CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

POALTAM





Quem não poetar não sabe o que é.
Bem fazem os meus amigos que,
na lida de suas penas
desempoeiram almas, abstrando-as.
Na concretude da dor
do grafite no papel,
ou dos dedos no teclado,
simplesmente compõem aglutinações.
Dos poetas, a alma!
Das almas, o poeta!
Poaltam, elevando-nos.
Basta?
Observam o escuro, enxergam nele.
A alma do poeta vê ao longe
aproximando tempo e luz,
velocidade e espaço.
Se falta-me o corpo para alma
O poeta incorpora-me veluz.
Se falta-me alma para o corpo
no tepaço, o poeta alma-me.
Sem distinção ou preconceito,
palavra-me.
Pra que mais,
se tenho tantos amigos iguais!?
Constroem prosas porque têm corpos.
Concretizam poesias porque têm almas.
Ah! Nas suas poéticas emergem o indizível
tornando-o diverso.
Trago na vida os meus amigos de versos,
que sabem da lida melhor que ninguém
a importância que o poeta tem
no pulso que lavra,
e que chora, sem pena,
a dor de não poder poetar.
Dê-lhes passagem, humanidade toda,
porque os meus amigos precisam
produzir vidas.



RITA LAVOYER

PÁGINA DA FONTE DE IMAGENS: http://havidaemmarta.blogspot.com/2010/11/ha-palavras-que-nos-beijam.html

8 comentários:

Jorge Sader Filho disse...

Fazer poemas realmente é difícil.
Se são tradicionais, métrica e a rima são imposições.
Se é poesia livre, a idéia central e o ritmo não podem ser desprezados.
E a prosa conta...

Abraços

jhamiltonbrito.blogspot.com disse...

tepaço, abstrando-as, veluz, poaltam
se pretendo mesmo poetar , aprender
preciso atualizar os meus dicionários
e visitar de novo meus alfarrábios
pois"fazer poemas sendo dificil"
não me bastarão mais métrica/rima
as minhas, não servirão nem para as primas.

HAMILTON BRITO... disse...

hahahah quanto àquele ossinho maledeto que o Senhor deu ao macaco e deixou a gente na saudade, nem dormir com a macaca...aliás, por falta dele é que a gente " dorme com a macaca" quando o bicho pega.r*****( risadinha marca Cecília Vidigal)

Célia disse...

Poemar é extravasar alma e coração, sem amarras, sem limites, abstrair-se e deixar que outro contemporize o seu pensamento... que é só seu... liberdade total. Até porque o entendimento do texto é muito variável! Abraço, Célia.

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Nossa, que bela homenagem, Rita. Fosse eu poeta, estaria honrado. Mas faltam-me ainda algumas encarnações pra isso. Uma lavra escrita com a alma, e mais uma vez com inusitados neologismos. Muito bem. Um beijo grande.

Artes e escritas disse...

A palavra contata a poesia e o poeta a transforma em poema num labirinto desconhecido, até que adquira a forma. Um abraço, Yayá.

Cecilia Ferreira disse...

Rita, muito sentida essa dor, dor que sinto em mim de mim, de nao poder ser a poeta que extravasaria a dor do mundo pela palavra. Bjs!
(Hamilton, a risadinha "r*****" nao foi criacao minha. Logo que entrei on line, se usava na sala de bate-papo em que me encontrava com meus irmaos).
Abraco a ambos!

Marianice Paupitz Nucera disse...

E os poetas despem suas sensibilidades num gesto leve de inspiração inexplicável, que vem de não sei onde, sua alma se abre em leque levando e enlevando seus sonhos num mar indecifrável de emoções.Ser poeta é estar constantemente em alfa, e mergulhar no mistério da imaginação.
marianice