CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


sábado, 14 de outubro de 2017

PROFIXXIONAL

Publicado na coluna Tantas Palavras-Jornal Folha da Região, 14/10/2014
PROFIXXIONAL
Rita Lavoyer

            Tem coisas que se aprende na escola e nunca mais se esquece. A criança aprendeu em uma aula que suco de caju tem vitamina C. Estudou sobre o tal suco e foi fazer a prova.  A professora pegou o giz e avisou que as respostas seriam marcadas com  “X”. A criança preferia prova dissertativa para apoiar-se em seus garranchos, que deixavam a professora em dúvida sobre a exatidão de suas respostas. Quando leu a prova não viu a pergunta sobre o que estudara, gritou:

         – Cadê a vitamina C!?  O suco de caju!?
            Nesse ínterim a professora espirrou.
            – Vai tomar suco de caju!! – o aluno falou.

            Aconteceu o que há muito tempo a professora surda queria. Apoiada em seu profixxionalismo, mandou aquele aluno direto pra diretoria. A classe toda ria, balançava a cabeça, concordando com aquilo que a líder fazia.

            – Indixxiplinado! – ela disse ao pai, que satisfação  foi tomar  . – Seu filho é anormal, tem ideias abxurdas que não condixem com o que é fundamental! Pra ele não há remédio.  Não xe ajusta ao perfil da excola. Por mim o mandaria embora!

            O tempo passa e a mesma “profexxora”, noutra escola, aquele aluno encontrou, mas não se esqueceu de que  suco de caju tem  vitamina C. Continuava com as ideias que incomodavam. Já era aluno médio, além do caju aprendeu que “vitamina C” também era ótimo remédio. Estava sempre se deparando com a ‘fexxora’ que vivia gripada.

            – Tome vitamina C! Se não tiver chupe um bom caju!

            Era alergia a giz. A voz dele, aos ouvidos dela, soava como fuzis e, de novo, só para “maXucar”, ganhou um grande “X” .

            Foi quando ele conheceu o supervisor da escola e os bois da sua claxxe com suas cabexas balançando e as bocas babando.

            Existem textos que, por uma questão ou outra, alguém não conxegue ler. Por causa das suas histórias aquele aluno vivia por um fio, mas delas não desistia e as  aceitou  por desafio.

            Oh, sina! A professora do “X”, aquela danada, também era Pediatra aposentada. Dizia que adorava “crianxa” e que a “vitamina C” era fundamental à vida do bebê!

            Num outro dia, a aula foi laboratorial  O dia fatídico chegou e outra vez suco de caju aquela  ‘xoxora’ quase tomou.

            Ele pensou bem:  “Já sou quase doutor, farei um receituário. Recomendar-lhe-ei um bom suco de caju.”

            E lá se foi o aviãozinho de papel. Letra feia com ‘fexxora’ cega, foi o maior escarcéu. Enquanto todas as cabexas estavam na vertical, em sobe e desce,  concordando com o radical, a dele estava na horizontal  em vem- e- vai.

            –Meu Deus do xéu! Xeu reitor, exxe aluno é um impexilho. Tire-o da minha claxxe para não comprometer a reputaxão do grupo por cauxa da xua letra feia e xuas esdrúxulas ideias.

            Naquele instante,  a “xora” era toda verborreia. 
      
            Com outros “xores” dessa “eXtirpe” , o estudante aprendeu que nem só de morte morre o homem e que “caju” faz rima pobre com lugar sagrado para onde não se deve mandar qualquer coisinha tóxica.

 Sabendo-se ser ele o “X” de muitos exemplos explicitados pelos ensinantes,  por não aprenderam como exigiam que os alunos aprendessem, ele concluiu que urubu tem penas nas orelhas e que rima com a ovelha que ele é: tão negra quanto a ave que, de cima,  enxerga a sujeira do mundo e o faxina, para alegria do suco gástrico dos xairéis, dos  xacocos, dos xexelentos, dos xaropes para os quais não há remédios que os expurguem.             



5 comentários:

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Literalmente, o X da questão! EXXXXXcelente, Rita.

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Literalmente, o X da questão! EXXXXXcelente, Rita.

HAMILTON BRITO... disse...

Caramba, vou te contar pra você...rima em U num dá certo

Ventura Picasso disse...

Xplico muito bem!;xexorinha...

Antenor Rosalino disse...

Humor de primeira grandeza permisto com o rito da profilaxia nem sempre levada a sério. Aplausos, Rita e parabéns pelo Dia do Professor.