CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba;

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras;

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O NOME DELA É MULHER


O nome dela é Mulher ( Redação do meu filho Hugo)



       Meouçafim Outeapedrejo é o seu nome de registro. Mas,  Meouçafim Outeapedrejo não queria ter esse nome. Queria ter um outro, aquele do seu desejo.

        Um dia, Meouçafim Outeapedrejo acordou com vontade de gritar um grito que lhe apertava a agarganta. Pensou em abrir a janela para gritar para o mundo, mas... cadê a janela?

        Meouçafim Outeapedrejo não conhecia uma janela, mas sonhava com ela. A imagem de uma  lhe aparecia sempre nos sonhos, quando ela conseguia dormir.

        Cada vez que Meouçafim Outeapedrejo acordava daquele sonho de janela, ela corria para a parede e a apalpava, pensando ter ali uma abertura por onde ela pudesse ver o mundo além do quadradinho da sua burca.  O mundo que Meouçafim Outeapedrejo conhecia era do tamanico daquele quadradinho da burca preta que lhe cobria da  cabeça aos pés.

        Num dia, do tamanho da sua vontade, a claridade, não por acaso, entrou-lhe por debaixo de uma porta. Foi quando ela pôde ver uma porta. Alguém a teria deixado aberta por esquecimento ou de propósito?

        Com medo, caminhando nas pontas dos pés para que ninguém ouvisse os seus passos, senão ela seria chicoteada pelo barulho, Meouçafim Outeapedrejo caminhou curiosa ao encontro daquela claridade.

        Não deu outra: Pela primeira vez, em décadas, Meouçafim Outeapedrejo conseguiu ver além da parede do seu confinamento.

        Ela gritou aquele grito parado na garganta:

        _ O meu nome é Mulher!

        Não dava para contar as pedras que a liquidaram na porta da casa, muito menos reconhecer a fisionomia daquela  que um dia teve coragem para gritar o seu nome.

 

        Hugo Luís Zuim Lavoyer - 9º ano, 2012. SEBCOC
 
Postado por Rita Lavoyer, mãe.
Oração para os filhos nunca é demais, mas muito necessárias.
 

5 comentários:

Marisa Mattos disse...

De verdade,me emocionei...tem por quem puxar esse menino..lindamente triste...lindamente real...

Anônimo disse...

Há muito tempo que as mulheres gritam.
Mas, em toda parte do mundo há surdos.
Emília

Célia Rangel disse...

Hugo Luís e Rita!
Invade-me uma sensação de esperança nessa geração que se debruça sobre um problema com inúmeras conotações tendo a 'mulher' como protagonista de uma história que jamais quis participar! A figura das 'madalenas' que se descortina por vários séculos. Ao autor, minhas reverências; à mãe-mulher que não deixou engavetado - o grito de muitas mulheres - que mesmo sem burca, padecem as mentes castradas, subjugada!
Abraço duplo!
Célia.

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Muito bom, Hugo. Siga em frente e saiba honrar a dinastia literária dos Lavoyer!

Rita de Cássia Zuim Lavoyer disse...

Marisa, Emília,Célia e Marcelo! Estou emocionada mesmo.
Muito obrigada pela participação especial de vocês aqui. Principalmente neste post, que é o mais especial entre tantos que eu já postei aqui.
Muito obrigada mesmo!