CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba;

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras;

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;

terça-feira, 4 de agosto de 2015

VERSÕES



Um homem sem grande história  

 Isso é história, a história que eu vou contar 

- Se hoje eu estou vivo foi porque eu tive  um avô  para me salvar.  
O pai da minha mãe, que era um tal de coronel, dos olhos deitava  fogo, nas veias trazia  fel.  
           O meu pai, rapaz na flor da idade,  por sua filha  ficou encantado e, por  amor, foram mais que namorados. Meu pai queria honrar com a moça o compromisso, jurando-lhe ser fiel.  Tão valente, tão homem, tão gente, foi pedir a mão da filha do coronel.  

Quando velho soube  que  sua filha  lhe daria um neto, aquele pai carrasco enxotou o moço do seu luxuoso teto. Era um empregado sendo humilhado pelo patrão. Esse tipo tinha engenho para produzir o mal a quem o desafiasse. Um homem pobre não podia  com sua filha se casar; decidido, dividiu o belo par. Matou  meu pai e o abandonou no seu canavial. Como da justiça era o dono, sua filha herdou apenas o abandono.  

Depois que meu pobre avô enterrou um de seus filhos, acolhe  a minha mãe que me trazia  no seu ventre. A nós deu-nos abrigo e no seu lar  ensinou-me a ser um homem, só não me ensinou a tirar do peito esta dor que me consome 

Quando o coronel me chamou, em seu leito de morte, disse-me que eu era um rapaz de  sortePediu-me perdão eestendendo-me a  mão, recusei estender-lhe a minha.  Nas minhas veias também corre o sangue de  matadoro meu sangue falou mais alto e eu não o perdoei no seu leito de dor. Arrepender-se é difícil, também não é fácil perdoar. Entreguei-lhe só desprezo, porque eu também aprendi a matar.  

Quem matou um pai para um filho jamais conhecê-lo, nem os vermes da terra vão querer comê-lo. Aquele velho desgraçado, que foi enterrado com gravata e terno, há de arder para sempre no fogo do inferno.  
Assim meu avô, coberto de glória, contava-nos esta história, que eu não vivi. Mas digo o bem alto, Meninos! Meninos, eu ouvi!  

A  história de um grande homem  

           A história que eu vou contar, faz calar na garganta as palavras. 
Busco no coração  palavras   cheias de amor para poder falar de um homem    que nasceu para viver nesta Terra. Um italiano, velho de guerra,   fugiu puxando pelo braço   a mulher que trazia no seu ventre  aquele que é o meu avô.   Eu conto esta  história do jeito que ele contou:   

           Oh, Terra mãe!  Que faz brotar verde esperançaalimenta  qualquer  criança  que à  luz ainda não veio. Se faz inteira, inteira esteio. É fogo, é água, é ar... É para o homem o seio. E ele veio! E ele veio!

 Na primavera  de flores,  mulher-terra dava à luz  nos bastidores do céu. Carro de boi tocou, foi doutor na enxada  e muito verde ele salvou. Foi lavrador. Do que plantou colheu. Colheu frutos do amor. 

E nesta Terra  de gente de toda a vida, muitas foram  paridas  entre os verdes  que de suas mãos brotaram. Foi lavrador.   Do que plantou colheu  e os seus frutos o amaram. 
De seu canto, em qualquer canto, ele é o menestrel. Soube receber da Terra todo seu leite e mel.  Quando me chamava eu ia sempreSe o ouço  ainda vou... Se faço canção pra ele, regozijo-me com a voz do meu avô. No meu medo de criança ele acendia a luz e a luz do brilho dele no meu mundo eu sempre pus. 

Os seus dentes que não tinha iluminavam o meu sorriso, a alegria que me deu ainda é tudo que preciso. Os cabelos de brilhante caindo-lhe sobre a testa são as joias de um homem que  aparou tantas arestas. 

 Hoje a Terra abraça feliz,  dentro do seu ventre, o meu querido avô. 
Um velho homem que só levou o que colheu: Tudo o que a Terra precisa  para lhe matar a fome.  Ela brotou uma criança  e recebeu um grande homem. 

          Você, meu grande avô, que nos foi tão grande pai, aos meus irmãos e a mim, estas linhas  que  lhe escrevo são apenas um agrado, pois bem sabemos nós que a tua história não tem fim.    
   
Não duvidem desta  história, meninos! Meninos, esta história eu vivi.  


AUTORIA   RITA 

2 comentários:

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Duas belas histórias, sem dúvida. Uma ouvida, outra vivida. E bem contadas pela Rita. Abraços!

Rita Lavoyer disse...

enviado por e-mail:

"Minha menina, Li com muita ternura...Tu és especial e tens um estilo muito próprio és pessoa de fazer escola. Serás citada.
Conserva teu jeito especial e trabalha teu texto. Transpira... E...Vá Bjs"
Luza