CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


quarta-feira, 18 de maio de 2011

A HORA DE CADA ERA












Na era da tapera
os homens amavam a terra,
os corpos faziam guerra
ao som do tambor
do tambor de um grande amor.

Na hora de deitar,
faziam uma oração.
Eram corpos nus em pelo
sem contrato e em plena comunhão.

E cada era tem a sua hora
Para ficar na História

Na era industrial o senhor era o tal o povo vivia mal ao som do canhão do canhão da evolução na hora da refeição comia-se até o prato para ficar com o corpo em pé e manter vivo um contrato e cada era tem a sua hora para ficar na história

Na, era, da, religião...
Ninguém, mais, vive, o, amor...
É, homem, comungando, bomba, ao, som, do, contrato...
Dos senhores com o terror...
Na § hora % da * televisão @#
A # gente ¨só + vê $ a guerra ++
Destruindo tudo, inclusive as taperas...
E corpos, nus em pelo, deitados por terra...

E cada era tem a sua hora...
Para ficar na História...

Na era de todos os dias
o povo cabe onde se funda!
E a terra está muito suja
porque tem gente que arrasta o corpo
até a bunda sangrar.
É cobra comendo cobra,
mantendo o rabo pre$o
para o $alário melhorar.

Não importa a bandeira,
$ituação ou opo$ição.
Nem importa o que foi,
o que é ou o que $erá.
O que importa é e$plorar
o povo e go$ar ne$$a Na$$ão.
Viva toda a era de$$e Bra$il,
pai$ da corrup$$$$$ão.

É hora de não calar a boca!
Ainda que tenha que comer terra.
Quem pasta do lado de lá da cerca agora,
será que está vendo diferente
como quando criticava do lado de cá?
Ou vê tudo caladinho
porque o sistema é o seu patrão?
Mas não se foi a hora desse tempo
porque o que se roubou, foi roubado
e ainda roubará para não
passar uma era sem glória.
Ainda acaba como herói
por conselho de ética nenhuma
que arquiva a toda hora
os nós de cobras vivas
que escrevem com seus rabos
o enredo dessa infeliz história.
O que eu escrevo não é poema,
não tem versos muito menos poesia.
É apenas um desabafo pelo que vejo
e me afeta todos os dias.







RITA LAVOYER



Membro da Cia dos blogueiros

5 comentários:

VELOSO disse...

Que esse grito tenha ecoe nas mentes e corações!

jhamiltonbrito.blogspot.com disse...

Na era da tapera era melhor como era. Na era industrial, supostamente porcaria, não houvesse ,como saber como seria?
O conteúdo é excelente mas a forma me impressionou.És vanguarda nesta forma de expressão?

ALAORPOETA disse...

O mundo sonhado é utopia da utopia humana de sonhar. Acabassem todas as dores (corrupção, homicídios, fome, guerras, unha encravada) restaria o tédio.O homem é prisioneiro eterno de sua própria mente. Não adianta criticarmos o
país, a miséria é universal.E não é de coisas materiais, mas de formas impalpáveis. Pensar é sofrer.Trabalhar por uma vida melhor é se distrair. Fôssemos uma cobra e a vida seria apenas uma vida, sem mistérios. "O único mistério é existir alguém que pense no mistério".

Cecilia Ferreira disse...

Que o sistema não seja o nosso patrão! (passa lá em casa/blog e dá uma lidinha em : E o direito de ser feliz.
Bjs e parabéns por seu trabalho,na vida e no blog.

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Rita,
Você sabe brincar com ritmos, rimas, jogos de palavras, figuras de linguagem. E nessa brincadeira, com jeito de quem não quer nada, você desanca a desordem estabelecida. Roda a baiana e joga de tudo no ventilador. Muito bom, amiga.