CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

O PREÇO DO PODER

O PREÇO DO PODER,
Um romance do meu amigo jornalista Shigueyuki Arnaldo Yoshikuni, de Lins.

Quando pus os olhos na primeira página de O PREÇO DO PODER, já sendo agarrada, ali, pela história, dei-me por um romance de formação. Julguei uma mãe que certamente enfiaria o dedo no destino do filho. Descobri, logo, tratar-se de conspiração bem na terceira página, pois Sodoma, muito bem explicada pelo autor, mostra-se a que veio e porque planou nestas letras, e os personagens, bem familiares, nada têm de filhos de uma boa mãe.
Não haveria lugar mais realmente fictício para ambientar a atmosfera pretendida pelo enredo, vivido e sofrido por mim, por você e pela Nação brasileira, senão Sodoma.
Ali, tudo podia ter acontecido, como de fato aconteceu, acontece e acontecerá.
Os atos e fatos explícitos de falsidade, dissolução, apoio aos malfeitores, adultério, soberba, omissão, pratica de abominação, inveja e outros pecados em quem os capitais não servem para fazer-lhes cócegas, que sabíamos por debaixo do pano, agora destampados por este escritor. Mas...
O jornalista policiado quase peca na mesma proporção que Sodoma.
Quando se quer jogar a sujeira no ventilador não se pode regular a velocidade das hélices. Em se tratando de Sodoma e dos que a fazem funcionar, foi extremamente comedido nas palavras, atos e ações, quando a emoção queria tomar conta desta leitora (por minha culpa, minha tão grande culpa), levando-me para dentro de cada prática vivida por Mel - aquele por quem não deveríamos, mas nos rendemos aos encantos-, influenciava-me uma contrição sem propósito.
Fugiu da trama a exploração sexual, tratada apenas sutilmente, quando se exigia o contrário, a fornicação explícita. Não quero dizer com isso que o jornalista não soubesse de como as mulheres eram e são tratadas nas mãos dos poderosos. Sabe-se que as mulheres literalmente esculpidas pela natureza foram e são bem aproveitadas debaixo dos lençóis de Sodoma, mas creio que, além de bom jornalista observador, é sem sombra de dúvida um gentleman. Soube exigir, silenciosamente, o funcionamento da imaginação de cada leitor. E cada leitora, certamente, levará a mão na bunda para testar a própria temperatura.
Numa época em que as mulheres já atuavam na política, aparecem na trama as que tinham algo a entregar ao prazer do poder. As politizadas e atuantes na política não foram destacadas, talvez porque tivessem, e têm, além “daquilo”, cérebro.
A figura feminina teve mesmo papel insignificante no cenário político apresentado naquela Sodoma. Elas não foram personagens principais, mas definitivos, como Mariah e Gisele, deixando como vodu, ou como poste- como bem queira-, Bertha, a esposa insossa que gerou dois filhos de Mel: Enoc e Salomé, quase filhos apócrifos, tiveram passagem rápida, sem voz na história.
Circulei por todos os países e cidades com Mel e Mariah. Entrei verdadeiramente na trama escrita sobre mim, sobre você, sobre uma Nação e nossos políticos, e dancei nos discos das pizzas oferecidas de bandeja por Shigueyuki.
O Poder cobra vários preços daqueles que o moldam, sem com isso terem que pôr as mãos nos bolsos, mas estendê-las às conveniências, abraçando-as e batendo-lhes nas costas.
Somos nós, você e eu, que pagamos para ver e depois meter a boca, cuspindo nas cruzes, para que ninguém veja os nossos braços cruzados.

Sodoma, esta Sodoma brasileira de "O PREÇO DO PODER", não pode ser excomungada, extirpada, porque nela deve haver algum inocente, que não eu. Ela haverá de existir, embora ela seja eu e que se completa por muitos.
Como haveria de ser: Tudo, nesta ficção, é a mais pura é verdade.
E se você, que já esteve lá em Sodoma e não suportou as tramoias, não adianta, pelo andar dos pecados, jogar palavras santas aos porcos. 
Dê a sua fórmula para a honestidade, não a guarde para si. Agindo assim, você estará cometendo uma crueldade, e seu ato será catalogado na lista das faltas gravíssimas. Já pensou, somente você, a única pessoa correta desta Sodoma, errando assim?
Não haverá mais nenhum inocente para poupar a capital do pecado. Ai, ela será eliminada e você terá que inventar outra, porque todos nós precisamos de um lugar para viver.Alguns preferem triplex; outros duplex. Muitos, ainda, vivem numa casinha de botão, entram e ficam completamente do lado de fora, levando rajadas das esquerdas, das direitas e continuam tomando partido em defesa dos que pouco,ou nada se importam com esta SODOMA, porque se ela queimar, queimaremos juntos, enquanto os poderosos descansarão em berço esplêndido, assistindo o povo ser frito, servindo-lhes  de petisco nos seus dias de lazer, seja num sítio, ou num apartamento em Higienópolis.

Um comentário:

Shigueyuki disse...

Que análise. Só agora tomo coragem de escrever algo, somente para agradecer-lhe, pela sua bondade e parabenizar pelo conhecimento que tem da situação da classe política desse nosso país.