CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba;

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras;

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

UM CONTO DE RÉIS - Martinez / LIBERTE O TEMPO- Lavoyer

sendo 30/01 o dia da Saudade, posto aqui um dueto cujo professor: José Geraldo Martinez me possibilitou aprendizado para esta construção.
Ao poeta: saudade
 
imagens da internet


UM CONTO DE RÉIS!

Autor- José Geraldo Martinez

Engraçado como era simples

a vida que antes vivia...

Um conto de réis o bastante

trazia muita alegria!

E nem precisava muito,

algumas bolinhas de gude...

Azuis, verdes, amarelinhas!

Um piso de chão, as birocas...

Engoliam a tarde inteirinha...


Quando não, um rolimã!

Lá vinha ladeira abaixo...

Os cabelos queimados no sol,

a exibir belos cachos!


Hoje tudo é tão caro...

E não se compra a revelia!

Imagina! Não é tão raro

pagar um absurdo na alegria...


Eletrônicos e componentes

são hoje o nosso quintal...

Crianças parecendo doentes,

a um mundo tão irreal!

Onde estão as vaquinhas

feitas de mangas?

As fazendas construídas

à sombra das cercas vivas

ou ao abrigo das varandas?


É tão triste...

A tela que hoje vejo!

Alegria comprada em caros papéis...


Notas de dólar ou euro,

moedas do estrangeiro...

E eu com meu conto de réis!


06-6-2012



"No rio da vida as águas do tempo curam tudo,

pois diluem no eterno as coisas passageiras."

(A.D)


------------------------- 

 LIBERTE O TEMPO
 
Rita Lavoyer

Poeta, assim também choro

Esta dor que traz no teu peito

Já quis o tempo parar

Mas aprendi: não tem jeito!


O tempo é senhor de si mesmo

Não adianta prendê-lo nas mãos

Já o quis prisioneiro no passado

Foi quando, com ele, perdi a união.


Na ocasião, julgando-me dele proprietária

A ele paguei com a minha fortuna

Cegou-me o brilho da prata

E me vi dona de coisa nenhuma.


Preso naquele invólucro

Composto por todos os meus dedos

Quando abri minhas mãos

Nelas li um grande segredo:


Não tente em mim pôr tuas rédeas,

Não crave em você tamanha maldade

Pois estão na passagem do tempo

As lembranças que deixam saudade.


Se eu não passar como devo

Não verá a tua evolução.

Ande de mãos dadas comigo,

Respeite-me que farei de você

a minha eterna comunhão.



Rita Lavoyer  (2012)








5 comentários:

Célia Rangel disse...

Que belo diálogo entre esses poetas! Lembranças de uma infância sadia, feliz, que construiu pessoas assim... Não robotizadas. Mas, sábias de que o tempo da saudade não cabe mais em nossas mãos calejadas pelo pião, pelas bolinhas de gude, pelas birocas, rolimãs, pneus velhos rolando pelas ruas e o riso descontrolado da meninada! TECLAR? Só mesmo quando "estapiávamos bofetes um na cara do outro"... Alegria! Tempo liberto!
Bjs duplos aos poetas!
Célia.

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Ótimos os dois textos. Não sabia que você, Rita, também dá um banho quando resolve versejar. Cada um a seu modo, você e o poeta convidado, foram nostálgicos e emocionaram sem escorregar para a pieguice. O que não é nada fácil. A ambos, os parabéns deste proseador aprendiz.

HAMILTON BRITO... disse...

Me senti traído...se é que nao fui kkkkk

Rita Lavoyer disse...

Ô Zé mirtu, tenha respeito,viu!? A parte que lhe pertence você não fez, faça-a agora, uai!

Helcio Almeida disse...

Embalado na saudade, vivi o tempo dos sonetos.