CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba;

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras;

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

UM CORPO PARA A MINHA ALMA - TEXTO 2






Ela anda tão vagante, fria e pálida. A minha alma anda assim, perdendo o colorido dos olhos. Sem ele, os meus olhos veem uma alma opaca, vazia.


A minha alma procura um corpo onde ela possa se encostar, porque o corpo que ela tinha morreu solitário, mutilado, sem ter sido tocado.


A minha alma procura um corpo que tenha sangue quente correndo dentro dele, para poder aquecê-la da frieza da indiferença.


A minha alma procura um corpo que lhe devolva as forças perdidas em uma batalha cuja arma era ela própria.


A minha alma procura um corpo que tenha um coração do lado para pulsarem juntos. Um corpo que possua braços abertos e mãos firmes que permitam ser cumprimentadas após cada vitória.
A minha alma procura um corpo de um ser feito de gente e não de páginas de agenda lotadas, sem ter com ela nenhum compromisso.


Um corpo não realista, nem simbolista, mas que exista e que esteja em seu tempo e a transcenda o espaço, fazendo-se análogos.


Um corpo que a recupere da inexperiência dos sentidos, que de suas linhas neo-modernistas edifique sua antiga construção, capacitando-a para sermos nós.


Um corpo que advogue seus pecados e se refugie nela, e que a socorra na necessidade em que ela se acha.


Um corpo que feche suas cicatrizes íntimas de alma desprezada, e que a ressuscite do sepulcro em que ela jaz, para que ela descanse em paz na imortalidade.


A minha alma procura um corpo que está ao seu lado,

mas que não a vê.

Greissi Diéquisson da Silva e Silva



Autora - Rita Lavoyer

3 comentários:

Daniela Marchi disse...

Professora, este texto maravilhoso, parece que foi escrito para mim... É assim que a minha alma se sente. Sem corpo, sem identidade... Lindo demais (como sempre). Abraços, Dani (sua aprendiz).

Ventura Picasso disse...

Oi Rita:
Seria bom, d+, se conseguíssemos controlar a alma e o corpo.
A alma vive evitando emoções danosas, mas nem sempre se sai bem.
O corpo, esse é indomável; pilotado pelo Sistema Nervoso Autônomo, deita e rola. Adormece ou acorda qnd bem entende. Sente sede ou fome ao seu bel prazer. E o desejo sexual?
Ninguém em sã consciência pode estar satisfeita com o corpo ou com a alma que o habita.
A luta pelo poder entre alma e corpo é sem trégua, sem negociações possíveis, são arrogantes irretratáveis.
A vida nada tem a acrescentar...

Jorge Sader Filho disse...

O corpo vive em busca da alma, e esta procura o corpo.
Sempre foi assim; só não acontece quando ou há grande deformidade ou o corpo morreu...
Foi como li suas divagações, Rita.

Beijos,
Jorge