CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba;

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras;

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;

quinta-feira, 26 de março de 2009

O CIRCO NO PALCO DA PROSTITUTA



Coluna "MULHERES" Jornal Folha da Região - 26/03/2009

Veja só!
Quem é que vai querer acreditar
Que Templo Sagrado perde o seu altar
Quando as portas se abrem
Para a luz da ilusão.
Veja só!
Fazem sarcasmo diante do sacrário
Para atingir o acme num ato insublime.
Há de me entender se eu, aqui, chorar
Por ver a natureza, num ato insano,
Se arruinando...
Veja só!
Violação da comunhão com o amor,
Sugam o líquido do santo castiçal
Depositando nele a cera fria
De uma vela sexual.
Veja só!
Essa história não é boba, não!
Nem engraçada, então preste atenção:
Templo Sagrado vira palco de circo,
Animais disputam vaga em gruta
E desfrutam do prazer de um pobre ser.
Veja só!
Quem é que vai querer acreditar
Que a prostituta vende o corpo pra viver...
Se oferece ao sacrifício
E, no tablado, é imolada.
Ah, nesse guia em contramão
Ela arranca o coração
E faz seu Templo um meio de diversões...
Veja só!
O seu público não é nada fiel
Depois do show não lhe resta um apelo
Retiram dela o seu coro nu em pelo.
É cada um fazendo o seu papel
Num roteiro de uma história tão cruel.
Não há elo nesse selo e, sem gaiola,
Adestrado deita e rola,
Mas, ela domina o animal com o prazer
E este, já todo saciado, deixa sua presa
Ao relento, abandonada.
Veja só!
Tem que fazer, sozinha, o seu show.
Se falta o riso o choro ela engole
Para salvar o pão que o diabo amassou.
De ilusão vai vivendo o dia-a-dia
Ser prostituta é o que ela não queria e,
Como palhaço veste-se de fantasias
Para poder sobreviver...
Ela é prostituta sem saber
Que toda Mulher tem o seu lado virginal
Oferece o amor e ganha
bem mais por merecer.
Veja só!
A prostituta equilibra a dor
Embora dê, nunca recebe amor
Contorcionista, se esquiva do dever
De o seu Templo respeitar.
É dissabor atrás de dissabor...
Sem cor, sem brilho a vida a carrega
Porque o seu palco é um circo itinerante
Perante o qual, muitos se divertem num instante.
No seu todo, o seu dia é tão vazio
Abre seu Templo, agora, imoral,
Para o espetáculo sempre ser igual.
Veja só!
Só um vintém na noite mal passada
Malabarismo ela faz tão bem,
Para driblar o dia e tantos insultos.
Mas, se levanta dentro desse seu reduto
E arruma a tenda
Para sua nova revenda
Porque o show tem que continuar...
Ah, nessa história sem resumo
Ela se deita ao chão
De uma área onde ela é o consumo...
Veja só!
É ilusionista da visão da vida
Na trajetória o nada a convida
Para tudo e o que der e viver.
Esqueceu-se que prostituta
Não é nome pra Mulher.
Veja só!
O Templo corpo agora arruinado
Onde animais adentram sem as jaulas
E, de joelhos, ela os ajuda a pecar,
Saem com o riso abastado de prazer
Enquanto outros entram para comprar
O que ela tem para revender.
Ah, o Templo de Mulher
Ninguém pode violar
É lugar sagrado para a entrada do amor
Entre os parceiros deve haver o compromisso
De comungarem os mesmos ideais
E, completando um ao outro
Nesses atos de carinhos,
O Templo da Mulher será todo altar
Para ambos os amantes se tornarem
Pão e vinho.
Veja só!
A prostituta é palco de um circo
com espetáculo chulo à luz do caos
São lhe dadas, moedas falsificadas
Pelo exibicionismo.
Se restar alma nessa peça encenada
Fará das pedras seu motivo de escalada
Edificando, com elas, o seu Templo.
Porque a Mulher é maior que o abismo.
Sobre ele, a Mulher é a própria igreja
Diante dos seus pés, ajoelhe e beija-a.
Corpo de Mulher é Templo inviolável
No seu altar há disposto leite e mel
Somente a um compete tirar-lhe o véu!

imagem: coluna globoesport.com


2 comentários:

Anônimo disse...

Esse texto realmente foi magnífico.
Estou acompanhando a senhora pelo Jornalo.
Leônidas.

O Poeta das Multidões disse...

O texto é muito bonito, mas prostituiçãoa é uma questão de vocação e não carencia. Abraços. Heitor.