CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura


terça-feira, 6 de junho de 2017

FAZENDO UMA FEZINHA!

Rita Zuim Lavoyer

Hoje é o dia do vendedor de bilhete de loteria. Falar sobre ele remete-me ao meu avô. Na minha infância, havia o seu “Bebel bietero”. Ele passava em frente de casa e gritava: “Ó biete! Ó biete!”.

Ele parecia-se muito com o “Sujismundo” da campanha lançada em 1972, com fins educativos e trazia o slogan: “Povo desenvolvido é povo limpo”, bem aos moldes de: “Brasil, ame-o ou deixe-o”, “Este é um país que vai pra frente” e “Ninguém segura este país”. Lembra-se?

O Sujismundo era o protótipo de brasileiro em quem não se podia espelhar. Ele jogava papéis no chão, esparramava objetos pelo escritório onde trabalhava, trazia aparência de sujo e uns mosquitinhos circulando-lhe a cabeça. Esse era o sujeitinho sujo do Brasil daquela época.  Então, o “Bebel bietero” parecia-se com o Sujismundo da propaganda. Mas só aparentemente. Ouvia dizer que era honesto, trabalhador que sustentava sua família vendendo bilhete de loteria.  

Meu avô, aposentado com meio salário pelo Funrural, fazia uma fezinha, comprando um pedaço do bilhete da loteria federal, a mais popular da época.

Até hoje há os vendedores de bilhetes de loterias porque sempre há compradores. Mas quem tem ganhado frequentemente com a “sorte” são “alguns brasileiros”, não como nós, civilizados, que aprendemos que povo desenvolvido não é ser apenas limpo...   

Há “brasileiros” de caras lavadas que a cada aperto de mão, tapinha nas costas, almoço e jantar “de graça”, contratos, maletas, subornos, propinas, black-tie e afins enriquecem, como se ganhassem dezenas de vezes numa mega-sena acumulada meses e meses. Quando descobertos dizem que trabalharam para o bem do povo, bem ao estilo malandro: “um para o povo e nove para mim”. Assim faz sentido fazer o bem, e muitos desse povo, mesmo sabendo que os malandros nos fazem seus objetos da sorte, ainda os defendem.   
Quem não se lembra do João Alves e os anões do orçamento que compravam jogos premiados para lavar dinheiro roubado da nação? E hoje as lavações e as sujeiras agigantaram-se ainda mais. 

O que essas pessoas que vêm a público defender acusados de roubarem a nação, seja de esquerda ou de direita, estão ganhando? Pensam que nos enganam, que defender ladrão dos cofres públicos o faz em defesa do país e do povo brasileiro? Defender ladrão do erário em detrimento da justiça é defender a sujeira do próprio umbigo. Essa é uma maneira de alguns “representantes do povo” ganharem na loteria todos os dias: o povo ingênuo os premia com suas defesas, mal sabendo que estão caindo no golpe do bilhete premiado.  Que desenvolvimento é esse?

Qual país que vai para frente mantendo no poder corruptos que se apoiam, e uma turma querendo que outro malandro de igual calibre retorne ao trono? Que país que vai para frente com líderes partidários berrando cinismos em defesa do país, roubando em nome do povo e a sua sorte na mesma proporção, e seus seguidores aplaudindo-os? Que pais que vai para frente tendo o povo digladiando-se em defesa de ladrões para provarem que têm ideais políticos?

Como nos ensinava meu avô: - Quem defende ladrão e se espelha nele para viver é tão pior que o próprio ladrão defendido e espelhado. Sorte mesmo a tem quem compreende essa máxima.  

Que o slogan de hoje seja: Povo desenvolvido é povo honesto.


Já é tempo de pôr em prática: “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Que esses “sujismundos representantes do povo” o deixem, ainda que na marra, de preferência algemados e que o povo tenha a sorte de vê-los na cadeia, ainda que em território nacional comendo o que é pago por nós,  senão “Ninguém segura este país” nos trilhos que o levam para frente e Lava Jato nenhum conseguirá limpar o que os “sujismundos” no poder vêm sujando.
Estou fazendo essa fezinha!


2 comentários:

Célia Rangel disse...

Haja fé, Rita!!!
Situação nojenta e totalmente desclassificada...
Não nos representam mesmo.
BASTA!
Abraço.

Rita Lavoyer disse...

Não é mesmo, Célia!? Não podemos perder nossa fé em ver este país passado a limpo.