CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

SEM AVISAR


imagem da inernet


Sem avisar, eu fui à sua casa.
O portão eu o empurrei.
Entrei sem avisar que chegava à sua casa.
As portas e as janelas estavam trancadas. Todas.
Aonde foi?
A tarde estava mais escura
do que aquelas tardes em que estava.
Sem avisar, eu fui à sua casa levar-lhe presente,
flores e um doce.
Retornaria certamente.
Sem avisar,

eu os deixei sobre a mesa da varanda,
e saí sem olhar para trás.
Não me chamou!
Ainda não é primavera, mas chegará.
No trajeto eu senti que,
realmente, faltava algo lá.
O sol se foi de verdade e
voltou de verdade novamente.
Sem avisar, eu retornei à sua casa.
As formigas e outras espécies

bancateavam-se num presente.
Tudo porque, ontem, não me avisou que partiria de verdade.
Psiu!
Não avisarei a ninguém que eu chorei.
A primavera não chega sem avisar.
Chega simplesmente.


Rita Lavoyer


Um leitor perguntou-me o que é bancatear - sem aspas mesmo.

Resposta: Fazer um banquete às minhas custas: banqueteavam-se sem bancar. Nem as formigas avisam.

6 comentários:

Malu disse...

Seus poemas, minha querida, são sempre fortes e cheio de surpresas...
A PRIMAVERA simplesmente chega e nos traz belas imagens florais.
Eu adoro lê-la.
Beijinhos

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Só não esquece de avisar a gente quando tiver poemas inspirados assim. Um beijo, Rita.

Célia disse...

Passeei com você esperando sua primavera... Sinto cheiro dela no ar!! Lindo poema!
Abraço da Célia.

Jorge Sader Filho disse...

Sem avisar quantas e mais quantas se sucedem, Rita! Beijos, Jorge.

CEM PALAVRAS disse...

Comecei a te seguir hoje.
Deixo beijos meus

Coqueluche disse...

Que lindo esse poema !Nossa inspirador...Ele é seu??? Lindo parabéns..quase chorei no final...bjussss