CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

QUERO SER UM PAI COMO O SENHOR



Não apenas hoje, mas todos os dias eu me lembro do senhor, porque tudo o que tenho traz a sua imagem.

Pai, revirando o baú da minha história, nos vi naquele balanço que o senhor insistia em se encaixar, querendo me segurar em seu colo. Pai, ali só cabia uma criança e o senhor dizia que ela era você. O senhor se lembra de quando eu era o seu pai? Eu vestia a sua roupa e escovava os seus dentes?


Seu garotão! É isso que o senhor ainda é. Um meninão que sempre me fez gente grande. Sempre fui franzino, pai, mas o senhor me achava o máximo. Ah, fala sério, sabia que eu não levava jeito para o futebol, mas o senhor torcia desvairadamente quando eu apenas corria atrás da bola.


O senhor se lembra das minhas notas vermelhas? E me dizia sempre que melhoraria se eu me esforçasse. Estudava sempre a matemática comigo. O senhor me dizia ser o melhor nessa disciplina. A mamãe te olhava com rabo de olho desmentindo-o. Eu sei que o senhor é o melhor na matemática. Consegue multiplicar paciência, amor e me dobrou as esperanças. O senhor também é cientista, mágico, profeta. Conseguiu comigo o que até Deus duvidava. Pai, o senhor soube ser o Deus, ainda é e será sempre o meu herói.


Que coisa mais linda vendo-o abraçado à mamãe. Que casal vocês formam. Um bom pai se completa com uma boa mãe e vice-versa. E eu tenho que pedir mais o quê? Vivo em porto seguro, me ensinaram o caminho da religião, do respeito ao próximo e a mim mesmo.


Vi e passei por momentos difíceis, mas nunca me deixou desanimar. Pai, o senhor esteve presente no meu passado e estará no meu futuro. O senhor é o meu presente. Eu o ganhei logo que me desembalaram na maternidade.


Que pena, pai, poucos conseguirem ter um pai como eu tenho.


Pai, quando eu for pai, quero ser o pai que o senhor é. E quando o meu filho me olhar, que veja em mim a sua figura de homem de respeito.


Não vou amá-lo, presenteá-lo e agradecê-lo somente nos dias dos pais. Eu sou o seu filho todos os dias; o senhor, o meu pai eternamente.

Hum... é um lírico masculino. Estou com febre


Rita Lavoyer






2 comentários:

Célia disse...

... não presenteá-lo só no dia dos pais... você é pai todos os dias... Sabe, Rita esse apelo comercial macula sentimentos de amor, reduzindo-o a bens materiais. Como é lindo quem pode ver as qualidades de um pai e querer usufruí-las... Nenhum cartão de crédito compra isso! Parabéns por sua crônica de amor filial. Abraço, Célia.

Marianice Paupitz Nucera disse...

o que tanta gente queria escrever sobre o pai, homem ou mulher, tudo seria diferente se todos os pais assumissem seu verdadeiro papel, na missão que Deus lhe deu. parabéns Rita adorei seu "eu lírico"