CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


domingo, 18 de março de 2012

TARDE LITERÁRIA

MISS CULTURA




Ontem, 17/03, tive a oportunidade de assistir a um ‘espetáculo’ na Biblioteca Municipal e Araçatuba. Raramente faço isso porque o meu tempo na escola não me permite muitas saídas nos finais de semana. Pois ontem fui lá conferir do que se tratava essa MISS CULTURA.

Os escritores Fabrício Carpinejar e Marcelo Carneiro da Cunha leram textos literários de escritores renomados. Textos de qualidade escolhidos pelos escritores, que traziam como tema “vizinhos”.

As leituras... bem...

Coloque uma candidata linda de viver para ser julgada, mas retire dela o brilho próprio para ver se ela consegue desfilar em alguma passarela.

Pois não foi que o Marcelo conseguiu retirar dos meus olhos o brilho das candidatas dele?

As mãos do Marcelo leitor preocupavam-se em manter seguros as cópias dos textos e o microfone ao mesmo tempo, não colocando emoção alguma na leitura daquela produção literária escolhida por ele e inscrita a candidata a miss qualquer coisa.

Que pecado! Eu ruminava lá de trás enquanto nem conseguia ouvir o Marcelo. Pus-me de pé para tentar melhorar a minha audição, evitando cometer calúnias no meu julgamento. Não teve como melhorar nada! Continuei julgando: que pecado!

Enquanto eu vivia, porque eu entrei dentro das produções literárias lidas a contento da arte por Fabrício Carpinejar, enquanto eu vivia a vida dada àquelas misses escolhidas por ele, fervilhava a minha cabeça o pensamento do quanto nós podemos prejudicar uma arte quando temos a intenção de protegê-la.

Já li de escritores bons que a poesia não pode ser declamada, ela deve ser lida. Tudo bem, desde que a leitura não a mate. Isso também serve para uma crônica ou um conto.

Eu, heim! Por isso que eu fico calada!

O meu voto para Miss Cultura foi para “Samambaia, de Mário Prata” apresentada pelo Fabrício.

Uma samambaia viva eternamente, mas que estaria sequinha no xaxim se o Marcelo a escolhesse para defendê-la, minha opinião.

Também não gostei do fato de os dois escritores convidados ironizarem tratar-se Paulo Coelho, o escritor, araçatubense. Que mal há em Paulo Coelho ser araçatubense? Ele não é, mas se fosse eu teria a maior honra de dizer a todos que ele é o “Meu Vizinho”, se fosse.

Não sou leitora de Paulo Coelho porque o meu tempo não permite, e o pouco dinheiro que eu tenho, quando compro livros, são para as minhas pesquisas.

Não acredito que Paulo Coelho denigra a imagem de alguém publicamente, que seus trabalhos favoreçam o prejuízo moral de qualquer cidadão.

Um escritor que se julga entender de literatura, estar inserido nela, começar ironizar Paulo Coelho (por não ser literário?) não o coloca, na minha opinião, melhor do que nenhum outro escritor, ainda que este tenha sido o inventor das regras onde as palavras devam ser aplicadas. Respeitar as regras de cada um é questão de cultura também.

Mas essa Rita é o cão da intransigência, poderão criticar a minha crítica.

Já que vamos criticar, vou derreter aqui a minha observação sobre a vantagem de ter ido assistir ao Miss Cultura. O julgamento, a eleição dos textos.


Como foi bom delegar ao povo, tão somente o povo, o poder de escolher o melhor ao seu gosto. O melhor dentro da visão de um colegiado multicor. Ali tinha araçatubenses de todos os jeitos e idades, com cultura de todos os tipos e valores. Então eu me perguntei diante daquela grandeza que eu via na plateia: Para que seve um Concurso de contos Cidade de Araçatuba, se ele atinge uma minoria de cidadãos da cidade?

Fiquei pensando,- lógico o mal da Rita tem sido isso ultimamente-: Será que só estão aptos para julgar literatura quem lida com ela? Cadê a população em massa sendo beneficiada pelo Concurso de contos Cidade de Araçatuba? Não é “da cidade de Araçatuba”?

Deixe os araçatubenses julgarem. Já pensou que honra ter o seu conto julgado e sido classificado pela população da cidade toda de Araçatuba? Esta miscigenada e não apenas por meia dúzia de professores/escritores, dos quais eu não tiro os créditos para exercerem a função de classificar e julgar os contos, mas não acho que somente eles podem fazer isso.

Leitura em demasia cansa, tendo pouco tempo para entregar o resulado  piora mais ainda. Os julgadores são seres humanos, têm os seus limites físicos. São muitos contos para poucos analisarem julgando-os.

Já pensou, senhor secretário, quantos escritores não poderão sair desse colegiado de julgadores? Não seria mais do que bom esse concurso para todos?

Senhor Secretário da Cultura de Araçatuba, Hélio Consolaro, encha aquela Biblioteca Municipal de araçatubenses voluntários e distribua a eles os contos inscritos no Concurso de Contos Cidade de Araçatuba.

Dê, senhor secretário da Cultura Hélio Consolaro, à Literatura Universal o direito de atingir a Cultura de Araçatuba. Permita o Concurso de Contos da cidade de Araçatuba ser de fato para os araçatubenses de todas as raças, credos, costumes e graus de instrução. Isso não é inédito?

Como candidata que sou, seria uma vitoria pra mim ter um conto meu nas mãos do povo da minha cidade, ainda que em pseudônimo.

Convide a população, vá às universidades, às igrejas, às indústrias e comércios. Já pensou que alegria para um interno da Fundação Casa fazer isso, ou um internado da Santa Casa colaborando, dando a sua parte de alegria ao Concurso de Contos Cidade de Araçatuba? 

Por favor, senhor secretário, dê à população esse crédito, essa honra de ser acreditada pela Cultura. Num sábado inteiro, todos os contos inscritos estarão sendo honrados, pois estão sendo lidos por muitos araçatubenses de todos os gostos, julgados e classificados pelo povo, inclusive pelos que atuam como julgadores desta Secretaria de Cultura, misture. Duas honras para a população.

Pense nisso. Claro que há de se estabelecer regras para o grande número de voluntariado que aparecerá, tenho certeza.

Voltando ao Miss Cultura, foi bom demais eu ter ido lá e ter saído com uma análise positiva do que vi.

Há certas coisas para as quais não estamos obrigados, uma delas é não ter que comprar um livro do Paulo, outra é não ter que ouvir coisas que não queremos e outra é não deixar morrer uma ideia.

Espero continuar pensando. Amèm!

Rita Lavoyer



12 comentários:

Célia Rangel disse...

And the Oscar goes to... Rita!!
Adoro ler você... Aprender com você... Uma "Senhora Candidata à Secretaria da Cultura"... breve veremos! Bj. Célia.

Rita Lavoyer disse...

Célia, afff! mas nem em Flaudilândia!
kkkkkkkkkkkkkkkkkk

Araçatuba tem o Secretário de Cultura que ela precisava e merece.

Vai ficar mió se ele pelo menos aceitar a minha ideia.

Nem Jesus agradou a todos.

só quis expressar a minha ideia, sobre o que eu vi, aproveitei, gostei e não gostei da tarde literária de ontem.

inventei de copiar a arte dos outros. Quem sabe dá, né?! kkkkkk.
Olha eu, ladra da arte, da arte...

Grande abraço! Rita

Marianice Paupitz Nucera disse...

Rita adorei sua idéia, quem sabe um dia a gente chega lá. paraben
s!

jhamiltonbrito.blogspot.com disse...

Meus parabéns, gostei do texto e da sugestão.

O Poeta das Multidões disse...

Rita, eu tenho e li todos os livros do Paulo Coelho e posso ter emprestar. Quem tenta se projetar em detrimeto de outrem, é porque sabe que está enclausurado na própria meediucridade. Paulo Coelho é sucesso. E isso basta. Heitor gomes.

Jorge Sader Filho disse...

Também não leio Paulo Coelho, mas nem por isso tenho raiva dele. Cavou com as próprias mãos o seu sucesso, começando o seu trabalho de divulgação, muito bem feito.
Mas Miss Cultura, e não só isto, é Rita Lavoyer.
Eu nunca duvidei disto!

Beijo
Jorge

Ágatha Urzedo disse...

Concordo com sua sugestão, Rita. Compartilho também da sua opinião a respeito da celeuma envolvendo o Paulo Coelho. Pra mim, essas críticas são fruto de inveja, dor de cotovelo mesmo... O cara é (re)conhecido mundialmente. Li quase todos os livros dele, e gostei bastante. E outra: gosto não se discute. Há que se respeitar o estilo de cada um. Até parece que esses tais de Marcelo e de Fabrício (quem são mesmo? rsrsrsrsrs)são uma sumidade em literatura. Pelo que você escreveu, o primeiro nem "ler" sabe... Mania que alguns artistas têm de julgar o que é bom é o que é ruim! Não gostam? Não leem, não ouçam, não vejam; mas, por favor, não queiram enfiar suas considerações mente adentro das pessoas! Argh! Bjo, Rita: gosto bastante do seu blog.

Rita Lavoyer disse...

Olha, quantas participações importantes eu tenho aqui.

Agradeço a todos o carinho da leitura. Pena eu ter tão poucos leitores na cidade de Araçatuba.

Me atrevi enviar um e-mail ao Secretário de Cultura de Araçatuba -Hélio Consolaro, convidando-o a ler esta postagem.

Todavia, não sei se ele abriu o meu e-mail.
Não sei se ele abre e-mail de qualquer um, também nem sei o quanto o nome Rita Lavoyer em um e-mail representa de vírus cultural kkkkkk

Vai quê, né! Na incerteza é melhor deletar antes que o computador fique infestado com a 'tar de rita', que não é a 'ritalina', mas danifica igualzim kkkkkkkkkkkk
Coisa ruim já vem no radical.

Se vocês que passaram por aqui, gostaram da ideia, peço por gentileza que encaminhem esta sugestão através do seu e-mail ao Secretário da Cultura. Duas forças somam mais do que uma. Não sei quem foi o gênio que disse isso.

Abração professor Hélio Consolaro.
Adooooooroooo o senhor!


Rita Lavoyer

Marcelo Sguassábia disse...

Pertinentes seus posicionamentos, Rita. Pelo que teve de bom e de ruim, penso que valeu este evento no fim de semana. Continue pensando, sempre. Precisamos da sua lucidez. Um beijo.

Anônimo disse...

Rita o Mis Cultura foi muito bom para abrir nossas mentes, surgiu esta ideia genial para o Concurso de Contos.
Outra ideia sera o professor Hélio abrir a Biblioteca uma vez por mes para promover uma noite de leituras e escolha do melhor conto.
Emília Goulart

Cidadão Araçatuba disse...

Já li vários livro de Paulo Coelho. Uns o tem como excêntrico, outros como louco. Há aqueles que lembram-se dele com o companheiro do sr. "maluco beleza".
Ironizar a pessoa de um grande escritor como ele, sem nem conhecer a obra é deveras frustrante.
Ficaria orgulhoso e diria a todos que ele era meu vizinho também se araçatubense fosse.
Assim como encho a boca para dizer que Tião Carreiro é Araçatubense (sei que não é nascido aqui,e sim mineiro de nascença).
A cultura por si só é o ato de aprender, difundir, concordar ou não.
O evento que me desculpe, mas se lá estivesse nem terminaria de assisti-lo.
Muito legal a sua narrativa do evento.
Fechei os olhos e por um momento achei que estava lá!
Abraçao!

Rita Lavoyer disse...

Meus amigos leitores, cumpre-me informá-los que o professor Hélio Consolaro, Secretário de Cultura da cidade de Araçatuba respondeu-me informando as razões de a minha sugestão ser inviável.

Respeitei a resposta dele.

Muito obrigada a todos que passaram por aqui por causa desta postagem

Obrigada professor Hélio.

Rita Lavoyer