CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

MARIA LUZIA VILLELA – UMA LUZ NO MEU CAMINHO




        Não vou esconder que quando eu a vi pela primeira vez tremi na base, literalmente. Olhava-a, observando os seus gestos elegantes, aqueles que transmitem a leveza da alma – a dela. Foi observando-a que aprendi o que é ser elegante, longe daquele conceito pragmático do dicionário.

        Ela transmite uma felicidade enorme por viver. Sem que diga nada, percebe-se que ela é grata a Deus pela vida que é dela, pela família que ela formou,  pela garra que ela desenvolveu, pela sabedoria que ela adquiriu, pelos amigos que ela conquistou, pela Paz que ela merece e por toda a elegância que ela sabe carregar, assumindo a sua posição de cidadã politizada com ética, respeitando o seu  próximo, independente das bases que o margeiam, porque está situada no seu tempo, compreendendo sua História e a do mundo por experiência e profissionalismo, tendo plena consciência disso, sem a intenção de se fazer notar, mas sendo vista, porque distingue-se, por sua aura, com destreza, dentro da grande massa.

        Tento apresentar aqui a professora de Geografia e História, escritora, poetisa, contista, cronista, romancista, sonetista e muito mais para cuja arte escrita não há definições: MARIA LUZIA MARTINS VILLELA.

 Mas... foi através dos seus texto, que eu os lia,  publicados,  que eu fui buscar Maria Luzia Villela na literatura araçatubense, como ela se apresenta para o mundo das letras. Achei que ela trazia algo mais do que já havia lido em outros escritores.  Busquei a sua literatura e não a sua pessoa, mas fui me envolvendo, envolvendo e assim vou...

         Maria Luzia destaca-se, para mim, por sua clássica genialidade. Faz-nos, seus leitores,  contemporâneos por sua tradição.  Passeia com desenvoltura entre os estilos literários sem qualquer cerimônia. Curta, porém fina, manda o seu recado fazendo-nos esperar a sua próxima produção. Só não a entende quem não a lê.  O seu estilo é claro e denota apuro e elegância na escolha do vocabulário.

        Em suas crônicas torna engraçado o que é ridículo, critica alguns aspectos políticos sem tirar a graça da sua produção.

        Vencedora mais de quatro vezes no concurso de contos cidade de Araçatuba, ocupa a cadeira número 7 da Academia Araçatubense de Letras. Coincidência ou não, na numerologia “elegância” é o número 7 também.

        Tem um talento imenso para compor sonetos, de difícil elaboração, por seu estilo, ela mostra-se exímia nesta arte.  Como poetisa, leva-nos a um mundo de lembranças, através de imagens, dentro das quais vivemos a essência do tempo que o seu eu lírico nos propõe.  

       
Em seu primeiro romance “Rua da liberdade 44 - O anjo de Sá Maria”, conta a história de uma menina – Ana Lu, menina que gostava de pensar, exploradora dos labirintos do conhecimento -  que teve três mães porque não tinha uma. 

Paula: a mulher que lhe ensinou a religião. Sebastiana: a que lhe ensinou o ofício e Sá Maria: que lhe ensinou a sonhar.

Ana Lu dizia: “ um dia eu vou mandar em mim”. Uma criança que, com as rédeas que lhe eram impostas, sentia, já na infância, vontade própria.

                 Contando que a história se passa no início do século passado, é de arrepiar adentrar no universo desta menina que pensa com as forças que traz nas veias.

        O que acontece com Ana Lu, personagem “mulher” do século passado, é que ela alcançou seus sonhos. Ana Lu é aquela que deu certo!

       
A sua segunda obra, o livro de contos “SEM NOME E SEM CHORO”, nesta história do submundo a leitura flui, acertando no alvo e, ao final de cada conto, saltamos ao outro, contado com a visão dos marginalizados, a procura de Mané Vesguinho, Mané Coxinha e Mané Maluco.

        As obras de Maria Luzia Martins Villela são, para mim, obras de muito valor.
       Maria Luzia Villela, sem me perguntar de onde vim, nem para onde eu queria ir, convidou-me a adentrar a sua residência, conhecer sua família: esposo, filhos, netos e noras; ceiar à sua mesa, compartilhar da sua energia.

 Ensina-me, muito, como escrever. Ela é o meu porto seguro literário. Se eu, enquanto autora de alguns textos, subi alguns degraus nesta arte das letras, muito eu aprendi com ela. Maria Luzia Martins Villela  sou-lhe eternamente grata! Você sabe que o meu esposo é seu fã, né!?

Tardava esta produção. Ainda que não tudo, tentei, Maria Luzia, expressar todo o carinho que eu sinto por você. Tenho certeza de que, com a sua elegância, entenderá este meu momento.

Obrigada por tudo, inclusive pelas graças do Senhor que emanam da sua “elegância”!

Rita de Cássia Zuim Lavoyer

 

 

                              

               

 

       

       

       

Nenhum comentário: