CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


domingo, 20 de julho de 2014

LEITE QUENTE COM AÇÚCAR - Classificado na 27ª edição do concurso internacional de contos cidade Araçatuba 2014

Menção honrosa na 27ª edição do concurso internacional de contos cidade Araçatuba 2014
LEITE QUENTE COM AÇÚCAR  -  Rita Lavoyer

         Melissa é uma criança admirável. Consegue projetar histórias com cenários cinematográficos, servindo-se apenas de gestos e palavras. Com seus doze anos de pura magia e encanto, dá vida ao inanimado. Escalaram-na, mais uma vez, para o teste. Chegara-lhe a hora de mostrar que o papel ajustava-se a ela. Nenhuma candidata, que por ventura houvesse, poderia tomá-lo. Melissa, convicta, adentrou o palco improvisado: uma simples sala, mas que, com sua genialidade poderia ser transformada.  Ela a iluminaria com sua luz e cada canto seria o que quisesse que fosse. Recursos faziam-se desnecessários àquela eminente artista mirim que, com primor, representava os fatos, enrijando os bastidores. Sabia que havia pessoas que se escondiam de seus olhos para melhor observá-la, avaliá-la para a atribuição do papel, talvez, para testá-la ou espicaçá-la. Nada disso a abalaria, desempenharia com perfeição o monólogo e ganharia o que pretendia daqueles observadores. Dar-lhes-ia as respostas que quisessem, contando-as. Genial! Algumas vezes, fora surpreendida com os seus olhos negros parados no tempo. Como fixava-se longamente em um ponto sem mexer o globo ocular impressionava quem a assistia.  Magnífica!

         – Mamãe e eu éramos unidas, não tínhamos ninguém por nós. Era filha única, como eu. Mamãe trazia mágoas da vovó, acho, desde a sua infância, por isso estavam, mãe e filha, dolorosamente presentes uma na vida da outra. Viviam bem quando cada uma ficava em sua casa. Papai... eu não o conheci. Não me falavam sobre ele, somente que morreu antes de eu nascer, mas não acreditava nessa história. Não havia segredos entre mim e mamãe. Acreditava. Mas havia! Havia uma caixa onde ela guardava o seu vestido de noiva. Tinha vontade de pegá-lo para ver como era o seu corte, o seu modelo. Deveria ser justo, marcando a silhueta que mamãe apresentava numa foto onde um dia eu a vi, somente... Nunca vi outra foto dela!

         Enquanto ela declamava a história, sendo observada por profissionais daquela arte de encenar, movimentava suas mãozinhas frágeis, projetando no ar, com a suavidade de seus gestos, as imagens de sua personagem. Dramática Melissa!

         – Pelo pouco que mamãe me deixou ver, percebi que o vestido era de mangas longas. A renda, já amarelada, era rústica. Trazia um formato de rosas e, no miolinho, algumas imitações de pérolas, descascadas.  Bordado simples. Queria tanto ver aquele vestido! Prová-lo sempre foi a minha vontade, mas como? Mamãe o trazia trancado! Disse-me que daria azar.
           A encenação seguia perfeita e a sala ia ganhando espectadores-analisadores.
           – Confessei-lhe, certa vez, um sonho: que o meu vestido de noiva teria babadinhos na barra e um decote-princesa. Queria que as mangas fossem compridas, porque deixam o vestido mais elegante.  Surpreendeu-me ela gritar comigo! Disse-me que o cortaria se eu chegasse com um em casa! Insistiu que aquilo não era assunto pra mim!  Percebendo-me com medo dela, preparou-me o leite quente com açúcar e eu me acalmei. Aprendeu com minha avó que leite quente com açúcar tira medo de criança. Cada gole quente dentro de mim alivia-me muito.

         Com a voz na medida exata para o enredo e sem sorriso algum, transmutava-se para que sua fisionomia alcançasse o estágio de atriz profissional cujo texto e palco foram, espontaneamente, programados por ela. Era daquela transmutação que os holofotes não podiam se desfocalizar. Os peritos, ali presentes, não paravam de anotar em seus relatórios a análise da destreza daquela expoente. Brilhante, Melissa!

         – Após um dia atrás do outro em nossas vidas rotineiras, o dia da vovó falecer chegou.  Mamãe não chorou. Eu a vi escolhendo a roupa para enterrá-la.  Ela passeava com as mãos sobre as peças que estavam penduradas no guarda-roupa.   Senti que ela abraçava as roupas da vovó querendo ter em seus braços um corpo que já não poderia vesti-las. Suas mãos tentavam enxergar uma roupa que melhor se adequasse àquela ocasião da vovó. Ocasião!  Foi como eu ouvi mamãe dizer! Separou uma blusa estampada, muito velha, e uma saia que não combinava com nada. Deixou o conjunto desornado sobre a cama. Arrancou as roupas que vovó vestia e começou a limpá-la com toalhas ensaboadas. Usou o sabonete preferido da vovó.  Perguntei-lhe se queria que eu a ajudasse. Respondeu-me com um “não” isento de qualquer sentimento. Foi uma cena chocante vê-la limpando o corpo da vovó. Era o seu último banho.  Vi muita pele esparramada sobre a cama. O corpo dela era muito estranho, as partes que o compunham pareciam não se encaixarem umas nas outras, aquele pescoço torto... Morreu nas mãos da minha mãe, estávamos juntas naquele dia, na casa dela. Era muito doente e a sua saúde piorara muito. Sentei-me no pé da cama e observei que as unhas dos pés da vovó não eram cuidadas, suas pernas estavam roxas, como o pescoço. Ainda bem que mamãe desconfiou que eu não teria coragem de ajudá-la na tarefa e pediu  que me retirasse, mas que mantivesse  silêncio absoluto e as luzes apagadas. Pela primeira vez vi uma mulher nua! Meu corpo, não minh’alma, careceu imediato: leite quente com açúcar! Necessitava repor minhas energias. Preparei-o como mamãe fazia para me acalmar quando eu sentia medo.

         O público mantinha-se controlado. Aquele papel seria exclusivamente dela!

– Trocou-a e tomou outras providências, também sozinha. Vi minha avó tão feia naquelas roupas velhas que a minha mãe escolheu para aquela ocasião!  Senti raiva da minha mãe naquele momento, parecia que se vingava, aproveitando-se porque vovó não podia mais se defender dos ataques que ela lhe provocava. Sempre as vi assim: atracavam-se verbalmente quando estavam juntas.  Vovó tinha muitas amigas, mas passamos a noite sozinhas com ela. Dois homens da funerária encarregaram-se de tudo. Não sei exatamente o que a minha mãe resolveu com eles. Fiquei pensando em como eu faria aquele serviço com a minha mãe se ela partisse.   Fui lendo-lhe a anatomia, ansiando aquele corpo nu sobre a cama e eu limpando-o.  A enterraria com o vestido de noiva. Não lhe serviria, certamente, mas daria um jeito. Vê-lo por completo já me satisfaria. Confessei isso à vovó certa vez...

         Movimentaram-se, apreensivos, os que analisavam, com afinco, aquela explanação.Nada poderia passar-lhes despercebido. Ela acrescentara o: “confessei isso à vovó certa vez...” que, até então, não constava declarado. Ah, Melissa...

         – Não sei se não aguentei, mas dormi e ela me acordou para levarmos a vovó. Os homens já tinham chegado e precisavam fechar o caixão. Nenhum vizinho? – perguntava-me! Será que eles não estranharam o silêncio na casa? Queria tanto gritar para que me ouvissem! Mas não era possível, mamãe pediu-me muito silêncio... eu  o-be-de-ci... Dei um beijo na vovó.  Meus lábios não queriam se desgrudar daquela pele gelada e endurecida. Vovó estava inchada, o rosto deformado. Havia um lenço no pescoço dela. Senti uma vontade enorme que ela voltasse. Solucei tão alto que fui repreendida por minha mãe, que nem sei se chorou ou não, porque eu dormi e não a ajudei a velar vovó. Nunca mais a veria. Ela contava muitas histórias pra mim, queria que eu as aprendesse, porque contar histórias desenvolve habilidades, afirmava-me. Algumas eu tinha que repetir várias vezes para ela certificar-se de que eu estava contando certinho, sem pular nenhum detalhe. Ralhava, sempre me corrigia, depois me servia leite quente com açúcar, incentivando-me: “Terás que aprender a contar!”

         Aprendera bem com a avó. As palavras a impregnaram:

          – “Deves saber que és competente. A melhor! Se disto te conscientizares farás com que os outros te vejam como tu queres ser vista” – Ah! Vovó, cheia de “tus” e “tes”... usadora e abusadora da segunda pessoa, bem... abusadora não, pois era oriunda de Portugal. Eu era a sua “Mel”... 
           Sentiu saudosa ternura por ela. Murmurou: “– Vovó...” 
           – Os homens levaram-na. Mamãe trancou a porta da casa da vovó e saímos. Entramos naquele carro. Não podíamos ir ali, mas fomos porque vovó só tinha a nós duas naquele momento, e a funerária.  Era apertado. Os homens foram no banco da frente. Eu fiquei apertadinha entre o caixão e a parede dura e fria daquele carro, como o coração da minha mãe: duro e frio. O caixão era feio, simples e pobre. Vovó não era rica, mas aquele caixão não combinava com ela.  A madeira de caixão fino brilha, tem pegadores do lado onde muitos se agarram para levar o morto para o cemitério. Reparava quando ia aos velórios com vovó. Talvez tenha sido por isso que mamãe comprou um caixão vagabundo, sem brilho na madeira e com pegadores míseros nas laterais, porque não tinha ninguém para admirar o brilho da madeira, muito menos se agarrar ao caixão da minha avó para levá-la à cova. Mel...

Transfigurara-se. Os músculos ativos de sua emoção permitiam-se diálogos. Não era a Melissa, mas a atriz; ou não era a atriz, e sim a neta?  Não recebeu aplausos, sabiam, pois, estarem distante do desfecho. Astuciosa menina!

_ Os amigos dela, embora velhos, talvez se agarrariam às alças na tentativa de trazê-la de volta, alguns deles sabiam que ela passara mal os últimos dias, mas mamãe não os avisou. Quis muito, dentro daquele carro de funerária, que um deles se arriscasse, trazendo-a de volta... Os olhos frios e pobres da minha mãe, fixados em mim, contrariavam minha vontade oculta! A saudade que eu já sentia dela rachava meu peito e sem demora um soluço seguido de lágrimas escapou-me! Sentia que faltava-me um pedaço, mas os meus restos seguiam com ela!  Lembrei-me de quando me confessava coisas, fazendo-me prometer que não revelaria à minha mãe! Era segredo nosso, havia lhe prometido, embora isso me aborrecesse, porque não havia segredos entre mim e mamãe! Mas não podia quebrar a confiança que vovó me depositara. Ficaria de mal de mim, não me permitiria visitá-la e não me contaria mais histórias, ao ponto de eu as decorar.  Eu a queria viva e ser a sua “Mel”. No coração da minha mãe ela, há muito, já tinha morrido! Sabia que ela não amava minha avó!

Nasce da atriz uma menina em lágrimas que se agiganta com sua força criativa, permeando naquela sala o envoltório sedutor a que ela se propôs exibir!

         – Há três dias enterramos vovó e não saí mais. Não vieram à nossa casa perguntar por que eu faltei às aulas. Sonhei com este momento. Não vou sentir as roupas dela no armário. Não tenho dúvidas: será enterrada com o vestido de noiva! Fiz todo o ritual, limpei o corpo da mamãe com toalhas e usei sabonetes cheirosos. Tantos anos morando nesta casa e não tinha percebido o quanto o vestido estava no alto. Mamãe o alcançava subindo na cadeira.   Providenciei o necessário para subir, destranquei a parte de cima do armário e toquei a caixa. Uma sensação indescritível transcorreu o meu corpo. Não sei dizer o que era. Só sei que toquei a caixa onde habitava um sonho de noiva. Cada batida do meu coração arrebentava-me o peito e eu pude sentir mamãe entre os panos. Observei-a deitada. Os cortes daqueles tecidos acomodavam os meus imutáveis sonhos. Trouxe a caixa para baixo e a abri.  Estava amarelado.  Era godê de tecido fino, leve e  com uma fita de cetim azul claro embaixo do busto. Era muito largo aquele vestido com manchas escuras. A renda compunha apenas o busto e as mangas.  Por que não era de corpo justo como o imaginava? As manchas seriam de vinho?  Havia um papel escrito junto com o vestido na caixa. 

         Novamente a menina se apresenta. Era o foco de olhares atentos dos que mantinham mãos ocupadas em relatórios.

         – Não! As manchas não eram de vinho, eram de sangue, por isso o vestido não era justo, havia razões para o sangue, mas precisava ser naquela ocasião? E agora, não tínhamos ninguém por nós!  O que será de mim? O que será de mim?

         A sala, iluminada pelas imaginações de Melissa, silenciou-se. Com suas mãozinhas, pequenas e frágeis, tampa o rosto e limpa as lágrimas que lhe escorrem na face.  A mulher adiantou-se ao centro daquele palco improvisado.

           Melissa, como você a encontrou? Foi apenas para conhecer o vestido com o qual sua mãe se casou que você fez aquilo? Havia outra razão além do vestido?

         – Encontrou?! Doutora, eu só queria ver o vestido, depois vesti-la. Também não sabia que tinha aquele papel dentro da caixa... Ela não se casou! Eu não sabia que ela não tinha se casado. Nunca me disse nada, só que o meu pai tinha morrido.

         – Melissa, você já nos historiou esses fatos, sem inverter um parágrafo do que já havia falado... Somente acrescentando, desta vez, o que “confessou à sua avó”!

           “A polícia já terminou a perícia, Melissa!” -  “ O que estava escrito no papel que encontrou junto com o vestido?  -  “ O psiquiatra a aguarda, Melissa!”. Também já repetiram as perguntas  um monte de vezes, doutora!

         – E você não tem mais nenhuma lembrança da ocorrência, além dessa história que você repete há meses?

         – Doutora, eu pensei que mamãe não gostasse da vovó e eu a odiei nesses três últimos dias. Queria a vovó de volta e também queria a minha mãe, as queria  unidas, mas me incomodou a forma com que ela fez vovó partir. Vovó sempre me pedia segredo quando me contava sobre o aborto que mamãe tentou fazer antes do casamento. Ela sempre me dizia que mamãe não queria que eu nascesse. Mas eu li outra história no papel que caiu de dentro do vestido, quando eu o desdobrei. 

         – Melissa, não são três dias, são meses e você continua dentro desses “três dias” que vem nos contando... O papel, onde está e o que estava escrito?

         – “Para minha filha Melissa” -  era isso que estava escrito.  Eu o queimei, senhora, junto com o vestido. Promete, doutora, que irão vestir a minha mãe com roupa bonita, que combine com a beleza e o amor que ela tinha por mim? Por favor, não enterre a minha mãe junto com a minha avó. Aquela velha fria  foi quem tentou me matar quando eu ainda estava na barriga da minha mãe, no dia do seu casamento, adiantando o meu nascimento. Mamãe salvou a minha vida das garras da vovó e o noivo não apareceu. Ela não merecia isso, não merecia aquela mãe. Bem feito o que mamãe fez a ela, e eu a culpava...  Posso beijá-la antes que me levem novamente?

         – Levaram o corpo, Melissa,  há meses! Tinha muitas perfurações. Precisamos encontrar a arma. Constatamos que você teve várias faltas na escola, não foram apenas três dias como diz. A diretora informou aos investigadores que tentaram localizá-las, mas sem sucesso. O vestido, Melissa? Onde o queimou?

         – Eu ficava com minha avó, doutora, ela passou por vários problemas de saúde  o mês passado, semana passada ela piorou, até que veio a falecer. A minha mãe trabalhava muito, chegava sempre muito tarde, por isso não nos encontraram.

         – Melissa, nenhuma funerária confirmou essa passagem que você nos conta sobre a morte e o sepultamento da sua avó. O túmulo que você nos indicou não recebeu nenhum corpo nos últimos meses. Os vizinhos da sua avó já foram interrogados e todos confirmaram que ela estava bem de saúde. Nenhum viu o carro da funerária sair com um caixão de lá.  Onde está a arma que usou para matar a sua mãe e onde está o corpo da sua avó? 

         – Onde está vovó, doutora? Onde está vovó? 

         – Melissa, como era a caixa onde estava guardado o vestido de noiva?

         – Bonita e enfeitada com fita. – Respondeu tranquilamente.

Espantosa!  Ela voltou a paralisar o globo ocular num ponto fixo daquela sala -  palco simulado para  apresentar uma  história, dissimulada ou não? Que atriz!

– Melissa, a perícia detectou outras digitais na cena do crime. Havia mais alguém com você? Melissa, você quer tomar um copo de leite quente com açúcar?

  Claro que não, doutora! Claro que não, doutora!

 Foi perfeita no que se propôs a fazer, impressionando os que ali estavam para analisar a sua performance. Corajosa menina cuja fragilidade apresentava-se não dar conta daquela dramatização, levantava questionamentos aos presentes.

– Será dela esse papel, doutora? E o pai dela? Vamos puxar esse caso também?

– Por enquanto não! Levem-na e substituam o leite quente com açúcar por suco gelado. Quem sabe ela nos surpreenda com outras histórias! Ela é excelente contadora de fatos!  Ah, Mel... Mel... Adoro ouvi-la!

 – Sim senhora, doutora!                              

Autoria – Rita Lavoyer

6 comentários:

Célia Rangel disse...

Pela elegância do texto e mensagens subliminares, lê-se de um fôlego só e conclui-se: - evidentemente que só poderia ser classificado... Surge mais uma obra fantástica da Rita! Parabéns!
Abraço.

Jorge Sader Filho disse...

Parabéns, Rita!
Disputar torneios literários e ser distinguida não é tarefa fácil, todos sabem disso.
Leite quente com açúcar... É um velho costume, parece!
Abraço.

HAMILTON BRITO... disse...

Minha avozinha diria: filha, você é um talento único...e faria o sinal da cruz na sua testa

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Delírio envolvendo três gerações e dois planos narrativos. Isso é para poucos, e a autora manobrou com invejável desenvoltura esse desafio. Parabéns, Rita. Merecido prêmio.

Ventura Picasso disse...

Rita como disse a Célia:"lê-se de um fôlego só"! Voltei 70 anos no tempo. O teu conto contou um pouquinho da minha história. Estive ajoelhado ao lado de minha avó segurando sua mão no dia em que ela nos deixou.
Parabéns! abs

Rita Lavoyer disse...

Obrigada aos queridos que passaram por aqui, leram e deixaram suas impressões. Aos que leram e não comentaram obrigada também. é por vocês e para vocês que produzimos nossos escritos e tentamos melhorá-lós.
Aquele abraço!
Rita Lavoyer