CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba;

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras;

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A PALAVRA E O SEU PODER

IMAGEM DA INERNET



... e o mundo se fez. Tudo começou a partir da palavra.

De extrema relevância o artigo do amigo Orson Peter Carrara: “Doe Palavras” Folha da Região- A2, de 27/10/2010. Acesse o site www.doepalavras.com.br

Quanto poder a palavra tem?
Ela tem força e poder que ela própria desconhece. A palavra é formada por letras que trazem em si uma genética distinta. Tem vida, destino e intenções.

Se nos propusermos a pronunciar várias vezes a palavra ‘amor’, cada uma que sair de nossas bocas terá peso e medida diferentes.

Na pronuncia, embora contendo em si as mesmas letras /a/m/o/r/, estas se diferenciarão de todos os outros sinas que utilizarmos para dizermos outras ‘amor’, simultaneamente.
Cada ‘amor’ falado traz em si um traço químico. As letras, embora idênticas, possuem variedades de substâncias resultando infinitas combinações, determinando os caracteres de uma e de outra. Logo, a letra possui o seu DNA.

Os movimentos do diafragma, essenciais para realizarmos a respiração, também são únicos; o músculo expande-se para que o oxigênio se transforme em som ao passar pelas cordas vocais. Os movimentos diferem-se um do outro. Um som, embora passe pelo mesmo canal, jamais sentirá a mesma vibração, resultando em diversas intensidades sonoras.

Se estamos em estado de estresse, o cérebro manda sinais às glândulas suprarrenais que produzem, ao mesmo tempo, os hormônios de alerta: adrenalina (medo) e noradrenalina (raiva) que, se liberados com mais intensidade, alteram os batimentos cardíacos. O sangue flui mais rapidamente, envolvendo o cérebro e os músculos nessa troca de informações que vão se modificando à medida em que buscamos no nosso âmago as forças para continuarmos pronunciando o que desejamos: gritando, xingando, cantando, maldizendo, elogiando, etc.

Depois de extravasarmos as palavras, os hormônios deixam de ser secretados e o nosso emocional volta ao seu ritmo normal, permitindo-nos ou não, um estado de equilíbrio perfeito, o que chamamos de homeostase.

Os processos aos que o sistema humano se submete para levar a palavra ao alcance do seu receptor, torná-la-a única. O receptor, tal qual um aparelho, capta os sinais eletromagnéticos desta emissão (palavra) e os converte em substâncias positivas ou negativas, de acordo com o sentimento que os impulsionou.

Os nossos receptores irão recepcioná-las, e cada qual, respeitando o sistema do seu organismo as decodificarão, sentindo das palavras ouvidas a força que elas trazem em si.

A palavra de elogio tem o peso de uma pena. Quando pronunciada ela sobe; a de ofensa, o peso de uma âncora. Pronunciada ela dilacera grande parte das células do receptor, prejudicando-o.

Muitas palavras demasiadamente elogiosas são falsas, mas nenhuma palavra ofensiva deixa de ser verdadeira concretização do sentimento do falante.

Somos uma empresa, nada menos do que 100 trilhões de células, cujos órgãos internos nos proporcionam vivermos bem se dermos a eles condições de se manterem em perfeita harmonia.
Somos enigmas. Nossas exteriorizações podem produzir efeitos inimagináveis.

Todos podemos explodir, mas isso não nos dá o direito de mandarmos aos nossos alvos os mísseis verbais que produzimos cujo potencial nosso consciente desconhece.

Nossas palavras são feitas com partes da nossa estrutura. Têm nossos cromossomos.

Quantos filhos nós geramos em nossas bocas, frutos de nossos sentimentos, para matar a todos os instantes.
Palavras tombam estátuas, depõem líderes, condenam, erguem muros, eliminam nações; mas elevam, elegem, libertam, constroem, salvam vidas, criam mundos, porém...

Tudo pode acabar a partir dela.

Não perca tempo. Acesse o site acima, mande a sua palavra de conforto, e se proporcione um estado de equilíbrio perfeito. Aproveite esta oportunidade.

Rita Lavoyer

10 comentários:

HAMILTON BRITO... disse...

" tudo pode acabar a partir dela ".
Pior que é...não fosse o dom da palavra, a desgraçada não teria me dito adeus.

Jorge Sader Filho disse...

O poder mágico da palavra é objeto de livro "O Nome da Rosa", de Umberto Eco. Além da sabedoria guardada na biblioteca, junto dela estava o poder da palavra.
Excelente, Rita! Um estudo de respeito.

Carinho,
Jorge

lucidreira disse...

E como as palavras tem diferentes forças, tanto de expressão como de conotação.
O poder das palavras vem de acordo com o estado de espírito de quem a expressa.
Abraço

Daniela Marchi disse...

Primoroso seu texto, Rita. Coloquei em meu blogue com os devidos créditos. Parabèns.

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Rita,
Seu texto é um verdadeiro tratado sobre os poderes insuspeitos da palavra. Acessarei o link. Espero não voltar mudo de lá... Um beijo.

Malu disse...

Rita, realmente a palavra é a força que move o MUNDO!
Vou já pra lá ver este site.
Abraço

♀♀ Maria Rosa Dias ♀♀ disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
♀♀ Maria Rosa Dias ♀♀ disse...

Oii, Rita! Belo blog! Parabéns, querida! ^^
Adorei o texto!

Comenta no meu blog também! Postei uma versão que escrevi da música "Elected", do Alice Cooper!
Conto com você para apreciar meu trabalho de letrista!

RIOT kisses,
Mari.

Mai disse...

Rita,

Uma educadora, também aqui. Ou talvez em toda parte. Adorei tê-la encontrado nessas andanças néticas.

abraços e boa semana.

Patrícia Bracale disse...

Nossa que aula, agradeço.
Realmente a palavra se materializa, é uma energia poderosa.