CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura


terça-feira, 20 de junho de 2017

APERTO DE MÃO


Rita Lavoyer


Sabe-se que o aperto de mão é um dos cumprimentos mais antigos da humanidade.  A história vem lá dos faraós do Antigo Egito que acreditavam que os poderes lhes eram atribuídos quando as divindades lhes estendiam as mãos. Amanhã, dia 21 de junho, é o dia internacional do aperto de mão.  Nessa vida o que não nos faltam são apertos, principalmente para os refugiados cujo dia mundial comemora-se hoje, 20/06. 


Apertar as mãos de outras pessoas significa muitas coisas: inclusive fazer pose para fotos após selar algum negócio. Há apertos de mãos em que um dos pares ri para não chorar. O “aperto” é aperto mesmo, quase quebrando os ossos, como um código a ser decifrado:  “faz o que proponho senão os ossos quebrados serão o da tua cara”.







No livro: “The Definitive Book of Body Language” – O livro definitivo da linguagem corporal, explica que: “quem a coloca pelo lado superior, com a palma virada para baixo, tem a intenção de ter o controle do encontro. O mesmo ocorre de forma inversa. Ao posicionar a mão de forma inferior, você indica submissão, demonstrando que a outra pessoa pode ter controle naquele momento.”



Na Índia, as pessoas se cumprimentam e comem com a mão direita, porque a esquerda é impura; não usam papel higiênico, mas se lavam.  Lá, o que a esquerda faz a direita já nasce sabendo, sem promoverem vingança uma a outra. Aliás, hoje é o dia da vingança. Quem é o estressado que vai comemorar isso? Melhor ir pescar. Parabéns, pescador! Hoje, 20/06,  é o seu dia também.


Um pouco sobre o dedo.  A mão fechada com o polegar apontado para cima, em alguns países é sinal de aprovação. No facebook é “curtir”, mas no Afeganistão é um ato muito obsceno. Sei não, vai ver que o polegar erguido é uma metáfora. Quem sabe dos traumas que Alexandre, o Grande, cravou naquele povo quando explorou aquele território séculos atrás? 
E por sofrerem repetidas invasões ao longo da história, hoje, quem fizer um “chimite” a um afegão, sem 
querer vira homem-bomba e não lhe sobra tempo nem para curtir um aperto de mão. 

Na Arábia, arrotar após as refeições é sinal de educação; e um Sheik pode, simplesmente por ser um Sheik, fazer uma “proposta indecentemente irrecusável” a você, caso ele, estando estressado, o veja no hall de um luxuoso hotel de lá e o ache boa companhia para uma peixada regada a vinhos.  Nesse caso, o aperto de mão entre ambos pode ser diplomático. Não quero nem saber qual dos dois arrotará primeiro após a pescaria.   

Em algumas tribos do Tibet, mostrar a língua é um ato de cumprimento. E do Tibet encontrei esta filosofia: "É melhor ouvir uma vez do que ouvir muitas." Isso justifica mostrarem a língua.   

Tapinha nas costas durante um cumprimento é falta de educação em algumas culturas.  Um aperto de mão já é suficiente. Na política brasileira, tapinha nas costas dá direito a viagens em jatinhos particulares com estada em hotéis de luxo totalmente paga, e apenas um aperto de mão sela o silencio do político com seu mantenedor.

Há toques de mãos que mais se parecem a um fio descascado ligado em alta tensão. É cada choque que a gente recebe que nossos cabelos ficam tostados. Depois os nossos olhos liberam faíscas e maledicentes dizem que nós temos TPM. 

Enfim, há aperto de mão mais forte, mais suave, com e sem vontade.  Há aperto de mão que nos faz arrepender pelo resto da vida e aperto de mão que a gente nunca mais quer que se desfaça. 

O aperto de mão é rico em significados e pode revelar muito sobre nós, produzir efeitos marcantes.

Pense que seu aperto de mão não é mera formalidade. Não deixe isso para amanhã, estenda a sua mão, faça-se porto seguro para outra mão que talvez necessite refugiar-se no conforto do seu cumprimento.

Estendo-lhe a minha para que sobre ela coloque a sua. Mas sem estresse, tá? Não curto pescaria.  

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4 comentários:

Célia Rangel disse...

Interessante seu artigo. Noto que, muitas vezes, ao estender minha mão a um funcionário do prédio, do supermercado, da farmácia e cumprimenta-lo, o mesmo se assusta... Triste isso!
Receba também Rita, meu aperto de mão...
Abraço.

Rita Lavoyer disse...

É uma honra ter a tua mão tocando a minha, Célia.
Receba também o meu abraço.

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Um belo de um aperto de mão pra você, Rita. Sincero e pleno de admiração!

Rita Lavoyer disse...

Obrigada, Marcelo. Retribuo com outro aperto de mão.