CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura


segunda-feira, 17 de junho de 2013

A HORA DE CADA ERA



 

Na era da tapera

os homens amavam a terra,

os corpos faziam guerra

ao som do tambor,

do tambor de um grande amor.

Na hora de deitar,

faziam uma oração.

Eram corpos nus em pelo,

sem contrato e em plena comunhão

 

E cada era tem a sua hora

Para ficar na História

 

Na era industrial o senhor era o tal o povo vivia mal  ao som do canhão do canhão da evolução na hora da refeição comia-se até o prato para ficar com o corpo em pé e manter vivo um contrato e cada era tem a sua hora  para ficar na história

 

Na, era, da, religião...

Ninguém, mais, vive, o, amor...

É,  homem, comungando, bomba, ao, som, do, contrato...

Dos senhores com o terror...

Na § hora % da * televisão @#

A # gente ¨só  + vê $ a guerra ++

Destruindo tudo, inclusive as taperas...

E corpos, nus em pelo, deitados por terra...

 

E cada era tem a sua hora...

Para ficar na História...

 

                  Na era de todos os dias

                o povo cabe onde se funda!

                E a terra está  muito suja

             porque tem gente que arrasta o corpo

                  até a bunda  sangrar.

                 É cobra comendo cobra,

               mantendo  o rabo pre$o

                 para   o $alário   melhorar.

 

            Não importa a bandeira,

               $ituação ou opo$ição.

              nem importa o que foi,

              o que é ou o que $erá.

           O que importa  é  e$plorar

           o povo e  go$ar  ne$$a  Na$$ão.

          Viva toda a era de$$e   Bra$il,

           pai$  da  corrup$$$$$ão.

 

                 É hora de não calar a boca!

               Ainda que tenha que comer terra.

           Quem pasta do lado de lá da cerca  agora

                será que está vendo diferente

            como quando criticava do lado de cá?

              Ou vê tudo caladinho

                porque o sistema é o seu patrão?

              Mas não se foi a hora  desse  tempo

              porque o que se roubou, foi roubado

               e ainda roubará para não

               passar  uma era sem glória.

               Ainda acaba como herói

            por conselho  de ética nenhuma

            que arquiva a toda hora

           os nós de cobras vivas

             que escrevem com seus rabos

              o enredo dessa infeliz história.

              O que eu escrevo não é poema,

              não tem versos muito menos poesia.

              É apenas um desabafo pelo que vejo

                 e  me afeta todos os dias.

                  É hora de irmos pra rua,

                  Juntarmos às  vozes desta Nação

                  Até que ouçam que temos vergonha

                  De tanta impunidade,

                    De tanta corrupção.
 
Rita Lavoyer

 

Um comentário:

Célia Rangel disse...

Estou junto!
Abraço cidadão de 'quem sabe fazer a hora e não esperar acontecer'!
Célia.