CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


terça-feira, 26 de junho de 2012

BULLYING NÃO É BRINCADEIRA

BULLYING NÃO É BRINCADEIRA




Durante a minha infância tive algumas experiências com brincadeiras desagradáveis nos grupos de amigos. Nunca fui “santinha”, mas revidar não era minha característica, por isso, sempre ficava com um espinho na garganta ou uma ‘coceirinha’ na palma da mão provocando-me: “por que não deu o troco?”

O sentimento passava logo e no dia seguinte era tudo igual, uma vez que continuávamos amigos, realizando as mesmas rotinas de vida, dentre elas a corriqueira passadinha na casa do outro para, a pé, irmos à escola. Aquela época foi boa, porque foi o meu tempo e eu o aproveitei. Cada um a seu tempo, não acha?
Mas o meu “tempo” parece que ainda não terminou. Tenho que me manter alerta, de prontidão, para receber e agradecer o que me chega de bom. Do mesmo modo devo estar preparada para resolver o que vem como contrário aos meus objetivos. Bem, me desenvolvi um pouco, portanto, posso dizer que tenho algumas condições para realizar tal fim.

Embora muitas coisas tenham mudado de rumo, desde aquela época até agora, parece-me que algumas permanecem nos mesmos lugares. Às vezes, me questiono se o homem, depois de tantas transformações sociais, tecnológicas, informacionais, percebe que a vida tem lhe possibilitado a aproximação ou o melhoramento nas suas relações interpessoais. Tenho a impressão de viver da mesma maneira que os nossos ancestrais pré-históricos que sobreviveram à custa de muita luta. Não penso com isso em desconsiderar o homem como um ser evoluído, no entanto, existem algumas circunstâncias vividas que me levam a pensar contrariamente a este fato.

É aqui que chego à ideia do Bullying. Falar sobre Bullying, hoje, para mim, já não é mais tão doloroso. Fui me inteirando sobre o assunto até apreender o significado desta palavra ‘estranha’. Estranha? Não. É uma palavra cujo conceito nos acompanha há gerações.

Para quem ainda não sabe, Bullying significa uma variedade de agressões intencionais e repetidas, praticadas entre alunos para mostrar o poder de força de um sobre o outro. Os autores e os alvos são crianças e adolescentes, e as ações dos agressores e/ou autores são praticadas dentro das escolas, cujas vítimas (alvos) são os mais tímidos, ou aqueles que apresentam algumas características físicas que podem chamar a atenção, os conhecidos ou tratados – “diferentes”.

As pesquisas indicam que as crianças alvos de Bullying superam cada vez menos seus traumas psicológicos. O problema está no crescimento desta prática dentro do círculo infanto-juvenil, e eu posso afirmar sem medo de errar, que o problema atinge todas as escolas, sejam elas da rede particular ou da rede pública, haja vista estarem ali os que sofrem e os que praticam esses tipos de ações e/ou agressões.
Por não saberem dar nomes às suas atitudes, algumas crianças e jovens continuam praticando suas supostas “maldades”, alegando meras “brincadeirinhas”.

Brincadeira saudável nenhuma causa transtorno físico, psicológico e o isolamento de uma criança. No entanto, quando se trata do conhecido Bullying, a história muda de figura, pois, aqui, se aplica a ideia da brincadeira da “maldade”.

Hoje é crescente o número de crianças ou adolescentes que assumem comportamentos agressivos contra o colega de escola sem se darem conta do que estão fazendo, quando, infelizmente, estão praticando o Bullying. Mais triste ainda, é saber que dentre os alvos estão indivíduos inocentes, aqueles que raramente se dispõem a sair em defesa de si mesmos, seja por falta de habilidade, seja por dificuldades físicas ou emocionais.

Digo ainda que mais complicada seja a questão da falta de conhecimento por parte da sociedade  e pais sobre este assunto. Muitas vezes,  já presenciaram essas ações e não se deram conta dos malefícios que Bullying causa. Por exemplo, há pais que desconhecem o comportamento agressivo do filho dentro da escola; como também há pais que não conseguem diminuir o sofrimento do próprio filho, quando este é o alvo. Encontra-se nesta cadeia de problemática a criança que, por insegurança, muitas vezes não consegue relatar a alguém as humilhações pelas quais passa.

Chamo a atenção para esta questão, pois, afinal não cabe ao professor cuidar sozinho do comportamento dos seus alunos, ou seja, há aqui uma tarefa que deva ser compartilhada com a família. Nesse caso, o acompanhamento das crianças e dos adolescentes em fase escolar é missão, há tempos, daqueles envolvidos no processo do seu desenvolvimento: pais e escola. Mas há pais que não acham isso.  Por isso destaco novamente: não aceito que somente a escola, via professores, carregue sozinha tamanha carga de responsabilidade socioeducativa.

No meu tempo o Bullying já existia, mas continuar acontecendo até os dias de hoje, leva-me a refletir sobre a necessidade de discussão sobre o assunto num âmbito mais geral, envolvento toda a sociedade.   Pois, viver nesta época das trocas comunicacionais, da era da Internet, e permitir que os indivíduos se ataquem de modo negligenciável (via linguagem), é não permitir a própria evolução do homem enquanto ser das interações sociais.

E destaco a importância do debate sobre esse assunto, e valorizo as  medidas que  possibilitam a criação de espaços para fóruns de tamanha dimensão, do contrário estaremos, com isso, convencionando práticas desumanas que podem vir a acarretar danos irreversíveis na fase de desenvolvimento do sujeito; esclareço aqui: “sujeito criança ou adolescente” que uma vez privado desses assédios morais, poderá ser um indivíduo mais disposto à prática da sociabilidade.

Há crianças perdendo o melhor tempo de suas vidas: a infância. Quando deveriam brincar, se relacionar com segurança, despertar sua criatividade - sustentáculo do aprendizado-, escondem-se por insegurança, por serem alvos de humilhações aplicadas por outras, também crianças e jovens, que não conhecem a si mesmos, tão pouco os seus limites.

Rita Lavoyer

3 comentários:

Célia Rangel disse...

Para superar minhas humilhações na infância, tornei-me "cdf" nos bancos escolares e uma perfeccionista depois de adulta... Não vale a pena não tal desgaste! E, ainda hoje, tudo continua igual ou pior, pois a agressividade "armada" fere mental e fisicamente! Família omissa. Estrutura educacional capenga! É o cada um por si... infelizmente!
[] Célia.

Rita Lavoyer disse...

Oi, Célia! Mas vamos tentando. Não posso parar!

Patrícia Bracale disse...

Olha,realmente "brincadeira" não faz doer.
Como em todas as relações temos
q/ participar de forma responsável,digo:
O agressor ser tratado,pois não
é de graça este transtorno social.
A vítima é uma experiência de superação nos relacionamentos.
E as outras pessoas (todas)de participar tanto de postura e
atitude frente essas situaçãos.
Estamos sempre no lugar certo e
hora certa p/ fazer a diferença.
Fora q/ a vida nos põe em situações q/ mesmo depois de anos
nos encontramos p/ resolver essas relações...
Parabéns pelo seu trabalho Rita.