todas as cores e, por sua agressividade, o Leão pagou o pato.   

No “Dia da Graça Forte”, Peixinhos que se asfixiavam por justiça foram incitados. Diante deles o Leão, sem reação, virou réu.  O cardume, enrubescido,  ralhava:

- Viva o Rei! Enjaule o Leão! Lavem as mãos,  o Leão  será condenado! Ratearemos sua roupa e rifaremos sua juba. Sigam-nos, ceguem-no! No seu rabinho amarraremos o astro brilhante e  sonoro, para  lembrar-se, quando se mover,  de que,   publicamente, Rato não tem rabo, e que lealdade não tem o mesmo valor  que o pe$o  de  grupo unido que rala e nada!

 Por essa destreza todos  receberam  uma pi$$a de bilhões, que já pagaram e não comeram, mas babam esperando a próxima.

*Ramphasto: tucano


Rita de Cássia Zuim  Lavoyer







3 comentários:

Célia Rangel disse...

Ah! Agora entendi... a "Rarta Branca"... meio poluidazinha... cheiro de bueiro e rato$$$... escondendo o próprio rabo, para enxergar o alheio e viva Pilatos que saem todos de mãozinhas bem limpinhas! Qual $erá o $abor da próxima pizza!?
Valeu Rita!
Abração.

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Perfeita alegoria com a nossa pátria amada, Ratil! Muito bom, Rita. Abraços!

HAMILTON BRITO... disse...

qualquer semelhança NÃO é mera coincidência, né memo?