CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba;

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras;

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;

sábado, 20 de novembro de 2010

Grafite




Etimologicamente, grafite designa “bastonete de grafita, mineral de carbono, usado na fabricação de lápis”. Daí originou-se o termo grafitismo, que, segundo a Enciclopédia Mirador Internacional é definido como:
“O grafitismo distingue-se de qualquer outra forma de atividade motora pela intenção de registro, que aparece desde as primitivas inscrições das cavernas”. 1

Grafite vem do italiano graffiti, que é o plural de grafito, que por sua vez, significa em latim e italiano: “escritas feitas com carvão”.

Grafite, vem também da palavra grafhein, que em grego significa escrever, grafite é o nome que se dá ao lápis, de onde se conclui que grafite tem tudo a ver com escrever, escrever com carvão.Grafitar também é pintar nos muros.











O termo grafite não sofreu alteração quanto à sua grafia na língua portuguesa e o mesmo acontece com os sujeitos que realizam esta produção, os chamados grafiteiros: aqueles que pintam nos muros e paredes das cidades. No Dicionário MEC, o termo grafite é denominado como:

“Grafite: Palavra ou desenho em muros ou casas, paredes, representando marca ou assinatura de alguém. Grafita. Grafiteiro: Diz-se de, ou indivíduo que escreve grafite.”

Com o surgimento dos textos do grafite nas cidades, um novo visual apoderou-se das esferas urbanas. Esses textos são feitos nas ruas, com o intuito de propagar idéias e transformar os muros da cidade em espaços livres para a criatividade. No lugar das pichações, surgem desenhos alegres e coloridos que decoram o território urbano. Ao adentrar pelos espaços urbanos grafitados, o sentimento que se tem é de estar circulando pelas revistas das histórias em quadrinhos ou mesmo estar dentro dos programas infantis televisivos.



É um mundo diferente daquele nu e cinzento que a cidade muitas vezes oferece. Assim, a destruição do espaço, antes concreto, real e cru, surge agora através da proliferação do visual com uma nova plástica.

O grafite é uma manifestação que surgiu nas periferias dos grandes centros urbanos, mas entre os seus difusores, consciência é a palavra chave dos que defendem e produzem os textos do grafite.
Depois de ser considerado ato de vandalismo e de revolta, o grafite ganhou status e passou a fazer parte do espaço urbano contemporâneo, acabou ganhando espaço nas galerias de arte de todo mundo e frequentando escolas como prática contra o vandalismo e a pichação
Das discussões que surgem sobre o texto grafite, uma delas é quanto ao caráter artístico deste texto. A discussão a respeito do artístico das expressões vistas no fazer do texto grafite não se dá apenas no grafite, mas também em outras atividades culturais populares. Só para não se perder no propósito do texto nesse assunto, o próprio conceito de arte é bastante complexo, não podendo se definir displicentemente o que é ou não arte.

Então, o que é grafite? Grafite e pichação são iguais?

Apesar das pichações serem letras e palavras cifradas espalhadas pelo espaço das grandes metrópolis há quem confunda com os grafites, que são considerados como forma alternativa de explorar possíveis veias artísticas. No pensamento de quem faz os textos do grafite ou os admiram, o grafite é visto como forma de expressar sentimentos e emoções, de colocar o talento em prol da cidade e do seu espaço.
Seria desta forma, um prazer, uma realização textual coerente, enquanto pichar é só uma aventura, “adrenalina” como os pichadores dizem.



Imagens recebidas via internet.

MEC-Ministério da Educação e Cultura. Dicionário de Língua Portuguesa. Brasília, 1996. p.540
1-Mirador Internacional. Encyclopedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. In. Grafite Pichação & Cia. RAMOS, Célia Maria Antonacci. São Paulo, Annablume,1994, p.13.

4 comentários:

Jorge Sader Filho disse...

Hoje temos duas espécies de grafiteiros. Os que picham para 'deixar sua marca', mais antigo, e os que se esmeram nos desenhos, usando cores.
Os primeiros são moleques mesmo. Os outros são artistas populares, procurando seu espaço.

Carinho,
Jorge

Marisa Mattos disse...

Discordo ligeiramente do amigo do primeiro comentário.A"marca" pode ser também positiva,certo?
Também defendo o direito artístico dos grafiteiros,mas fico pensando se eles não devem ter bom senso ao fazer a escolha do lugar de expressão...Acredito que a dobradinha "talento e educação" dá um resultado maravilhoso.Beijos Rita,boa semana!!!

Rita Lavoyer disse...

Olá, meus queridos leitores.
Agradeço os comentários carinhosos dos dois neste espaço.
Espero continuar com as leituras e opiniões agradáveis de ambos.
Com carinho
Rita

zaidler disse...

Rita, Parabéns por seu artigo sobre Grafite. Indica que você vem estudando o assunto com seriedade. E por também estudar seriamente esta área, não posso deixar de comentar que discordo totalmente de suas ideias sobre a questão. Vc cita Célia M. Antonacci. Fui um dos entrevistados por ela por volta de 1990, e já naquela época discordei "furiosamente" (mas com elegância, garanto) da leitura que ela fazia sobre o problema.

Sou arquiteto, pós-graduado em educação e mestrando na FAU/USP. Meu projeto de pesquisa está visceralmente ligado a esse tema. Também sobre ele ministro uma disciplina no curso de pós-graduação em Design Gráfico da FAAP/SP.

Considero a discussão sobre o graffiti (é como eu insisto em escrever) atual e importante. Por favor, mantenha-me informado sobre iniciativas acadêmicas e eventos em Araçatuba e região.

É de meu interesse participar de mesas-redondas, debates, palestras etc.

Cordialmente,

Waldemar Zaidler