CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba;

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras;

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;

terça-feira, 28 de julho de 2015

QUERO DANÇAR UMA MÚSICA CONTIGO

Meu irmão Marcos, 2º classificado no festival de Dança do Quase Famosos, dançando a valsa, em 19/07/2015. Academia Sandro's Dance. 
QUERO DANÇAR UMA MÚSICA CONTIGO.

A música toca suavemente  os meus sentidos e sinto-me conduzida pelo teu ímã. Quero dançar uma musica contigo. Como quero!
O pólo de atração das tuas notas me envolve e eu posso sentir os teus toques, as tuas mãos, os teus afagos que me tocam e me imantam, para que eu gire em rodopios ao compasso da tua batuta. Quero dançar uma música contigo. Como quero!
Se me vieres, como que cavalgando, e me tirares para a dança, nossos corpos  levemente bailarão num salão iluminado pelas cores da aurora. Isto agrada-me muito.  Quero tocar-te quando, com passos ardentes, cingires minha cintura.
Mas, não  alcanço-te os bailados. Cada passo teu, marcado no  meu  piso, ecoa  teu cheiro, teu gosto, tua cor. Entre eles deliro. Quero dançar uma música contigo. Como quero!
Coloco-me sobre um espelho e nossas cordas tornam-se simpáticas pelo fenômeno da acústica. Sobre o mecanismo dessa linguagem bailo até que se finde a leitura das nossas notas. Terminado o teu acorde, acordo, dou-me corda novamente e fico a bailar, até que, não havendo acordo,  fecha-se esta caixa de desejos  que sinto de dançar uma música contigo. Como quero!  
Estarei na vitrine expondo a minha dança, até que alguém me compre e te presenteie comigo.  Quando me abrires, penetra meus volteios. Bailemos sobre a superfície do vidro, e se da tua valorosa valsa eu estiver embriagada, como o súbito de um sequestro, esconda-me no compartimento das minhas joias. Refugia-te no lago da minha aliança,  para que o teu cisne regozije-se da umidade do meu palco. Depois, repousa teu cansaço  nas pedrarias dos meus adornos.
Se uma nobre plateia, gritando blasfêmias, separar-nos antes que termine a melodia, fecha a cortina do nosso espetáculo, volta aos braços dela, alteres os teus passos, tua cadência, teu  som. Comemora com ela a tua apoteose e que  da tua trombeta  soe o meu toque de recolher.
As cores se apagarão, o compartimento se escurecerá e, no ocaso, os flashes  se acenderão  sobre o desejo cicatrizado da pobre bailarina que dançou  delírios e continua  exposta  na vitrine, esperando que alguém  me ouça nos olhos e me queira levar, aproximando nossas épocas.
Que no ritmo do meu pulsar que pede,  o timbre do meu espaço  revele a nobreza do meu  proprietário  que comigo se presenteou para dançarmos juntos  uma música.   Como quero!

Autoria -  Rita Lavoyer

2 comentários:

Célia Rangel disse...

Um artista na dança...
A outra, artista nas letras...
Ambos são "Seres" que se complementam nas "Artes da Vida"!
Sentimentos mais nobres - impossíveis!
Abraços.

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Rita Lavoyer, também na versão romanticamente dançante. Gostei.