CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

O QUE PLANTO OUTRO COLHERÁ ?


  •                                O que planto outro colherá? – Rita Lavoyer



Damo-nos conta de que exploramos ou nos deixamos explorar? Trazemos o mesmo conceito sobre “exploração” quando nos sentimos explorados, ou quando exploramos? Aliás, você tem coragem de dizer que já explorou alguém? Bem, vamos ao mais explorado: o trabalhador.
Sabendo-se que o número de mão-de-obra é maior que as vagas de trabalhos oferecidas, muitos empregadores aproveitam-se da necessidade que conhecem do empregado para explorá-lo, consolidando-se o poder no homem sobre o homem e suas necessidades.
Entendo que o conceito de empresa, empresário, patrão não traz no seu significado apenas a mão opressora e exploradora sobre o trabalhador. A intenção aqui não é ser maniqueísta.
Há  patrões, empreendedores  que não são exploradores da mão-de-obra e consideram seus  funcionários como parceiros e colaboradores no  crescimentos da empresa e na obtenção dos resultados.  
Nem todos empresários, patrões que enriqueceram, receberam heranças ou foram usurpadores do dinheiro público, sonegando impostos ou se corrompendo e aos seus funcionários.  Apesar  de serem poucos os exemplos, essa realidade existe no Brasil e no mundo.  Mas há uns patrões que são carrascos mesmo. O Cão!
Embora tenha demorado muito tempo para que o regime de opressão sobre a classe trabalhadora diminuísse - e muito sangue  foi  derramado para isso-, não significa que ele tenha acabado.  Mesmo com a disponibilização de informações e de direitos conquistados, há  trabalhadores que se submetem ao regime de escravidão, ou por necessidade, ou por ignorar que a Legislação Trabalhista os assegura.
O governo pretende fazer duas grandes reformas: a Previdenciária e a Trabalhista. A primeira mudando as regras da aposentadoria e a segunda alterando drasticamente as normas do contrato de trabalho, certamente para sacrificar ainda mais o trabalhador.
Todo o mal que é produzido ao trabalhador agride o desenvolvimento do Estado. No Brasil, embora o governo tente com  programas sociais diminuir o distanciamento entre ricos e  pobres, a distância que se apresenta  ainda  é gritante. Isso é exemplo de que a relação Capital e Trabalho ainda não estão superadas e a violência tende a aumentar por conta disso.
Que é verdade que o trabalho dignifica o homem,  não temos dúvida.  E o que eu indago aqui é a questão para o quadro  em que o Brasil se encontra:  Que dignidade o cidadão  conseguirá conservar sabendo que há 12 milhões de trabalhadores ativos desempregados? Quem os protegerá se no cenário nacional encontram-se alguns sindicatos oportunistas atuando sorrateiramente em conluio com as instituições das classes hegemônicas em detrimento do trabalhador e de seus ideais, por quem, por direitos e deveres deveriam proteger? Apurar esses crimes e denunciá-los à justiça é uma tarefa difícil; quem sabe a Lava Jato possa tocar e encorajar outras autoridades a alcançar esses “sindicatos do crime”.
 Como possibilitar aos trabalhadores tornarem-se sociedade política se há muitos falta-lhes  o trato com educação, cultura, saúde, alimentação, moradia, segurança - prato cheio para tornarem-se analfabetos políticos.  Quem acreditou que no Brasil um novo homem surgiria para gerir um tempo novo, e num parlamento que não se locupletasse com corruptos, se decepcionou ainda mais.  Quem plantou isso?
A classe trabalhadora está colhendo os prejuízos dos roubos que a maior quadrilha de políticos brasileiros – de todos os partidos –  plantou na história da humanidade.
 Doze milhões de desempregados, vocês acham que o político eleito pelo voto do povo, pelo seu voto, é seu patrão? Vai barganhar seu voto desmerecendo o cidadão  – que paga seus impostos – único e verdadeiro patrão do político- “servidor público”, ou seja, nosso empregado,  que nos deve obediência ?
Ou entendemos isso, ou nossos descendentes colherão  infortúnios piores do que os nossos.
Autoria- Rita Lavoyer

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