CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


terça-feira, 12 de maio de 2015

À MÃE DO CAMPO


Texto produzido por Duxtei Vinhas Itavo e Rita Lavoyer em oficina sobre Literatura Feminina,04/2015, desenvolvida na Oficina Cultura Silvio Russo. 


À mãe do campo

Quando pegávamos o ônibus pela manhã, bem manhãzinha mesmo, eu ia, pela frestinha da janela em que a cortininha não a encobria completamente, namorando aquela paisagem atraentemente desconhecida por  mim.
Minha mãe trazia uma cesta de bambu dentro da qual eu imaginava gostosuras para crianças. De repente, o ônibus parou, rompendo a viagem dos meus olhos. Minha mãe agarrou a cesta e desceu, puxando-me pelo braço.
Um homem desconhecido por mim ajudou-a com a cesta. Eles se abraçaram. Na primeira vez, pareceu que ele não me viu, por isso não me abraçou também. Quem seria ele?
Adentramos por um campo cujo mato alcançava-me os joelhos. Havia uma árvore, minha mãe mandou que eu sentasse sob sua sombra. Abriu aquela cesta, tirou um pacote de bolacha, entregou-me pedindo que eu a esperasse ali.
Com aquele homem ela afastou-se um pouco, vi, em seguida, que um pano fora estendido. Não pude vê-los após abaixarem-se.
Fiquei com medo e fui procurar minha mãe. Entre as frestas que o verde me permitia, via que o homem a abraçava e parecia que ele ia tirar-lhe a roupa. Eu fiquei com medo de que ele batesse nela. Quis gritar, mas ela havia me pedido que não saísse do lugar e que ficasse bem quietinha.  O medo foi tomando conta de mim, abaixei-me, tapei os olhos com as mãos, mas pude ouvir gemidos. Qual seria a dor da minha mãe naquele momento?
Não sei precisar quanto tempo aquela tortura demorou. Só abri os olhos quando senti a presença dos dois, em pé, ao meu lado.
Mamãe pegou-me pela mão, aquele homem acariciou os meus cabelos e nós duas, num silêncio frio, ficamos à beira da estrada esperando outro ônibus passar.
O homem seguiu seu rumo. Minha mãe voltou para casa trazendo um sorriso novo no rosto.
Eu não sei por que ouvi aquelas coisas naquele dia e lugar, porém nunca mais as esqueci e nem  experimentei   um sorriso como aquele.
Mãe, de onde você estiver, pode me ensinar a achar um sorriso que me faça como aquela mulher que a senhora foi quando voltamos  daquele campo?

Texto produzido em dupla na oficina Silvio Russo,  sobre “Literatura de Autoria Feminina”. Autoras: Duxtei Vinhas Itavo e Rita Lavoyer



2 comentários:

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Oi, Rita. Bom dia! Ao clicar para leitura, pelo menos aqui no meu computador, o texto continua muito pequeno e não há nenhuma ferramenta de zoom...

Rita Lavoyer disse...

Obrigada, Marcelo! Publiquei o texto para facilitar a leitura.