CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba;

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras;

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;

terça-feira, 19 de junho de 2012

O HOMEM QUE MATOU A AMÉLIA


José não gostava nadinha do nome daquela que ele jurava não ter pedido para amar. Não entendia! Aconteceu! Ela poderia ajudá-lo em tudo, inclusive amá-lo. Não lhe cobraria nada, dava sinais de que conseguiria isso.

Não dava! Decididamente ela não era para ele. Iria entender. Quer dizer: poderia ser, mas com aquele nome ela desmerecia os beijos que ele gostaria de depositar-lhe nas mãos. Queria outra que lhe proporcionasse sensações significantes.

Ele nem esforço fez, não demorou, achou a ideal às suas expectativas.

_ Leidi, vamos, amooor! Não podemos nos atrasar. Na última festa fomos pouco fotografados por causa da sua indecisão sobre qual roupa e sapatos usar. Se continuarmos assim não nos convidarão para mais nada. Sem fotografias não há destaque, sem destaque não há convites. Sem os convites, adeus vida social!

_ Mas Zé, não posso sair de qualquer jeito. Sem o meu brilho não tiram as fotos!

_ Amorzinho, você já gastou seu tempo e o meu ordenado no salão. Não foi suficiente para sair de lá pronta!?

_ Zé, não enche! Estou apenas retocando... Ah, você não entende mesmo!

E os filmes eram revelados até que chegou a digital, com a vantagem de deletarem as fotos que não querem guardar em seus arquivos, muito menos revelá-las.

Precisou pôr anúncio no jornal, mas já não tinha o ‘amigão’ lá dentro da empresa que lhe arranjasse um espaçozinho ou desconto. Era mais um anônimo. Juntou o pouco que tinha e pagou o anúncio.

Ela chegou com o recorte do jornal nas mãos, informando que vinha para dar assistência ao doente da casa. O Zé mesmo a atendeu, arrastando-se.

_ Amélia! É você?! Não mudou nada, continua uma moça...

A mão dele, estendida para um cumprimento, ficou no ar.

_ Não sabia que o tal José do anúncio era o senhor, afinal há tantos ... Vim para a entrevista. É o doente que precisa de uma enfermeira?

_ Sim, sou eu! Ah, mas nem preciso entrevistá-la, eu a conheço há anos! Preciso de alguém que me faça os curativos, mas não posso pagar muito! Minhas pernas resolveram me deixar, entende?

_ Bem, se precisa de qualquer um para lhe fazer os curativos não precisava colocar o anúncio no jornal. Vim porque li “Enfermeira Profissional”. O meu serviço é de qualidade, respeito quem precisa do meu trabalho. Apesar da minha agenda cheia, concilio muito bem meus horários, entende?

_ Amélia, como você mudou! Profissionalizou-se, apesar de continuar uma moça... Necessito muito que venha bem cedo. Não dou conta de me levantar à noite, entende? E eu preciso da assepsia pela manhã. Tenho certeza que você sabe cuidar muito bem de uma pessoa. Sempre vi isso em você!


O cheiro das feridas tomava conta daquele pequeno cômodo, incomodando-a.

_ Entendo... Pois é, o meu documento de identidade continua com o mesmo nome de quando eu o tirei. Igualzinho ao meu registro de nascimento! Pela manhã eu não posso, frequento academia, faço massoterapia, meditação, dança e línguas. Trabalho somente no período da tarde. À noite, curto minha família. Entendeu?

O tempo e a rotação mudaram e o Zé, sem entender, morreu com as pernas fedendo, porque não conseguiu negociar o valor do trabalho proposto pela Amélia e por outras candidatas que apareceram para a entrevista.


Rita Lavoyer membro da Cia dos blogueiros e da UBE
 
imagens da internet

3 comentários:

Célia Rangel disse...

Ah! As Amélias! Quantas profissões não remuneradas... sem INSS... FGTS... mordomia alguma... e ainda ser Mulher de Verdade! Amélias século XXI repaginadas, meu caro! Acorde, se não quiser morrer fedendo mesmo... pois sua mente está podre!
Bjks. Célia.

Maria Alice Cerqueira disse...

Querida amiga hoje eu vim agradecer o carinho de sua presença no meu cantinho, assim que poder virei com mais calma.
Um abençoado fim de semana.
Abraço amigo
Maria Alice

jose claudio disse...

Que coincidência amarga para o Zé. E que belo conto, rita!

Abração e ótima semana.