CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

ROLANDO PERRI CEFALY - TIO ROLANDINHO

Jornal Folha da Região 01/04/2011
ROLANDO PERRI CEFALY


Biografia-

Rolando Perri Cefaly nasceu na cidade de São Carlos-SP, no dia 18 de janeiro de 1930. Filho de Diogo Cefaly e de Antônia Perri Cefaly. Teve quatro irmãos: Josefina, conhecida como Bebé; Dr. Lourival, o Lolo; Walter e Fausto. Em 1935, após o desencarne de sua mãe, veio, com mais dois irmãos, morar em Araçatuba sob os cuidados da avó materna e logo depois, foram criados pelos tios Rolando Perri e Benedita Miragaia Perri. Na fase adulta, residiu, durante três anos na capital paulista. Retornou para a Terra dos Araçás em 1957 onde permaneceu atuante em benefício do seu próximo até o dia 06 de abril de 1997, data de seu desencarne. Mas continua vivo e atuante dentro das obras de caridade que, com sua irmã Josefina Perri Cefaly de Carvalho, a Bebé e sua amiga Emília Santos, fundaram, desde 1960, nesta cidade de Araçatuba.


UMA CRÔNICA A UM CANDEEIRO


Um menino igual aos outros. Embora, órfão de mãe, não lhe faltaram carinho, amor e educação espiritual. Qualidades essas que transbordam e aromatizam, ainda hoje, os ares de nossa cidade, pois foi alicerçada nestes princípios que a família Perri Cefaly criou os seus pequenos. Hoje, adultos, atuantes incansáveis, dignificam e tornam vivos o amor e a caridade propostos por ROLANDO PERRI CEFALY. Foi contabilista, normalista. Atuou como despachante e funcionário do IAPC. Foi também um esportista. Na escola de seus tios Joaquim Dibo e Fausto Perri, Rolando e seu irmão Walter destacavam-se na equipe de basquete, esporte ao qual Rolando se dedicava com prazer. Mas uma cotovelada do adversário, atingindo-o na boca, obrigou-o a uma cirurgia de correção. Por causa disso afastou-se do esporte e aceitou entender que, no seu íntimo, desenvolvia-se uma luz incandescente e, para a qual, se fez candeeiro.


Em 1957, novamente morador desta cidade, pois residia na capital paulista, tornou-se espírita. Ele e Bebé, sua irmã, conheceram Emília Santos, médium atuante do Centro Espírita “Amor e Caridade” em Birigui – SP. Unidos em ações contínuas em benefício do próximo, os três, incansáveis, distribuíam alimentos para pessoas carentes de Araçatuba. Às Instituições Assistenciais, Santa Casa e presídios, também não faltavam, além do alimento material, o alimento espiritual que, a quem precisava, eles também ofereciam.


Em 1960, Rolando Perri Cefaly, Bebé e Emília Santos, fundaram a Instituição “NOSSO LAR” para que, nesse local, pudessem dar continuidade às suas obras assistenciais. Essa casa atende, hoje, mais de setenta crianças, a quem, cujos pais, confiam seus filhos para poderem trabalhar. Não obstante às dificuldades enfrentadas, não mediam esforços para continuarem agindo em função do próximo. Os três, sempre de mãos dadas, fundaram em 1962 a “CASA TRANSITÓRIA”.


O princípio de ambas as instituições era acolher, amparar e recuperar famílias desamparadas. Rolando, o “Tio Rolandinho”, era, além de fundador, o presidente dessas entidades. Eram incansáveis, pois estes, que se fizeram candeeiros, queriam que suas luzes viessem ao encontro dos irmãos necessitados. Sonhavam em vê-los dentro dos braços do amor e do conforto. Não esmoreceram. Após o desencarne da amiga Emília Santos, em 26 de setembro de 1964, “Tio Rolandinho” concretizou o que julgavam necessário: mais uma obra em prol dos carentes: a “Casa da Sopa – Emília Santos”, inaugurada em 01 de janeiro de 1966.


Vendo que a semente de fé, do amor e da caridade crescia, desejaram abrir mais uma porta. Em 1972 inauguraram o Centro Espírita “LUZ E FRATERNIDADE” e a Creche e Lar “JOÃO LUIS DOS SANTOS”. Rolando Perri Cefaly, embora solteiro, casou-se com a caridade, da qual fez nascer luz, amor e esperança. Tio Rolandinho! Estará eternamente vivo, querido, porque o trabalho dignificante que o senhor plantou, cresce sob sua luz, dá flores e frutos cujos aromas e sabores nos são abundantes.


Crônica publicada no livro “Nos trilhos do Centenário - Passageiros de Araçatuba” Ed. Somos, 2009.


RITA LAVOYER

6 comentários:

Malu disse...

Rita passando para deixar abraços e poder conhecer um pouco desta pessoa maravilhosa - ROLANDO PERRI CEFALY.
Abraços, Menina!

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Bela e sensível homenagem ao Sr. Rolando, que a julgar pela biografia tão bem redigida por você, deve ter sido um ser humano espetacular. Parabéns pelo tributo, Rita. Um beijo.

trici disse...

muito interessante.

Zilda Santiago disse...

Belo e merecido tributo!!!Bjs

Abilon Naves disse...

Prezada Profª Rita Lavoyer.

Parabéns pelo blog, não somente pelo belo formato mas pelo seu conteúdo que proporciona momentos de reflexao e recordações.
Refiro-me ao casal Rolando Perri e Benedita Miragaia Perri.
O Sr. Rolando Perri, por ser padrinho de casamento de meus pais (1954); e, de Dnª Ditinha, por ser minha profª de música no então Ginásio Estadual Prof. Jorge Correa, em Araçatuba/SP. Permita-me recordar sobre a pianola de Dnª Ditinha, em que sob sua melodia entoávamos "casaco marrom". Belos dias em que havia aulas de musica em instituição pública, reconhecida por todos como excelência em ensino.
Destarte, permita-me, ainda, ousar sugerir um capítulo neste dileto canal de informação, sobre o casal Rolando Perri, abordando sua vivência em nossa Araçatuba, bem como sua participação política nesta urbe.
Grande e fraterno abraço.
Atenciosamente
Abilon Naves

Anônimo disse...

Que emoção ler algo sobre este homem, que ate então fazia parte só das minhas remotas lembranças de infância, talvez ate os meus 5 ou 6 anos de idade. Minha família morou nesta Casa transitória de Araçatuba, na década de 60, não sei ao certo a partir de quando, mas saímos de la talvez em 1969 ou 1970, não me recordo, eu devia ter uns 4 anos de idade. Não me recordava do seu rosto, somente me recordo de um homem, chamado *Seu Rolandinho*que era como um Pai para todos que ali moravam, famílias carentes, retiradas das ruas, como era o nosso caso. Me lembro muito bem que no Natal, ganhávamos presentes, os meninos ganhavam carrinhos e as meninas bonecas. Me lembro que íamos num outro lugar, onde haviam reuniões, que lendo agora a respeito, descobri que era no Centro Emília Santos, onde tbem ganhávamos refeições. Se minha família hoje, somos todos pessoas do bem, devemos boa parte a este homem, que encontrou um casal com 6 filhos pequenos, vindos do nordeste, desabrigados, sem teto, sem comida, sem direção, e nos ofereceu um lar, nos cobriu com sua caridosa proteção. Muito obrigado *Seu Rolandinho*!!

Lucas
mi_lu57@hotmail.com