CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura


sábado, 1 de fevereiro de 2014

PAI, EU TE AMO , em "Amor à Vida"

 
 
- PAI, EU TE AMO!

“  - Eu também te amo, meu filho”.




          Ouvir isso no final da novela “Amor à Vida”, me arrebentou por dentro. Confesso que há muito não acompanhava novelas, esta, por quebrar tantos paradigmas trazia-me diante da TV. Apesar de ter havido trechos “nada a ver” em alguns capítulos, o trato dado a questão homofóbica está tão plausível que ainda trago as palmas das mãos ardendo. O primeiro beijo da teledramaturgia aconteceu de uma forma que salgou a minha face: chorei! Amei!





            Adorei, do começo ao fim, aquele vilão que tão bem cativava pelo seu talento ímpar que   Mateus Solano traz. Amava vendo-o em suas trapalhadas, não pela inclinação ao mal, mas a performance com que trazia o seu personagem Felix para o telespectadores.  Eu me irritava ouvi-lo chamar a secretária de "Cadela". Ficava esperando acontecer uns tabefes nele e... nada... as cenas corriam pesando a violência apenas e um lado : do Felix.

            Barreiras quebradas, obstáculos vencidos e preconceitos derrotados. Ainda que não completamente, conseguimos enxergar o nosso irmão da forma como ele realmente é: irmão!

            Amei a Linda, autista, e seus quadros representando sua potência, alertando-nos  de que temos que entender que no processo de inclusão, seremos nós, os ditos “perfeitos”, que aprenderemos muito mais com os incluídos do que eles conosco, entendendo que  aprende-se melhor  onde há maior respeito, dedicação, carinho e perseverança. Acreditar no meu próximo é saber que eu posso, com ele, fazer a diferença.  

            Narrar os mais de 200 capítulos da novela não convém, mas, diante dos últimos minutos, a busca incansável de um filho pelo amor  de seu pai coroou todos os capítulos escritos por Walcyr Carrasco.

            Felix, o filho rejeitado pelo pai pela sua condição sexual, através da sua persistência, quebrou do coração daquele pai preconceituoso o cadeado; ambos renderam-se ao amor.

            Quanto mal a falta de respeito pode causar a um meu semelhante, se dele extirpo-lhe os direitos, julgando-o e condenando-o a pagar pelos meus atos.

            Infelizmente, muitos têm que conhecer o fundo do poço para enxergar a Luz que tem ao seu lado, mas, felizmente, existe o fundo do poço.
autoria- Rita Lavoyer
           

7 comentários:

Carlos Marcos Faustino disse...

Lindo comentário Rita. A cena final de pai e filho quando ambos dizem se amarem me emocionou muito tambem. Meu pai ja falava com dificuldades e eu cheguei pra ele e disse também; Pai eu te amo, Ele me respondeu emocionado: Eu também te amo meu filho. Tal qual na novela. A arte sempre imita a vida.

Rita Lavoyer disse...

Carlos, estou arrepiada. Infelizmente eu não tive o mesmo progresso espiritual que você. Não disse isso ao meu pai.

Célia Rangel disse...

A espiritualidade moveu muitas das cenas dessa novela do excelente Walcyr Carrasco. Nisso reside toda a nossa emoção. Somos espirituais por essência e, quando o homem ultrapassa os limites do julgamento pessoal, seja no preconceito que for, torna-se fundamentalmente humano. Vivenciar o "Amor à Nossa Vida" é fundamental para nossa tranquila felicidade. Não poderia ser outra autora que a Rita Lavoyer - uma dobradinha de primeira com Walcyr!
Parabéns, Rita!
Bjs.

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Desde "O rei do gado", por volta de 1996, novela alguma me pega mais. Nem essa me pegou. Mas é tanta gente boa falando desse último capítulo que vou ter que ver a reprise ou procurar no youtube.... Valeu, Rita.

O MAIOR POEMA - a cor que o meu mundo traz disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rita Lavoyer disse...

Célia, sabemos que toda ficção nasce da realidade. E em cada molécula que a arte encena estamos todos nós. Quem tenta fugir do palco é engolido pela plateia.

Rita Lavoyer disse...

Marcelo, assista ao último capítulo hoje, verá tantas verdades retiradas debaixo do tapete que parece que cada sujeira ali revelada é um pouco do meu lixo.