CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

PALHAÇO E DIREITOS HUMANOS



          Hoje, 10 de dezembro, comemora-se o dia do Palhaço. Essa data, pelo que sei, começou a ser festejada em 1981, em São Paulo, pela Abracadabra Eventos, para homenagear o artista que, mesmo não tendo um circo que o contrate, não perde o encanto quando pinta a cara para viver sua arte, proporcionando risos. 

          Para “Abracadabra ” há vários significados. Fico com uma significação, possivelmente  de origem Aramaica, que mais me alcança o âmago: - "Eu crio enquanto falo".

          Comemora-se hoje, também, o “ Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos”, adotada pela ONU em 1948, em que diversos países se comprometeram a defender os direitos humanos, isso em consequência das atrocidades cometidas durante a 2ª guerra mundial. Permita-me:  Direitos Humanos nos são inerentes desde quando nascemos, independente  da raça, da cor, do sexo, da religião ou da nacionalidade.

         
          Crianças, geralmente, vão ao circo para ver o  Palhaço, figura indispensável na apresentação de um espetáculo, ele representa a alegria. Mas quais sentimentos há no coração de um Palhaço, enquanto ele interpreta o script da sua arte, muitas vezes improvisada, com o intuito de fazer rir? Quanto mais riem dele, mais abrilhantado fica o espetáculo para o qual fora contratado. Serão  público e Palhaço a completude um do outro no entrelace de suas ingenuidades?
 
          Mas o que tem a ver um assunto com outro aqui expressados?  Tentarei analogias:

          O nosso Planeta Terra é um ser vivo que, como nós, traz no  âmago seus enigmas, necessidades e alegrias. Ele é o meu, o seu lar onde todos nos avizinhamos. Não tenho autorização para transgredir-lhes os direitos.
 
 
 

          Com tanto progresso à vista, fica fácil evidenciarmos contradições: se a humanidade evoluiu tanto, desde os seus primórdios, há razões para que muitos dos nossos semelhantes vivam sem as mínimas condições de sobrevivência, com seus direitos desrespeitados? 
 
         
 
          Há para esse enigma milhares de explicações, nenhuma entrelaçada com a ingenuidade de quem, por obrigação, deveria protegê-los.  A humanidade nunca conviveu  em condições de igualdade e nunca os direitos humanos fora completamente defendidos. Sonhar com isso é possível, achar que o sonho alcançará a todos é ingenuidade;  sei que em muitas instâncias as necessidades  básicas da população têm melhorado, conquistas efetivas de lutas populares, de povos que se entrelaçam, avizinhando-se, independentes dos espaços que ocupam.
 
 
 

          Circo e pão jamais serão ajudas que projetarão o ser humano, os mais necessitados e excluídos de todas as sortes, ao seu tempo e espaço de direitos, mas tão somente um empurrão para colocá-lo num picadeiro fora de órbita, cuja piada explícita  não tem graça nenhuma.

          Se “eu crio enquanto falo”, o “eu prometo” improvisado, pronunciado  nos palcos da armação,  tem criado muitos incrédulos que não aguentam mais palhaços  sem graça, que distorcem o sentido da arte de fazer rir, roubando a alegria de tantos, inclusive de um Palhaço que, apesar de esconder as amarguras de seu coração, não transgride, enquanto artista, os direitos do seu respeitável público.

 
 
           Enquanto houver aplausos ingênuos para palhaços cujo único script é “eu prometo” e nada fazem, o Planeta e muitos vizinhos nossos continuarão negligenciados em seus direitos. Eu não aplaudo essa palhaçada. Abracadabra: você também não! Aplaudo a arte do Palhaço, um direito que me cabe: de preservar minha criança sem ver o Planeta disfarçado de circo.

Obs; Diante das ações humanitárias deste Homem curvo-me e o tomo como exemplo de amor ao próximo.
 
Texto publicado no Jornal Folha da Região, coluna Tantas Palavras, Caderno Vida

Autoria – Rita Lavoyer


2 comentários:

Célia Rangel disse...

... é amiga, se cobrirmos com a lona do circo... o espetáculo já estará pronto... apenas terrível de ser observado por aqueles que "pensam... falam e, criam..."
Parabéns, por sua "conscienciosidade"!!
Abraço.

Antenor Rosalino disse...

Rita, assim como a vivência altruística e humanitária de Mandela, o contexto desta belíssima e oportuna crônica leva-me a aplaudir-te de pé. Meu carinho e meus aplausos!