CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


segunda-feira, 3 de março de 2014

EU SOU RANCHEIRA


Eu sou rancheira - Rita Lavoyer

 

Nós damos duro a semana inteirinha, quando chega sexta-feira de 'tardinha' voamos para o rancho.

 A minha filha traz bonecas e o cachorro,  o meu filho, o celular; eu trago o marido e ele me traz também.

Eu chego aqui no meu ranchinho colorido, estico as pernas para o alto porque  a vassoura é automática, ela trabalha sozinha.  

O rodo quem domina são os pernilongos  e quando tudo está brilhando é que eu saio da piscina!

Eu sou rancheira! Eu sou rancheira! Venho para o meu rancho porque gosto: eu sou rancheira!

Eu  encho  o carro com bastante mantimento, porque aqui é muito longe, não tem nada de comércio, só tem divertimento. A natureza está bem  na minha porta e se abro a janela dou de cara com o rio.

Mas se faltar algo na geladeira, pego a vara e o anzol e vou lá pra ribanceira. Os apetrechos são só para disfarçar, para encher meu samburá dou somente um assobio .

  Água de coco tem pra dar prum pau, eu me esbanjo, eu bebo tudo porque sei que não faz mal.

Quando me canso de tanta regalia, pego um livro e vou pra rede e recupero as energias.  
No nosso rancho esbanjamos mordomia, tem chuveiro no banheiro e na cozinha tem pia!

Neste rancho não tem muro e nem portão, entram e saem  os amigos e os amigos dos amigos.

Nadar no rio também é terapia, nós não temos jet-ski , mas nos sobra alegria.  

 Aqui eu faço que me  dá na ‘teia’, só não me  sobra tempo para cuidar da vida alheia.

 No fim da tarde, entupimos o carro de novo e voltamos para cidade na maior tranquilidade. Agradecemos a chegada da segunda-feira e rumamos para o trabalho, sempre bendizendo tudo.

Eu sou rancheira! Eu sou rancheira! Estou no meu rancho porque eu gosto, eu sou rancheira!

Autoria- Rita Lavoyer

 

 

 

3 comentários:

Célia Rangel disse...

...Eitcha vida boa... Isso é o que eu chamo de higiene mental... Uma rede e um violão... nada mais importa! Bom restinho de feriadão, Rita!
Abraço.

Rita Lavoyer disse...

Isso, Célia! Aqui é pureza, natureza! somos conscientes de que o meio ambiente precisa ser preservado. Aproveitamos as bênçãos que a Natureza nos oferece sem agredi-la. a interação é constante aqui! Bom feriado pra você também, Célia!

Antenor Rosalino disse...

E além da alegria e do aconchego familiar, o rancho lhe trouxe essa iluminada inspiração com a qual você brinda sua legião de privilegiados leitores. Ficou show, Rita.