CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau.

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau.

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras.

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A CIGARRA E A FORMIGA. E O HOMEM?


FÁBULA DE LAVOYER - Houve um tempo em que a formiga só trabalhava, enquanto a cigarra somente cantava. Elas não se topavam. Uma porque trabalhava demais e julgava a cigarra, preguiçosa. A outra achava que tinha muito talento e pensava ser a formiga, incapaz.
“Trabalham tanto. Devem mesmo carregar pesados fardos, pois não lhes fora dado nenhum dom quando nasceram”, retrucava a cigarra enquanto observava as formigas trabalhando.
“Coitada”, dizia uma formiga a si mesma, “Ela pensa que encanta alguém com suas canções medíocres. Faz isso, pois não nasceu com coragem para o trabalho.”
O verão chegou. O calor era de rachar. Ambas as criaturas saíam à noite para fazer seus ‘bicos’.
“Senhora Formiga, venho humildemente implorar-lhe uma chance de cantar para alegrar seu seleto público. A noite está tão agradável, permita-me, por favor, uma apresentação neste estabelecimento que a senhora gerencia. Eu trabalho o dia todo, mas, à noite, gosto de apresentar os meus dons artísticos. Apresento-me de graça.”
“Como? Pensa que me engana? Saia daqui! Não lhe darei oportunidade alguma. Sei muito bem que é algum tipinho de inseto fantasiado de cigarra.”
Desiludida, a formiga saiu do estabelecimento de lazer e, já cansada de reprimendas, arrancou o seu disfarce de cigarra, pois ele não lhe servira de nada.
Dizem que formigas nasceram mesmo para a labuta, pois se essa aí fosse um pouquinho mais esperta, teria descoberto que naquele estabelecimento não havia nenhuma ‘Senhora Formiga’, apenas uma cigarra disfarçada de poder.

PARÁBOLA DE LAVOYER - Um homem trabalhava dia e noite, dobrava seu turno, tinha uma vida amarga e difícil; quase não voltava para casa e o que lá havia era consumido pelas formigas, enquanto as cigarras cantavam. E ele prosperou, foi reconhecido, elogiado, promovido. Voltou para sua casa, limpou tudo, inclusive as formigas e as cigarras. Devido ao seu sucesso, sua casa ficou muito movimentada, virou um formigueiro, era gente de toda espécie.
Durante todas as estações, o homem frequentava festas e espetáculos.
Não tinha repouso, devido à fadiga de trabalho e lazer, adoeceu. Foi substituído, perdeu os elogios e a prosperidade.
Os insetos retornaram àquela casa; as formigas organizam a festa, enquanto as cigarras dão seus espetáculos. Nenhuma perdeu o seu posto, cada uma acautela-se muito bem em sua função.
Texto publicado no Jornal Folha da Região em 06/08/2009
imagem: joanalucaspintura.blogspot.com

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