CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


segunda-feira, 7 de maio de 2012

Coronel responsável pelo Massacre de Eldorado de Carajás é preso | Agência Brasil

""Coronel responsável pelo Massacre de Eldorado de Carajás é preso | Agência Brasil

Daniella Jinkings


Repórter da Agência Brasil
Brasília - O coronel da Polícia Militar Mário Colares Pantoja se apresentou à polícia no início da tarde de hoje (7), após o Tribunal de Justiça do Pará expedir mandados de prisão contra ele e o major José Maria Pereira de Oliveira. Pantoja está detido no Centro de Recuperação Especial Coronel Anastácio das Neves, que fica no município paraense de Santa Izabel.


O coronel Pantoja e o major Oliveira foram responsabilizados pela Justiça por comandar a ação da Polícia Militar que causou a morte de 21 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no episódio conhecido como Massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará, em 1996.


Eles foram condenados pelo Tribunal de Justiça do Pará e estavam em liberdade graças a um habeas corpus obtido no Supremo Tribunal Federal (STF) em 2005. Pantoja foi condenado a 228 anos de prisão e o major Oliveira à 158 anos em regime fechado.


A ação da polícia contou com a participação de mais de 150 policiais militares. O massacre motivou a criação da Jornada Nacional da Luta por Reforma Agrária, uma mobilização que ocorre todos anos no mês de abril, também conhecida como Abril Vermelho.
Edição: Rivadavia Severo


Agência Brasil - Todos os direitos reservados.""

Comentário da autorora deste blog -Rita Lavoyer
 
Eu vi, pouca coisa, mas estava bem mais perto do local. Santarém era logo ali.   Muitos do MST morreram, infelizmente muitos sobreviveram. 
 
 Digo infelizmente, porque ver a situação desumana a que os sobreviventes foram submetidos por falta de amparo -  via-se claramente nos olhares de cada um a pobreza pedindo pão- , abria a minha carne sem navalha enchendo de sangue  minhas lágrimas. Juro! 
 Melhor seria que todos  os que foram covardemente atacados tivessem morrido, não para o bem do estado assassino, mas para o próprio bem do homem  enquanto humano.
Já que  para viverem com dignidade  não lhes foram dada a sorte merecida.
 
Assistíamos a corpos aleijados se arrastando pelo solo de uma mãe nada gentil, ainda vivendo sob o plástico preto que lhes servia de teto, depois de dois anos do episódio acontecido. Nenhum dos sobreviventes entrou em sua camionete importada e seguiu para  sua propriedade, como tantos vagabundos que se envolvem com o MST fazem depois de provocarem o motim, aproveitando-se e denegrindo a imagem de um movimento humano que poderia ter dado certo.
Outros com os corpos cravejados de balas, mas que não se deitavam no berço esplêndido de uma pátria do raio que a parta, porque ela não presta para todos os filhos seus, e que ela própria, sequer, sabe o significado do penhor da igualdade.
 
 Aleijados, inválidos como muitos ficaram,  sem assistência alguma do estado, que alijou-se do seu compromisso, porque povo pobre  tem que sobreviver a custa de dor e se tornar heróico para provar ser merecedor de assistência, justiça e respeito. Ou não?
 
 Foram mortos como indigentes, sobreviveram e continuaram a viver como tal até quando eu saí de lá em 2000. Depois não acompanhei mais o caso, a região para a qual eu me mudei os problema eram outros de igual proporção e íamos nos envolvendo  nos assuntos, abafando outros no peito.  Desumanidade existe em todas as partes, gente muda também.
 
Alguém sabe a finalidade desta música?

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Parte II

Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra, mais garrida,
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores."
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
- "Paz no futuro e glória no passado."
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
Letra: Joaquim Osório Duque Estrada
Música: Francisco Manuel da Silva

2 comentários:

Célia Rangel disse...

Para nós, Rita, alunos da década de 60... cantar o Hino até é fácil... batalhamos contra a ditadura, coronelismos e muitos outros "ismos"... Mas ver que muitos até hoje "deitam e rolam em berços esplêndidos"... realmente é no mínimo constrangedor e revoltante.
Bj. Célia.

jose claudio disse...

Oi, Rita! obrigado, primeiramente pelas visitas durante a minha longa ausência.

Eu já não fico mais estarrecido, porém continuo com meu inconformismo que encontra poucos pares nesse Brasil. O lamento da maioria é proporcional ao grau de importância social e financeira que a vítima ostenta na nossa hierarquia de valores humanos. Militei anos a fio no movimento sindical e participei de muitas lutas de sem terras em MG. Também vi grilagens, assassinatos e espancamentos (em terras eclesiásticas, inclusive). O lamento da turba se dá naquele momento em que a mídia divulga as tragédias e depois a culpa ainda costuma ser transferida para as vítimas diante do coro que se faz com o discurso dos dominadores de que a propriedade privada é sagrada,etc...
Mal sabem essas pessoas que a maioria das grandes propriedades no Brasil são frutos de apropriações indevidas, invasões e grilagens.
" a história é um carro alegre, cheia de um povo contente, que atropela indiferente, todo aquele que a negue."

Parabéns pelo artigo valente e lúcido. Grande abraço. Paz e bem