CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba;

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras;

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;

sábado, 14 de setembro de 2013

A MENINA QUE LÊ NAS RUAS





A MENINA QUE LÊ NAS RUAS - O nome dela é Ana Carolina, ao lado a professora  Ana Lúcia, da escola Altina de Moraes Sampaio.
 
Ana Carolina é uma aluna que tomou gosto pela leitura incentivada pela professora Ana Lúcia. Hoje, Ana Carolina não consegue se desgrudar dos livros. Lê andando nas ruas. Se não existir lugar ela o inventa e ali mesmo faz sua história.

A roda foi feita e o fogo no meio para esquentar a contação. E chegava um, chegavam outros, muitos vieram.

A noite estava estrelada, uma estrela mais sábia que a outra, mas não competiam entre si. Brilham simplesmente.

Era uma noite gostosa, essa de agora mesmo. A fogueira queimando e o povo ouvindo. Era noite de prosa. Prosa de avô, de biso, de tatara, de caverna, de bicho-papão e... Prosa de gente, prosa de bicho, prosa de história. Prosa de prosa, ué! Prosa de livro, sô!

Tinha uma menina, o nome dela é Ana Lúcia. Ana Lúcia sonhava com uma floresta, com uma espaçonave, com um deserto, com uma aliança, com um relógio que não funcionasse pendurado no gancho de um cabeçalho.

Ana Lúcia inventou um carrinho de mão. Encheu-o de vida. De vida calada querendo saltar fora as palavras. Levou vida à floresta, à espaçonave, ao deserto, formou com eles aliança sem compromisso algum com o tempo do mundo. A inventora inventou de inventar palavras saltadas. Criou degrauzinhos para que elas subissem. Escalaram montanhas, arranha-céus e, de lá, saltaram no mais profundo dos oceanos. Nadavam, faziam coreografias entre os corais e perolizaram  os seres marinhos, encantando os deuses de todas as profecias.

Das palavras caladas uma borbulhou na boca da folha de rosto. Era um rosto  lindo, meigo e voraz ao mesmo tempo. Mas não de um tempo que passa e não volta, é um tempo que fica pra sempre na história da gente. Rosto de menina que anda e não olha,  nem responde a quem lhe pergunta na rua: 

_ O que está lendo, menina!?

A rua sabe da menina que lê, que dá voz às palavras caladas fazendo-as saltar fora da boca da folha de rosto.

Que rosto sabido tem essa menina! Que menina linda que lê andando na rua. Lendo, tropeçou em um montão de livros e caiu na verdadeira história da Ana Carolina.

Para Ana Lúcia e Ana Carolina, professora e aluna, respectivamente. Exemplos do Altina de Moraes  Sampaio.

Rita Lavoyer

 

3 comentários:

Célia Rangel disse...

Felizes são as "Anas" por encontrarem a "Rita" que valoriza com sua sensibilidade de mestra das letras aos que profetizam com as palavras e a leitura, uma vida alicerçada em saberes diversos! Parabéns, triplo!
Bjs. Célia.

Jamile Moreira disse...

Lindo! Tive uma professora que desenvolvia um projeto muito legal. Ela chamava de "Ler e Contar". Criei gosto pelos clássicos da literatura através dela e desse projeto. Virei fã de Machado, melhor amiga de Alencar e colega de Graciliano. Esses - e muitos outros - escritores e suas histórias povoam o meu imaginário até hoje. Obrigada "pró" (rs) Enilce! Falei dela no meu blog. Se quiser ler, aí o link: http://euexcritora.blogspot.com.br/2013/08/dica-cultural-e-books-gratis.html

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Belo exemplo, belas histórias, belo texto! Salve, Rita. Um beijo pra você.