CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba;

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras;

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;

sexta-feira, 9 de maio de 2014

As quatro gerações mulheres da minha vida

 
 
 
Minha avó, dona Alzira - Dinha
Essa é a minha avó, mãe da minha mãe. Hoje está com 89 anos e essa foto dela é do mês passado quando esteve na minha casa. 
Mulher tinhosa, lúcida pra caramba, de uma velocidade e garra invejáveis. Sempre trabalhou, desde criança. Hoje vive em briga com as filhas porque quer continuar fazendo bagunça.
 Coitada das minhas tias, essa minha avó está melhor do que as três filhas dela juntas.  Adoro demais elas.
 Como morávamos na casa dela, dormir até às 9h era arrumar briga. Como ela sempre trabalhou, quando ia para as casas das patroas me levava junto. Eu esfregava os tapetes, limpava e encerava a casa. As minhas unhas tinham a cor da cera “parquetina” que eu passava no chão,  ajoelhada.  Enquanto a cera secava eu limpava os móveis. Nunca me conformei por que aquelas mulheres tinham tantos cosméticos em cima das penteadeiras, que eu tinha que retirar um por um, pôr sobre a cama e depois tirar o pó e devolver aqueles potinhos no lugar. Tinha uma birra de fazer isso... acho que esse negócio de ter birra entra no sangue da gente. Hoje eu adoro chão brilhando e sou viciada em comprar cosméticos. Vai entender? Ela se orgulhava em dizer que nós sabíamos "bater à máquina"- datilografar. Isso resumia-se em conseguir espaço no mercado de trabalho. E conseguimos!
Minha mãe, dona Dirce, quando jovem
Essa foto é da minha mãe, dona Dirce,  filha da Dinha aí de cima,  quando ela era jovem. Única foto que ela tem da juventude.
 Herdeira dos genes da mãe dela, essa mulher também não é fácil não.  Pior ainda porque foi casada numa época em que à mulher competia obedecer ao marido. Tá bom!  Ela deu foi uma banana pra ele e tocou a vida na labuta com os filhos pequenos no colo. Aprendeu cedo que diplomacia era um meio de as  madames  lhe tapearem.  Na urgência, partia logo pra briga e resolvia a pendenga.
 Nunca gostei  quando ela dizia a todas as pessoas que eu mamava no peito até os  4 anos. Tinha mais raiva ainda quando ela inventava e dizia que foi até os 6 anos.
Mulher durona, nunca deixou nos faltar nada.  Lavava roupa pra fora. Cada mala de roupa suja que parecia uma montanha. Ela jogava aquilo no chão e nós pulávamos em cima. Oh, brincadeira boa!   A labuta começava cedo, no final do dia  estava tudo passado e as ‘donas’ vinham buscar. Quando que ela sonhava que um dia ia ter máquina de lavar?
Os nossos matérias da escola ela fazia questão de compra-los no primeiro dia. Orgulhava-se em dizer que filhos dela “não eram da caixa” – isso significava receber material escolar do governo-.   Minha mãe sempre fez questão de nos trazer na linha, mas só a minha irmã que gostava de ir para a igreja, eu não! Mas com ela e com  minha avó aprendi a rezar e a respeitar todas as pessoas e outras coisas que nos tornam bons. Juro que eu tento!
Minha mãe, aos 68 e eu.
 
Trabalhar em escritório era exigência dela. “Filha minha jamais será doméstica”  ela dizia. Então fomos trabalhar em bancos – serviços de elite. Respeitar o patrão era o lema dela. Ensinava-nos a nos calar porque o salário tinha que chegar em casa.
Pronto, começou nosso dilema. Quando pensavam em armar uma greve, lá estava eu levantando  bandeira na rua. Hoje sou neta, filha, mãe, esposa, professora, estudante e, segundo minha mãe:   ...doméstica! Sou a dona do meu lar com o maior orgulho. Faço o meu serviço porque ei que faço bem feito,  do jeito que eu gosto de ver.
Sempre sonhou em ter uma casa, sair da casa da mãe dela. Fez! Foi ruim, mas foi bom. Morar na casa dos avós é bom demais, mas ter a nossa casinha foi bom demais também. Ruim foi pagar aluguel.
Mãe, obrigada por tudo mesmo.  
 
Essa sou eu e a minha filha. Eu tenho outro filho, mas ele é avesso a fotos. Ele é um moço lindo,  inteligente,  dedicado  aos estudos e responsável ao extremo.  Resumindo um pouco sobre ele: é um gênio.
Juliana e Rita
 
Mas essa é a minha companheira. Puxou a ninguém, graças a Deus! Puxou a ela mesma.  Ela  me lembra a todos os instantes que eu sou mãe.
 “ Oh, mãiiieee!!  Buá buá buá””.  “ Mãiiiee, foi ele!”. “ Vem me bater , quero ver se você tem coragem!” .
 Menininha é tinhosa, persistente e com garganta de sabiá. Se perceber que vai perder ganha no grito.
Oh, genética milagrosa!!  E ainda tem gente que duvida que Deus existe. Essas minhas quatro gerações  comprovam ou não os milagres da vida??
Para essas 4 gerações maravilhosas que me pertencem, não acho necessário desejar-nos feliz Dia das Mães, uma vez que somos mais do que  isso todos os dia.   Amo vocês, mulheres da minha vida!!
Rita Lavoyer

3 comentários:

VELOSO disse...

Um feliz Dias das Mães para você!

Antenor Rosalino disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Legal conhecer a dinastia feminina Lavoyer! Parabéns pelo dia de ontem, Rita.