CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


sexta-feira, 7 de agosto de 2009

PAI, ENSINA O TEU FILHO A PERDOAR.


Desabafo de filho. Pai, hoje eu quero me desabafar escrevendo esta carta a você. Pai, me perdoa, mas não dá mais para ficar sem lhe dizer o que eu penso. Hoje é o dia. Cansei, pai! Quero liberdade. O senhor sabe o que é livre arbítrio? Sabe, pai, eu sempre o reprovei em suas atitudes, sua autoridade sem limite, sua falta de respeito com a minha opinião, meus gostos e meus objetivos. Não pense que eu não gosto de você. Eu gosto, pai, mas sabe né, a gente vai guardando mágoas e chega um dia a gente explode, pô!
Quando eu era criança você me fazia passar vergonha, chamava a minha atenção na frente dos colegas. Pai, perto dos colegas o senhor tinha que dar razão pra mim, pô, sou teu filho, tinha que me proteger, ao invés disso me colocava de castigos. Pai, não me esqueço das noites em que você me arrancava das rodas de amigos, eu já era um moço, passava a maior vergonha. O grau da minha vergonha perante você, pai, foi aumentando a cada barraco que você armava. Eu não entendo ainda como a minha mãe consegue viver com você. Pai, tô cansado, já sou homem feito, me dê o direito de ser livre.
Desculpe pai, mas estava engasgado, tinha que desabafar.
Desabafo de pai. Meu querido filho, eu li o seu desabafo e entendo a sua dor perante as minhas atitudes tomadas em relação às suas. Quando você era criança, meu querido filho, eu era o seu guardião e os castigos que eu lhe aplicava eram apenas para protegê-lo. Se você sentiu alguma dor perante minhas ações, saiba que a minha dor por praticá-las foram bem maiores. Ainda, quando moço, meu querido filho, eu continuava sendo o seu guardião, se eu o tirei, foram muitas vezes, das rodas de outros moços, que não eram seus amigos, eu sei, era para protegê-lo. Àqueles moços, infelizmente, não há mais salvação, você sabe, meu filho. Perdoe-me pelos barracos que eu armava, mas acredite, meu querido filho, eles eram bem melhores do que esse barraco que nos abriga hoje, porque a casa que a sua mãe me ajudou a construir, meu querido filho, precisamos vender para pagar o advogado que o tirou da cadeia, e com o restante indenizamos o trabalhador que você deixou inválido quando dirigia embriagado naquela única noite em que eu não o tirei da roda dos ‘seus amigos’. Meu querido filho, hoje, sou eu, seu pai, que lhe pede perdão por tê-lo amado tanto e não ter deixado que a sua mãe te enchesse de chineladas quando ela já não o aguentava mais. Perdão, meu filho. Muito obrigado por ter escrito esse desabafo, através dele eu posso vê-lo crescido e com coragem suficiente para deixar esse teto. Parabéns por ter descoberto a expressão “livre arbítrio” e já se ver homem feito, eu já o via assim desde quando você completou quarenta anos. Vá, já sabe escrever, eu lhe dou o direito de ser um homem livre agora, eu o liberto ‘dessa prisão’, espero que consiga se libertar de você mesmo e que arrume um emprego, porque o meu sofá está cansado de suportar o peso do seu corpo. Obrigado, rapaz, pela oportunidade do desabafo e perdoe-me por eu tê-lo protegido tanto enquanto eu fui o seu pai. Agora, quem descansa sou eu.
Texto publicado no Jornal Folha da Região.
imagem: serpoeta.blogspot.com

2 comentários:

Anônimo disse...

Gostaria de falar um pouco da criação que tive, meu Pai que Amo tanto, me cartigou severamente com muita extupidez, mais hoje sou pai e sei o que siguinifica ter um filho e ter medo de pedelo para o mundo, Amo muito meu filho e vou procura ser seu melhor amigo e companheiro, dou minha vida por Ele, Te Amo Meu Querido Filho.

Anônimo disse...

Perdoar eh decisao, e se nossos pai naquele momento foram severos talves foi preciso,mas nao quer dizer que ele nao o amava, so achava que era a melhor forma de educa-lo. pai e mae so querem o nosso bem. jesus te ama.