CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba;

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras;

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;

domingo, 24 de novembro de 2013

QUERO ANDAR NA CHUVA COM VOCÊ




 

Poxa! Hoje amanheceu chovendo. Um choro alegre lavando as plantas e as folhas choram de alegria também.

             Deu-me vontade de ir para rua, deixar as gotas molharem a malha da minha roupa para grudar em meu corpo. Deu-me vontade de andar na chuva com você. Poxa! Como deu.

Sai andando com os meus olhos sobre os telhados, as árvores, os prédios lavados e a água escorrendo lá em baixo. Deu-me  vontade de andar na chuva com você. Poxa! Como deu.

Voltei o olhar para os meus olhos, deixei o ar molhado me molhar, enquanto apreciava a chuva deslizando no asfalto. Já molhada, me via brincando na chuva com você. Meus pés nus, os seus também. Corremos tanto que já não estávamos mais no primeiro plano. A terra tão molhada cobria-nos os membros. Já era barro e nos sentimos.

As árvores, agitadas com aquele banho de êxtase, soavam canções com as quais valsamos em sintonia. Dois bailarinos e nas pontas: o compasso. As mãos, o enlace, mas os dedos subiram ao encontro da face. Meus lábios pediam: - eu quero os seus. No beijo molhado as palavras achamos e a língua não pôde calar o depois. Dois corpos suados, unidos agora e a chuva, lá fora, parou para nós dois.

Dentro do plano, já todo esgotado, dois seres amados a saliva molhou. No tronco da árvore, já toda floresta, de novo fizemos do corpo uma festa. No fervor nos amamos, nos amamos e nos amamos e as gotas secaram com o calor do amor.

 Sobre a relva, dois seres tão selva, no lenho lenhamos e a seiva dos pelos pelas pernas rolou.

            Ambiente propício a outro início já era indício para água apagar. Os beijos ardentes secando enxurrada, os amados querendo novamente pecar.

            Diante da cena, tão bela e tão plena, coube ao Criador exercer Seu perdão. Do alto assistia dois rastros de amor escorrendo no chão.

            Do quadro quebrei a moldura e meus olhos voltaram para o olhar do lá fora.

            No capricho das horas a chuva foi embora e um pacto comigo o clima selou: quando a água cair do céu feito chuva, estarei na sacada para me molhar. Seu desejo, em forma secreta de água, entrará em meus poros para me amar.

            O tempo é o senhor do meu clima, só ele sabe a vontade que sinto de andar de mãos dadas na chuva com você.  

            Enquanto não chega o momento exato me uno ao ato do sonho escondido. É como consigo tê-lo comigo.

            Quando chover saberá de nós dois. Se o tempo é uma ponte, seja a minha água, eu serei sua fonte.

            O relógio não para e ninguém o prevê, só sei que na chuva ainda quero andar com você.

            E se nossos corpos, unidos e úmidos naquela hora, nos enxugaremos na folha de mais uma página escrita na nossa história.

            Quero andar na chuva com você. Poxa! Como eu quero.

Rita Lavoyer

6 comentários:

Célia Rangel disse...

Poxa, Rita!
Que lindo esse temporal de afetos!
Bj. Célia.

Helcio Almeida disse...

Lindo Rita! O amor e a poesia entrelaçados.Agora a chuva vai ter mais significado.

Helcio Almeida disse...

Fantástico Rita. Pude sentir o amor e a chuva com muita intensidade. Você fez um texto com a força da realidade. Parabéns! Você está cada vez melhor.

Rita Lavoyer disse...

É isso, Hélcio! Quando chove eu fico assim: inspirada. Obrigada pela presença.

Antenor Rosalino disse...

E as gotas remanascentes visualizadas nos pés desnudos, são pingos de ternura que caem do céu, e cada momento se torna eterno na fonte oculta do amor. Levanto-me para aplaudir-te, Rita.

Rita Lavoyer disse...

Antenor, sente-se agora, a chuva já acabou. Mas recebo com muito carinho seus aplausos. Muito obrigada!