CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura


terça-feira, 11 de novembro de 2014

NÓS E ELES

"Versos íntimos", de Augusto dos Anjos, deu-me inspiração para este "Nós e eles" - Chegar à grandeza do poeta dos Anjos é difícil. Enquanto isso, brinco com as palavras, mas confesso que depois que terminei e li a produção me causou um mal estar danado. Mas não posso deletar, vai ficar aqui, porque foi o que consegui fazer. Cruzes!

Nós e eles - Rita Lavoyer


Não esperes por mim no páramo ...
Por lá não pretendo chegar, jamais!
Ainda que me descarne a matéria, enfim...
Não aguardo o amanhã, não revivo o depois!
Não penses ser grande o meu amor.
Ele é vão, vago e de maldade.
É amor que ama o ódio
Por saber o que é amar de verdade.
Um dia te amei na tua presença,
Na ausência apunhalavas-me sem dó.
Reinventas tuas mentiras, fazes dela suporte
De onde cairás, suplicando a chegada da morte.
Não! Não me basta isto somente.
Será tua queda o começo do fim.
Quando eu te vir lambendo o barro
Dar-te-ei como beijo meu cuspe, meu escarro.
Não esperes por mim lá no páramo
Está aqui no solo a nossa sobrevida
Espumando sangue e carniça
Soando rangeres e urros.
As feridas fétidas que purgamos
Porão mesas aos vermes famintos.
Servidos estaremos iguais no valor:
Iguarias às espécies superiores.
Que delícia somos nós!
Incomensuravelmente prazer para eles!


Nós e eles- Rita Lavoyer.

3 comentários:

Célia Rangel disse...

Vejo, não só Augusto dos Anjos, como também Nietzsche - Ecce Homo com suas inquietações instigantes, tipo: "Minhas experiências me dão o direito de desconfiar dos pretensos instintos desinteressados... desse amor ao próximo... disposto a dispensar conselhos... amor esse como uma fraqueza - onde a piedade só é chamada "virtude" entre os decadentes"...
Valeu Rita! Marca histórica esse seu poema!
Abraços.

Rita Lavoyer disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rita Lavoyer disse...

Cèlia, faltavam exatamente as palavras que constam no seu comentário para dar essência a esse poema feio.
Obrigada por completa-lo.