CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura


sábado, 30 de maio de 2015

O Bullying e a Literatura na minha caminhada

               Bullying  e  Oficina de Contos   - Centro Cultural e Biblioteca Municipal de Auriflama 
               
                É extraordinário o poder que a escrita exerceu e vem exercendo sobre as civilizações.  Escrever oferece benefícios;  libera, de quem escreve, razões e emoções de todos os graus. A escrita é o dom que concretiza pensamentos em palavras, em frases, em histórias, permitindo sobreviver seu registrador.  
                Aquele que escreve planeja, rascunha, sonha, chora, ri, derruba barreiras,  melhora o humor, aumenta a autoestima e, libertando-se, orienta, salva,  completa, acusa, julga, condena, elimina  ou liberta quem o lê.
                A escrita, enquanto arte, não tem compromisso com a verdade. Poder  usufruir das palavras, proporciona, a quem escreve, um reexistir na própria história, possibilitando  identificar-se  no texto criado, superando   possíveis eventos traumáticos.
                 “Se eu tivesse escrito não teria matado”  é, possivelmente, uma frase de quem agiu aprisionado ao silêncio e, tendo a angústia como guia, não lhe restando alternativa, antecipou o final de algumas histórias.         

                O BULLYING E A ESCRITA.

              Após a palestra sobre bullying , dia 28/05, em Auriflama,  realizamos uma oficina de contos, 29/05. 
             Apresentamos   aos participantes esse tipo de narrativa,  trazendo, como objetos de  estudos,  contos de alguns escritores  consagrados na Literatura Brasileira, com o propósito de auxiliá-los a conhecerem as técnicas de produção desse gênero literário, reconhecendo nas obras as suas características.

                No período da manhã, já senti o potencial dos jovens,  quando nos proporcionamos  um momento catártico. Liberamos , através da escrita,  palavras que trazíamos  trancadas na garganta, mas que, por muitas razões não podíamos  expressá-las e nem a quem...  Criamos frases de efeitos. Esse momento que  tivemos  para escreveremos  nossas vontades de xingar foi MARAVILHOSO! 

                 Reiniciamos, no período da tarde,  com uma história inventada  por um participante -  que  deveria passar  a vez para o outro continuar .  A dinâmica exigia concentração, porque não se sabia quem seria o próximo a completar a ideia. Com isso  fazíamos pausas para discutirmos sobre  a coesão e a coerência,  e  se o que  foi falado pelo participante apresentava   possibilidades de  se encaixar na história.  Sabiam que tinham que ficar ligados para fazerem gancho  com a fala do
anterior.   
                Essa dinâmica resultou em uma história que não teria fim. Pausamo-nos.  Dessa história fizeram um recorte e, a partir “daquele ponto  recortado”, foi proposto a criação de um conto produzido pelos 7 grupos compostos, cada um, por oito participantes. 
Do ponto de uma história, outras histórias foram criadas com enredos que  causaram risos, arrepios, angústias, suspenses, raiva  com  desfechos que nos permitiram interpretações as mais variadas, tão bons foram os enigmas que conseguiram  produzir, registrando-os.  

                Em outro momento, criaram, individualmente, textos sobre seus defeitos e qualidades que foram lidos ao microfone. Também  foi solicitado aos grupos um conto de horror, com cenas, as mais drásticas, que eles pudessem registrar, com personagens mais monstruosos que eles conseguissem imaginar.

                Até aqui demonstraram que não querem sujar as mãos de sangue, ainda que para destruir um personagem, ou para saírem-se melhores  entre os seus.   Os textos de horror que eles produziram não apresentaram sinais de violência que choquem ou deixem impressões  negativas no leitor.  

                Ficamos  emocionados com as revelações  de amor entre os colegas, com as lágrimas do Marcos que já sente deixar os amigos por causa da mudança de cidade.

                Enriquecemo-nos com as declarações de alguns participantes  que se identificaram com colegas  que, embora fossem das mesmas séries, nunca se  sentaram perto, quanto mais juntos um do outro.
 Muitas experiências eu trago desses momentos que estive nessas duas atividades em auriflama: sobre bullying e produção de textos. 

                Tenho um caminho que me possa ajudar a ajudar alguém a trabalhar melhor  as questões do bullying: a produção de textos  com o auxilio da Literatura. 

         
       Eu, Rita de Cássia Zuim, renasci novamente em Auriflama.

                Muito obrigada  ao Centro Cultural e Biblioteca Municipal de Auriflama, aos funcionários, pela oportunidade  que me proporcionaram de mostrar um pouco do meu trabalho à esta comunidade, à professora Eliane e seus alunos.

                Que Deus os abençoe a todos.


Após a leitura da obra "Bullying não é brincadeira", de minha autoria, os alunos produziram uma reeleitura no Centro Cultural e Biblioteca Municipal de Auriflama. Cheguei lá, à tarde, eu fiquei observando-os dando os últimos retoques no painel, sem me identificar, fiquei admirando-os. Um me olhou, meio que suspeitando, disse ao outro: -  acho que é ela.  Foram chegando... chegando...



Ver meus livros trabalhados em escolas, surtindo efeitos desta proporção...  não tenho palavras que ajudem a  expressar  minha gratidão. 
Recebam todos os envolvidos neste projeto minhas orações em forma de bençãos. 


Rita de Cássia Zuim Lavoyer.




Nenhum comentário: