CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

TIO ROLANDINHO VIVE E INSPIRA...

esta foto foi enviado por Lucas. O senhor à esquerda, com o martelo na mão, é o seu pai. A mulher de vestido, com 5 crianças, sua mãe.
 
No dia 1º de abril de 2011 postei no meu blog uma matéria sobre Rolando Perri Cefaly, o tio Rolandinho (18.01.1930 – 06.04.1997). No mesmo espaço publiquei “Uma Crônica a um Candeeiro”, que consta no livro “Nos Trilhos do Centenário”, patrocinado por esta Folha da Região por ocasião do centenário de Araçatuba.
E no último dia 23 de fevereiro recebi um e-mail muito interessante. Refere-se a um comentário deixado na minha postagem, que tomo a liberdade de publicar aqui porque pedi autorização ao autor.
“Que emoção ler algo sobre este homem, que até então fazia parte só das minhas remotas lembranças de infância, talvez até os meus cinco ou seis anos. Minha família morou nesta Casa Transitória de Araçatuba, na década de 1960. Não sei ao certo a partir de quando, mas saímos de lá talvez em 1969 ou 1970, não me recordo bem, pois eu devia ter uns quatro anos. Não me recordava do seu rosto, somente de um homem chamado “seu Rolandinho”, que era como um pai para todos que ali moravam, famílias carentes retiradas das ruas, como era o nosso caso. Lembro-me muito bem que no Natal ganhávamos presentes: os meninos ganhavam carrinhos e as meninas bonecas”.
O autor da postagem, Lucas Miho, continua: “Lembro-me ainda que íamos num outro lugar, onde havia reuniões, que lendo agora a respeito descobri que era no Centro Emília Santos*, onde também ganhávamos refeições. Hoje, se em minha família somos todos pessoas do bem, devemos boa parte a este homem, que encontrou um casal com seis filhos pequenos, vindos do Nordeste, desabrigados, sem-teto, sem comida, sem direção, morando debaixo de uma mangueira, e nos ofereceu um lar, nos cobriu com sua caridosa proteção. Muito obrigado, seu Rolandinho”.
Ainda que eu esgotasse todo o meu repertório, não conseguiria expressar o tamanho do amor que eu senti na mensagem. Amei de uma forma tão imensa que precisei esperar o emocional se estacionar para retornar o contato com Lucas que, atenciosamente, enviou-me outro e-mail.
“...Realmente, o senhor Rolandinho era uma pessoa muito caridosa. Eu moro em Tokio já faz quase 20 anos, tenho aqui uma empresa voltada para o ramo de presentes. Os outros irmãos que estão no Brasil possuem fábricas e lojas de carros. Para uma família que não tinha sequer o que comer e aonde morar, a ajuda deste anjo foi de suma importância, lá no passado, e seremos eternamente gratos a ele e sua equipe”!
Lucas acrescenta que “quando seu Rolandinho foi apresentado ao meu pai, ele logo disse: Mas, o senhor não é mendigo. Porém, fomos morar na Casa Transitória. Meu pai foi como uma espécie de zelador, tomava conta do lugar e organizava as famílias. Apesar de serem pessoas com a mesma situação financeira, meu pai tinha uma profissão, era barbeiro. Poucos anos depois, e com a motivação de seu Rolandinho, abriu um salão de barbearia em Araçatuba, e começou a ganhar dinheiro. Digo até que, para os padrões, era um dinheiro bom. Sinto muito orgulho do meu pai. Sei que o senhor Rolandinho deve estar muito orgulhoso, por ter visto que sua ajuda não foi em vão”.
Por que eu escrevo esta crônica?
Pela manhã do mesmo dia 23 de fevereiro, li no meu livro diário “Fonte Viva” (espírito Emmanuel/médium Chico Xavier), a passagem “Pelas Obras”, na página 63.
Quem possui o livro certamente entenderá o sentido que faz para mim: leitura no dia 23, pela manhã, e recepção da mensagem do Lucas no mesmo dia, à tarde. Para quem não tem o livro, o texto está publicado no meu blog.
A luz deste “candeeiro” – tio Rolandinho – continua acesa entre nós.
 
*Nota desta Coluna: É importante frisar que Emília Santos foi uma das fundadoras da Instituição Nosso Lar, em 1960, ao lado de Rolandinho e da irmã dele, dona Bebé (Josefina Perri Cefaly de Carvalho). Daí a referência das lembranças infantis ao "Centro Emília Santos", que não existe. 
Casa Transitória – uma extensão do trabalho – disponibilizava residências temporárias a famílias necessitadas, até que reunissem condições próprias de sobrevivência.
 
Obs: há mais textos sobre o Tio Rolandinho nesta página. Role a barra para lê-los.

7 comentários:

Jorge Sader Filho disse...

Pessoas difíceis de encontrarmos hoje, Rita!

Abraço,
Jorge

Rita de Cássia Zuim Lavoyer disse...

Difíceis no sentido , inclusive, de ofertar; outro, de agradecer.


Esses merecem nossos aplausos.

Meus cumprimento à família do Lucas.

Grande abraço, Jorge!

Rita de Cássia Zuim Lavoyer disse...

Difíceis no sentido , inclusive, de ofertar; outro, de agradecer.


Esses merecem nossos aplausos.

Meus cumprimentoSSS à família do Lucas.

Antenor Rosalino disse...

Leituras como esta são, sobretudo, incentivos para preservarmos sempre o ideal almejado. A doutrina espírita é guardiã destes preceitos de humildade, amor ao próximo e perseverança. Aplausos à família e a você, Rita, por nos brindar com tão belo texto.

Célia Rangel disse...

Nada é por acaso, Rita! Sempre há 'mãos espirituais' que nos encaminham... ..."agindo incessantemente na sementeira do bem, em obras de sacrifício próprio e de amor puro, nos moldes de ação que o Cristo nos legou.
Não pede recompensa, não pergunta por resultados, não se sintoniza com o mal. Abençoa e ajuda sempre..."
Rico momento você nos propiciou!
Obrigada! Bjs. Célia.

Vanessa Barbosa. disse...

Olá Rita, bom te ver pelo meu blog e melhor ainda ter a oportunidade de vir ao teu.
Trouxe minha resposta ao seu comentário para cá, pois infelizmente quando respondo lá, não lhe é notificado.

É estranho admitir, mas todos nós estamos incluídos nisso. Por mais que nos esforcemos para mudar, não sociedade, mas para mudar nosso interior e não fazer parte desse sistema programado, existem coisas que estão tão interiorizadas em nós e que fazemos sem perceber, sentimos sem propriamente sentir, sem notar.
Choques nós tomamos todos os dias, ao ligar a televisão e ver um programa medíocre ou uma novela que subestima nossa inteligencia, ou o telejornal que nos faz o favor de trazer tragédias ao nosso conhecimento.
Um beijo querida, tenha um final de semana abençoado.

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Tio Rolandinho deve mesmo ter sido uma pessoa admirável. Certas criaturas possuem tanta luz que conseguem brilhar ainda mais com o passar do tempo. Deve ser bem esse o caso. Parabéns pelo texto e pela homenagem, Rita.