CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


sexta-feira, 7 de novembro de 2014

VIDAS SECAS


 

                 A água é uma substância química cujas moléculas são formadas por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio.  Cobre grande parte da superfície da Terra e responde  pela existência da vida no Planeta.

Poucas pessoas se preocuparam em cuidá-la, preservando-a.  O Planeta está superaquecido, atravessando sérios problemas ambientais  e, no Brasil,  com o desmatamento e queimadas, refletindo na biodiversidade;  exploração incorreta dos solos, decorrente das técnicas de produção; poluição do ar nos grandes centros urbanos; contaminação dos corpos hídricos por esgotos sanitários e  escassez da água pelo mau uso e gerenciamento das bacias hidrográficas,   o quadro não seria menos grave.

A exemplo  disso, sofrendo a maior seca em 84 anos,  temos o estado de São Paulo que enfrenta  a pior crise hídrica da história do país, obrigando o governo a lançar campanha para economizar água,  premiando os cidadãos por tão grande feito: economizar água – como sendo essa atitude  questão de mérito e não de responsabilidade.   Isso  tem feito os brasileiros, principalmente do berço esplêndido do  sudeste,  transformarem-se em Severinos, experimentando suas sedes, consequência da estiagem de 2014.

E por causa da sede,  paulistanos manifestaram-se em passeatas, ameaças, expõem seus banhos de caneca e até roubo de água  tornou-se notícias.

 Hoje, o cidadão, com um orçamento melhor, tem dinheiro para comprar uma garrafa, um galão, uma caixa d’água, um caminhão pipa e enchê-los com o liquido sagrado, mas... cadê a água? Onde comprá-la?

Se dinheiro produzisse chuva, certamente muitos empresários  encheriam seus jatinhos  de cédulas e  resolveriam o problema com São Pedro. Porém... condenados a Severinos e a Fabianos, a população brasileira engole o choro a seco, porque saliva e lágrima tem preço de vida no organismo brasileiro.

Não chore pela  água que falta, contudo – sinta-se uma baleia,  agradeça por ela, ainda, compor setenta por cento do seu corpo.

Chorar essa seca da vida não calará o colapso do abastecimento pelo qual o Estado de São Paulo padece. Tomara, tenhamos, os paulistanos, a mesma resistência que os nordestinos desenvolvem para defender suas vidas secas e que, enquanto Severinos, Fabianos,  aprendamos a lição que a água tem nos dado.  

Rita Lavoyer

2 comentários:

Antenor Rosalino disse...

Pois é, Rita, o homem distancia-se sempre mais da natureza e as consequências dessa falta de preservação ambiental já nos apresenta extremamente preocupante. Meus aplausos por tão bela crônica, cujo contexto é providencial. Cordial abraço.

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Muito a propósito o seu texto, Rita. E o pior é que, depois desse ensaio de chuva que tivemos recentemente, as perspectivas para as próximas semanas não são animadoras... dá medo. Dá medo mesmo. Um abraço e boa sorte pra nós!