CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba;

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras;

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;

quarta-feira, 28 de março de 2012

OS FANTOCHES DIVINOS



OS FANTOCHES DIVINOS!

José Geraldo Martinez


Por toda vida eu vou te amar

até que em mim a morte embale...

E noutra além, vou te esperar,

para posteriore continuidade!


Por enquanto eu te espero,

enquanto ainda sorrio na tua chegada!

Nesta vida que tolo venero,

sabendo que esta não vale nada.


É que ainda posso tocar teus cabelos...

Desabafar em teu peito os meus medos!

Sou pura angústia, entende?

Amanhã quem de nós partirá primeiro?


Ainda posso segurar as tuas mãos

e juntá-las ao peito amedrontado.

Dormir com a tua canção

e em teus braços, embalado!


Posso ainda despertar com a tua presença,

abrindo a cortina para o sol que nos assiste!

E lá não saberei o tempo de minha,

de tua ausência, se o próprio tempo inexiste...

Ainda tenho o teu cheiro!

O calor da tua pele...

Sonhos infindos, devaneios,

que a morte ainda repele!


Enquanto posso, abraço-te,

tão fortemente apaixonado!

Como se fora a primeira vez em nossa

adolescência,

na inocência do amor guardado...

Não fôssemos fantoche da espiritualidade e

nem tivéssemos este corpo emprestado,

por sorte.

Tão pouco marionetes no colo de Deus,

dono da vida e da morte!

Medo algum teria...

E quando tivesse que morrer, saberia !

Com tempo e calma...

E feliz partiria,

deixando contigo minha alma,

vivendo tudo neste dia!

" Se pensarmos que o amanhã poderá não existir...

O hoje faria toda diferença! "

( Martinez)
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MANIPULAS-TE

RITA LAVOYER

Meu grande amor! Quanto te esperei

Na concretude das tuas letras.

Lia-te, com saudade, nas ocultas frases

Que um dia serias só meu

na incerta realidade.


Nos tipos de toda notícia

eu te esperava também.

Só para ver o que falavas

da vida de outro alguém.

Fui refazendo recortes da imagem

Para recompor uma história de colagens.


Não partiste de mim porque quis.

Amar-te é puro destino, entendes?

No ontem, começamos nossa história.

Foi por isso que vim:

Para amar-te novamente.


Ofertei-te minhas mãos, ainda que pequenas,

Para arrancar-te do peito o medo.

Agarraste aos vestígios que elas traziam

Compondo versos para a outra em segredo.


Despertaste o teu desregramento

Quando para ti não fui o bastante.

Esquecer teu código nítido tento

Entendendo nosso futuro bem antes.


A morte já nos uniu

Em outras vidas que virão.

Nesta passagem o nosso broche

Ainda não se faz

Erraste nos teus versos a personagem.

Efeito disso és fantoche,

Causa dos amores que poetaste.


Ainda que escrever queiras

Com a pena da minha essência

Serás manipulado por poemas

Incompletos do teu verdadeiro tema.


Da tua infinita poesia entendas

Eu sou o ponto final.

Por não dares a ela minhas emoções,

Viveremos para sempre

Novas reencarnações.

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TUA SAPIENCIA

Hamilton Brito


Quero que entenda, querida,

Algo que, com sofrimento, aprendi:

Com o amor não há o sonhar.

Há que vivê-lo de verdade

ou então, na saudade, lamentar!

Dizem que esta vida nada vale

que tudo por aqui é ilusão.

Mas se são verdades ou não,

não vou procurar descobrir

Você me bloqueia o caminho

... por outro, eu vou seguir

Você sabe, vida só há uma

e como disse o tonto lá em cima

de angústia não vou viver.

Querida, não sou nada, nem fantoche

Ainda mais fantoche divino.

Sou, quando muito, um cretino

que ao seu lado quer viver.

Mas você, que é suma sapiência

quer usar da sua ciência

para com seu papo me enrolar.

Acusa-me de ser manipulador!

Veja que coisa, sim senhor!

Diz, mas que cara de pau

que me amar é o seu destino.

De nós dois, quem mais cretino?

Eu te ofereço a minha vida

E você atrás de palavras escondidas

acusa-me por suas horas perdidas

E eu que confundo personagem...

Se ainda te escrevo este poema

é porque me conservo otimista

Pois, querida, em minha vida

você só foi ...

antagonista.



5 comentários:

jhamiltonbrito.blogspot.com disse...

Nossa, foi muito bom recordar este trieto. Parabéns para nós todos.

Célia Rangel disse...

Depois de tamanha riqueza poética, minha tarde não será mais a mesmice de todas elas...
Abraços triplos! Célia.

blog do Camillo disse...

Hoje bem que eu precisava de muita poesia e ela veio toda. Obrigado
Helcio

Jorge Sader Filho disse...

Sincera, concisa, e muito bem construída a poesia, Rita!

Beijo,
Jorge

jhamiltonbrito.blogspot.com disse...

Obrigado, JORGE