CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


domingo, 21 de novembro de 2010

FORA DE ÓRBITA




Estou me sentindo fora de órbita. Há uma alma que quer ir e um corpo que precisa ficar, fazendo tempo e ponteiro a rota inversa, machucando o círculo vicioso do compasso do meu coração, quebrando-lhe o eixo.

Fiquei sem gravitar e de consciência pesada por não conseguir realizar algo que alguém quisesse gostar. Não gostam de querer e eu não sei saber esse não querer gostar deles.

Meu corpo, não minh’alma, careceu imediato leite quente com açúcar. Repor energias fazia-me necessário. Fora da rota, precisava recompor funções dentro da minha galáxia.

Que vazio é esse que me consome hoje? Nem raiva?

Enchi minhas mãos com um livro de substâncias. Nem elas supriram o vácuo entre o meu corpo e o meu espírito que não se aquieta.

Houvesse uma dor estaria melhor.

Enquanto o clarão não chega me apregôo no olhar misterioso da noite, fazendo-me peso em seu globo ocular. Deixo a espada do vento cortar-me a malha das mil faces trazidas pelos seus gumes.
Entro, acendo a luz e me dirijo ao espelho. No foco, não vejo em minha boca os meus lábios. No lugar deles somente a marca dos tempos sem sorrisos.

Nas minhas janelas há telas, não pregão. Na minha história a personagem sou eu quem decide o seu final, o seu ano-luz.
O universo me espera.

Rita Lavoyer

4 comentários:

Jorge Sader Filho disse...

O Universo espera todos nós, Rita.
Querendo ou não. Tem mais: nossa passagem aqui é pequena demais, frente ao Infinito que nos aguarda.
Boa, muito boa a sua proposta.

Carinho,
Jorge

Patrícia Bracale disse...

Busquemos a Eternidade e sigamos na marcha ascensional para a grande Luz.

jhamiltonbrito.blogspot.com disse...

...busquemos a eternidade!!!??? tá doida? busca você, coisa.
Aqui é que eu quero ser eterno. Eternidade não existe...móóórreu, móóóó´rreu....

jhamiltonbrito.blogspot.com disse...

post scriptum: espero que o teu corpo ganhe esta batalha. Se é vc quem decide, por favor, decida ficar.
A gente gosta mutcho de ti....