CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


sexta-feira, 17 de junho de 2011

O BARULHO DA CHUVA

imagem : icecrystal0.blogspot.com



Fechei os meus esquecidos olhos
Para ver o barulho da chuva
Escorrendo pelo conduto
Até encontrar-se com o meu tímpano.

Os pingos, batendo em cada parede,
Borbulhavam estridentes
Umas bolhas explosivas.

Eles compõem uma cadência
Fervescente na terra.
É a chuva chorando
E eu vendo-a desaguar.

Em cada vão do complicado caminho,
Vejo lamas enceradas encobrirem
Samambaias que brotaram
Sobre o fertilizante que deixei cair
Do xaxim, quando eu quis adubá-las
No alto da minha sinagoga.
O xaxim morre anafilático, em conta-gotas.

Furou-me as mãos suas fibras secas.
Lavei o meu sangue na água que escorria sobre a lama.
A vegetação bicolor foi, aos poucos,
Revelando a sua cor original.

A chuva cessou e com ela o barulho.
Não havendo mais nada a ver,
Abri os meus olhos e adormeci
Em um sáculo qualquer daquele caminho perdido.

Não querendo acordar, morri asfixiada
Pelas plantas que brotaram em minha saliva.
Vou deixar o meu corpo ali
Para ser consumido pelas águas
Que gerarão novas espécies.

Querendo um martelo penetrar-me a trompa
E viver até a morte,
Lute com a bigorna, a fim de encontrar a saída
Do meu labirinto ou...
Para sempre nego-lhe o estribo
Do que escrevo, mas não digo


RITA LAVOYER

Membro da Cia dos Blogueiros

3 comentários:

Jorge Sader Filho disse...

Longa e fantasiosa poesia, onde Rita inicia, com graça, o nascimento de uma samambaia que a chuva fez nascer, para terminar em martelo, estribo e bigorna.
Da botânica à biologia, com classe!

Beijos,
Jorge

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

A chuva e sua magia. Que torna-se mais mágica sob a pena de Rita. O final ficou espetacular. Parabéns, amiga.

jhamiltonbrito.blogspot.com disse...

" eu vou, caminhando na garoa/ com o pensamento em você/ sei, que indiferente a chuva cai a toa/ recordando a mágoa / e a saudade de nós dois/esta luz/no espelho da calçada / derramando cores em meus passos/ molhados, cansados/ das noitadas / das vigílias / caminhada que me afasta de você / deixe o que passou / para depois de um novo sol/ que irá levar a chuva e mágoa de nós dois."
Acho que esta é a letra de uma música do Moacir Franco que eu cantava quando aborrecente e estava apaixonado por uma lazarenta que me flagrou beijando a amiga dela e me deu o cartão vermelho.
Sua linda poesia me levou ao passado.obrigado.