CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


sábado, 22 de junho de 2013

BENEDITA FERNANDES


 

Benedita Fernandes nasceu em Campos Novos da Cunha – SP em 27/06/1883. Filha de Maria Josefa Nascimento. O esposo chamava-se Luís com quem teve uma filha cujo nome não conseguimos descobrir. Obsediada, perambulava pelas cidades e perdeu o contato com a família. Por volta de 1920 chegou à cidade de Penápolis onde foi apresentada ao Espiritismo pelo senhor João Marcheze. Curada de sua obsessão veio para Araçatuba e iniciou sua obra em prol dos necessitados. Não há registro de que tenha estudado em livros, mas trouxe, nesta existência, experiências do Espírito reencarnado. Desencarnou no dia 09/10/1947, vítima de problemas cardíacos na sede da “ Associação das Senhoras Cristãs” nesta cidade de Araçatuba.

JOIA BURILADA


          Portadora de pertinaz obsessão, por algum tempo o presídio foi o seu lar. Com humildade e farta sabedoria, aceitou ajuda para refazer-se e voltar a caminhar. O seu nome é Benedita, sobrenome Fernandes. Bendita libertadora! Quando chegou nesta cidade nada permaneceu como antes. Abundante caridade foi a fonte nascida em seu coração. Abriu os seus braços fortes para proteger muitos irmãos.

          Em 06 de março de 1932, fundou a Associação das Senhoras Cristãs, obra de natureza assistencial em Araçatuba. Sã, porque já estava curada de sua obsessão, pediu ajuda a muitos pra cumprir sua missão. Foram os seus colaboradores, entre eles, políticos renomados, maçons e governadores. Dessa Associação, fora ela a presidente, mas com ela trabalhavam pessoas competentes que juntaram suas forças para continuar o seu labor. Foram os doentes e desamparados o alvo do seu amor.

          No bairro Santana, a querida Benedita, com esforço braçal, ergueu casas de madeira, acolheu crianças órfãs e obsediados, protegendo-os do mal.

No dia 1º de novembro de 1933, foi inaugurado prédio próprio da Associação, porém, de alvenaria, para confortar os seus queridos, pois só o bem, a eles, ela pretendia. Quando, para o pão, lhe faltava o dinheiro, vinha em seu auxílio o padeiro Júlio Monteagudo Pinheiro. Os doentes mentais passaram a ser atendidos no “Asilo Dr. Jaime de Oliveira” hoje, sanatório “Benedita Fernandes”, que presta grandes serviços à comunidade. Às crianças, foi criada a “Casa da Criança” que teve como colaboradora Judith Souza Machareth. Compete-nos dizer, digníssima professora que pôs o seu trabalho em prol dos projetos da casa.

          Benedita foi uma mulher pioneira em fundar uma associação beneficente no Noroeste do Estado de São Paulo, cujo remédio primeiro era a prece. Merece louvor, pois fez do amor a sua messe. Com o seu dinamismo, inaugurou em 1943 o Albergue Noturno “Dr. Plácido Rocha”; Escola Mista do Abrigo “João de Deus” e a Escola “ Dr. Valadão Furquim”. Benedita homenageava quem a ajudava porque o seu espírito era mesmo assim. 

          Os órfãos abrigados gozavam de educação, carinho e conforto, pois nesse mar de doação trazia Benedita o leme em suas mãos. Ancorada em sua missão, foi porto aos doentes mentais. Doou-se de corpo e alma para amparar os seus queridos. Fez-se a eles o próprio lar, eram, pois, os desvalidos. Dignificou o seu trabalho numa época em que ao negro e ao espírita não eram dados os devidos valores porque a doutrina não era reconhecida como agora. Negra de pele e alma, honrou sua passagem e registrou seu nome nas pérolas da aurora. Joia burilada, é você, medianeira do bem, amante da caridade que ainda mantém viva, nesta cidade, suas obras, suas verdades.

          Na sua poética está o próximo para o qual se fez arrimo. De seus braços fortes fez jorrar força e fé. Foi mãe e foi doutora. Fez-se chuva, cujas gotas balsamizam e faz fluir a nau, abrigo das almas cujos mares lhes são revoltos.

autora- Rita Lavoyer

Neste mês de junho a UBE – União Brasileira Espírita -  lembra as obras da mediadora Benedita Fernandes por ocasião da sua data de nascimento.

Crônica que compõe a obra Nos trilhos do centenário – Passageiros de Araçatub. Ed. Somos,2009.



2 comentários:

Célia Rangel disse...

Rita!
Que linda história de vida doada para tantas vidas... E, ainda há quem não acredite na 'missão' que todos temos, principalmente voltada ao próximo - esse é o verdadeiro amor. Benedita, uma gestora de vidas por excelência. Formada na escola do instinto e da intuição, revolucionou preconceitos e agiu. Precisa de mais? Parabéns pela crônica-homenagem, Rita!
Bjs. Célia.

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Que exemplo de vida, heim? Bela e merecida homenagem, Rita. Lá, no plano superior, Benedita deve estar muito feliz com essa lembrança. Abraços, minha amiga.