CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


quarta-feira, 7 de março de 2012

O CIRCO NO PALCO DA PROSTITUTA

Veja só!
Quem é que vai querer acreditar
Que Templo Sagrado perde o seu altar
Quando as portas se abrem
Para a luz da ilusão.

Veja só!
Fazem sarcasmo diante do sacrário
Para atingirem o acme num ato insublime.
Há de me entender se eu aqui chorar
Por ver a natureza, num ato insano,
Se arruinando...

Ah, o Templo de Mulher
Ninguém pode violar
É lugar sagrado para a entrada do amor
Entre os parceiros deve haver o compromisso
De comungarem os mesmos ideais
E, completando um ao outro
Nesses atos de carinhos,
O Templo da Mulher será todo altar
Para ambos os amantes se tornarem
Pão e vinho.
 
Veja só!
Violação da comunhão com o amor
Sugam o líquido do santo castiçal
Depositando nele a cera fria
De uma vela sexual.

Veja só!
Essa história não é boba, não!
Nem engraçada, então preste atenção:
Templo Sagrado vira palco de circo,
Animais disputam vaga em gruta
E desfrutam do prazer de um pobre ser.

Ah, nessa história sem resumo
Ela se deita ao chão
De uma área onde ela é o consumo...
Esqueceu-se que prostituta
Não é nome pra Mulher.


Veja só!
Quem é que vai querer acreditar
Que a prostituta vende o corpo pra viver...
Ah, nesse guia em contramão
Ela arranca o coração
E faz seu Templo um circo de diversões...

Veja só!
O seu público não é nada fiel
Depois do show não lhe resta um apelo
Retiram dela o seu coro nu em pelo.
É cada um fazendo o seu papel
Num roteiro de uma história tão cruel.

Não há elo nesse selo e, sem gaiola,
Adestrado deita e rola,
Mas, ela domina o animal com o prazer
E este, já todo saciado, deixa sua presa
Ao relento, abandonada.

Veja só!
Tem que fazer sozinha a apresentação.
Se falta o riso o choro ela engole
Para salvar o dinheiro do seu pão.
De ilusão vai vivendo o dia-a-dia
Ser prostituta é o que ela não queria e,
Como palhaço veste-se de fantasias
Para poder sobreviver...
Ela é prostituta sem saber

Que toda Mulher tem o seu lado virginal
Oferece o amor e ganha bem mais por merecer.

Veja só!
A prostituta equilibra a dor
Embora dê, nunca recebe amor.
Contorcionista, se esquiva do dever
De o seu Templo respeitar.

É dissabor atrás de dissabor...
Sem cor, sem brilho a vida a carrega
Porque o seu palco é um circo itinerante
Perante o qual, muitos se divertem num instante.
No outro dia, o seu dia é tão vazio
Abre seu Templo, agora, imoral,
Porque o show deve ser sempre igual.

Veja só!
Só um vintém na noite mal passada
Malabarismo ela faz tão bem,
Para driblar o dia e tantas pedradas.
Mas, se levanta sob a tenda
E arruma o seu palco
Para outra revenda
Porque o show tem que continuar...

Ah, nessa história sem resumo
Ela se deita ao chão
De uma área onde ela é o consumo...
Esqueceu-se que prostituta
Não é nome pra Mulher.




Veja só!
É ilusionista da visão da vida
Na trajetória o nada a convida
Para tudo e o que der e viver.
Esqueceu-se que prostituta
Não é nome pra Mulher.


Veja só!
O Templo corpo agora arruinado
Onde animais adentram sem as jaulas
E, de joelhos, ela os ajuda a pecar,
Saem com o riso abastado de prazer
Enquanto outros entram para comprar
O que ela tem para revender.

Ah, o Templo de Mulher
Ninguém pode violar
É lugar sagrado para a entrada do amor
Entre os parceiros deve haver o compromisso
De comungarem os mesmos ideais
E, completando um ao outro
Nesses atos de carinhos,
O Templo da Mulher será todo altar
Para ambos os amantes se tornarem
Pão e vinho.

Veja só!
A prostituta é palco de um circo
com espetáculo chulo à luz do caos
São lhe dadas moedas falsificadas
Pelo exibicionismo.
Se restar alma nessa peça encenada
Fará das pedras seu motivo de escalada
Edificando, com elas, o seu Templo.

Porque a Mulher é maior que o abismo.
Sobre ele, a Mulher é a própria igreja
Diante dos seus pés, ajoelhe e se veja
.
Corpo de Mulher é Templo inviolável
Sobre o altar apresenta uma santa que
Só a um compete o poder de tirar-lhe o véu!


AUTORIA - RITA LAVOYER






7 comentários:

Célia Rangel disse...

... e ainda há quem diz que são mulheres de vida fácil!
Inteligente junção da música e do poema contrapondo-se à realidade! Quantas "Madalenas" nessa vida... Atire a primeira pedra...
Beijo da Célia.

HAMILTON BRITO... disse...

Se naquele tempo ja nao acharam quem atirasse a primeira pedra...
Belo texto

Anônimo disse...

Sempre surpreendendo ! bjs M. Luzia

Rita Lavoyer disse...

Célia, realmente essa 'profissão' como diz um amigo meu, "para ser prostituta tem que ter talento", não é nada fácil.

Hamilton, flores. Hoje , amanhã, depois...

Maria Luzia, surpresa é você por aqui.

Grande abraço aos três e Feliz Dia da Mulher a todos, sempre!

blog do Camillo disse...

Rita,
Quanta verdade que você desfilou.Por mais que tenha vivido, quando li o seu texto, não pude evitar de olhar para trás e ver se por acaso estava inserido no contexto.
Um abraço
Helcio

O Poeta das Multidões disse...

Prostituição é uma questão de talento e não necessidade. Nosso corpo é uma obra sagrada que naõ foi feito para ser cormecializado. Temos o livre abitrio, e quando uitilizamos algo sagrado por conveniencia, a colheita é nefasta. Heitor Gomes.

Rita Lavoyer disse...

Heitor, meu amigo! Como um filho resolve a cabeça de um pai, não acha?
Parabéns papai Heitor.

Obrigada por compartilhar aqui a sua experiência.

Grande abraço