CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura


sábado, 14 de novembro de 2015

EU NÃO FUI POVO, EU FUI TERRORISTA

O QUE É TERRORISMO?
Mariana-MG, engolida pela lama química, após rompimento da barragem  em Bento Rodrigues

Eu não fui povo, eu fui terrorista.

Terrorismo é assunto recorrente há muito tempo. Estamos todos chocados com as ações terroristas  das últimas décadas, dos últimos anos, meses, dias, horas, minutos e segundos... Estamos exaustos com esse fenômeno participando desenvolto  no nosso dia a dia.

Ver, ouvir, sentir e chocar-se com um ato terrorista é missão de nobres. Dos nobres.  Ninguém em sã consciência quer que esse mal, esse mau prolifere.  Vidas de inocentes são ceifadas de formas cruéis. E são muitos mortos pelas mãos dos poucos assassinos que trazem suas guerras na potência de seus ódios em nome da  Sua Entidade.

Terroristas são criaturas mal educadas, não dizem: “- com licença, vou te matar”. Simplesmente matam.  Terroristas não devem satisfações.  

Mas terrorismo é o que? Somente isso de homens bombas, armamento pesado, assassinato em séries,   decapitação de inocentes?

Se o que combate o poder estabelecido mediante violência também pode ser considerado terrorismo, então sofremos todos  com atos terroristas, promovendo-o também.

Concordem ou não que pato não seja ganso, morte à  bala, à  bomba, ou morte por desmoronamento, enchente, fome, miséria, exclusão de todas as sortes causam sofrimentos da mesma forma em todos nós que comungamos a não violência.

O estouro da bomba, os tiros das metralhadoras, os gritos desesperados, as correrias dos que sobrevivem a uma tragédia sensibilizam-nos sobremaneira. Saímos em suas defesas, erguemos suas bandeiras, gritamos por justiças, choramos nossos irmãos desconhecidos, expomos nossos sofrimentos para com aqueles nossos próximos lá do outro lado do planeta que não mereciam tamanha atrocidade num final de noite de uma sexta-feira que prometia descanso merecido à quem de direito ou não. O mundo ficou chocado com os atos terroristas ocorridos em Paris. Fiquei estarrecida, inconformada. Debati sobre o assunto, busquei notícias e:  Fim.

È terrorismo fecharmos os olhos para nossos irmãos, nossos semelhantes tão próximos de nós que estão sem cidade, sem moradia, sem água, sem alimento, sem seus familiares queridos que morreram levados pela lama.

É terrorismo ficarmos em silencio,  sabendo que a natureza que suplica emergências por  ser  devastada  e fingimos não ouvi-la. 
Falo desta natureza que nos mantém e nos sustenta, não dá  ibope.  Natureza há muito já é matéria morta, os pobres que dela tiram o sustento e morrem ou morreram com a natureza: idem.

Por que eu me calei? Chocou-me, de fato, ver Mariana inexistir sob a lama química que a devastou e aos seus filhos.

Quem vai falar da natureza, pintar sua cara de barro e postar  dizendo que está solidário com o rio que morreu- rio tão doce-, como céu que morreu, com a fauna e a flora que morreram, com o futuro que mataram no estado de Minas Gerais com o rompimento das barragens no distrito de Mariana? Deus morreu ali também. Que me importa? Que me importa!

Isso foi terrorismo e eu me calei, porque sei o poder destruidor que tem o silêncio quando ele é a fortaleza, a barreira , a barragem que impedem a justiça de imperar , quando o combustível para o seu funcionamento  é a voz do povo.

Para Mariana eu não fui povo. Eu fui terrorista. Por isso me calei  e não dei satisfações à sua dor.


A morte lhe chegou sem pedir licença, por isso não  lhe peço perdão, Mariana.

 Não lhe foi dado tempo para essa grandeza:  perdoar. FIM. 

Silêncio, Rita Lavoyer. Cale-se em respeito aos que morreram pelas mãos dos terroristas de todos os tipos. 

3 comentários:

Ventura Picasso disse...

Rita, o terrorismo moderno, é a contra partida que cabe, mesmo sob protestos, aos poderosos inatingíveis pela justiça. Os marines estadunidense, no século XX, fez 160 invasões armadas contra países indefesos. Destruíram o Afeganistão, o Iraque, a Líbia e estão destruindo a Síria. Milhões de fugitivos dessas regiões, vítimas dessa guerra, invadem a Europa sabendo que o próximo inverno os espera. A França bombardeia a Síria 24 horas por dia. O inimigo não é o EI, mas o governo de Bashar Hafez al-Assad, eleito pelo povo. Os ataques aéreos não destruiu um único posso de petróleo. François Gérard Georges Nicolas Hollande, além de ser um mentiroso é tmb um TERRORISTA!

Célia Rangel disse...

Em silêncio pela impunidade mundial!
Abraço.

Rita Lavoyer disse...

em respeito a ambos os amigos: silêncio por todos que sofrem pelos nossos silêncios.