CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


sexta-feira, 20 de novembro de 2015

SAUDADE DE TI, AURIFLAMA

Parabéns, Auriflama, pelos 78 anos de emancipação política

Painel no centro de Auriflama, feito por alunos,  baseado na obra "Bullying não é brincadeira"
da escritora auriflamense  Rita Lavoyer

SAUDADE DE TI, AURIFLAMA

Pois é, Auriflama, mais um aniversário que os auriflamenses (autoridades e anônimos)  te sustentam viva. Mais uma data que os teus filhos  comemoram, mesmo distantes do teu solo de ouro.

Saudade de ti, Auriflama. Daquela casinha de tábua que abrigou meus avós, minha mãe e meus irmãos. Daquela rua de terra, outrora São Sebastião, hoje Valdevino Nery dos Reis, onde brincávamos, do amanhecer ao anoitecer, e que ninguém me vencia nos desafios de pula-corda, corrida e pula-pau e depois ia dormir com os pés sujos.

Saudade de ti, Auriflama. Histórias tão lindas que vivi  e outras tão tristes que  me fizeram chorar, estão, ainda, dentro das minhas páginas e que o tempo não há de apagar.

Saudade de ti, meu avô. Um homem tão forte, tão ele, tão ser, tão humano. Saudade de ti, Vitório Segundo Baraldi, cujo trabalho e suor deixaram  marcas no crescimento da “Vila Áurea” que tua família, meu avô, ajudou a edificar para  chegar ao que hoje chamamos de Auriflama. Lembro-me de ti, meu avô, e do teu caldeirãozinho de comida esquentada na madrugada, da tua garrafinha de café e do saco que punhas nas costas e,  a pé, pegavas o  rumo da roça, lá nos Hermógenes, Mário Costa e Nego Rincon.

Quem não se lembra do Tuim farmacêutico, o meu pai, que salvou a vida de muitos e, hoje, podem ler esta história, e da minha mãe, tão lavadeira de roupas dos outros.

Lembrança de ti, Auriflama, marcada nos duros sermões do padre Luiz, nas missas de domingo, na igreja matriz. Sermões dolorosos que a tantos filhos teus educaram e a tantas mulheres humilharam, quando expulsas daquela Casa de Deus, porque os vestidos delas não traziam mangas que lhes cobriam os braços.
Mas de quantos ensinamentos das minhas professoras do grupo escolar me aproprio, aquele, lá perto do cemitério, que tem escadas saindo do pátio - de onde cai rolando, estropiando meus joelhos,  estropiados até hoje.  Quem, desta época, não se lembra do sino de bronze nas mãos da dona Conceição Moreira. Ela não perdia a oportunidade de tacá-lo na cabeça dos moleques que não lhe davam sossego. Oh, mulher brava!   Saudade do senhor Lúcio, o inspetor de alunos que apontava-nos os lápis com seu canivete.

Às minhas professoras a minha gratidão: dona Celina Guimarães, do primeiro ano, que me fez aprender que ponto final não podia ser maior que a folha do caderno; dona Hortência Zara, do segundo ano,  tão magrinha e tão minha admiradora, entendia as razões de eu não aprender as horas e os minutos ; dona Marlene Marques, a minha madrinha, proporcionava aos alunos todas as folhas necessárias para escrevermos nossas histórias. Que delícia aquelas aulas de redação, no terceiro ano da escola Cachopa,  em que líamos, na frente da sala, nossas composições. As minhas eram sempre as mais engraçadas. Dona Mercedes Marques, do quarto ano,   exigia-nos, ainda com  10 anos de idade, o nosso ingresso em uma Universidade. Era o sonho dela ver seus alunos U-ni-ver-si-tá-ri-os, assim ela nos cobrava. Obrigada, meus professores: Eulina Trindade, Adenor Batista, Tio Luís, Hélio Caleguer, Filomena Barbosa, Neninha Jorge, Vera e Laide Daineze entre outros que tantos me ensinaram.

Eita, Auriflama, do circo Argentino do qual não perdia uma sessão das moças, apesar de ser criança.  Da sessão de matinê no Cine Ouro Verde. Eita, foram tantos encontros no Chacrilongo, na Piscina Pública, na Quadra Municipal onde a Cristina Garcia nos levava. Aumentávamos a torcida do time do Netuno, do Cavazan e seus amigos.

Ai, que delícia os bifes e o arroz temperado da Inês do Sinésio. Ela  adorava apertar minhas mãos por achá-las macias; hoje, Inês, estão na condição que a dureza do tempo lhes permitiu.

Tinha a Reba e a Renka, cujos jovens faziam jus aos nomes dos grupos.  Bem, eu não era de nenhum, porque compunha a turma dos dente-de-leite. E do clube Guarani, do senhor Geraldo Seco e do Uirapuru com  seus bailes e festas?
Aff!! Quem não se lembra das disputas políticas entre os “capivaras” e os “maloqueiros”? Das surras que os adversários tomavam, nas ruas, por este ou aquele da oposição? Ainda bem que eu ainda não votava.

Mas depois disso tudo saí de ti, Auriflama. E aqui, lembrando-me de ti, sinto saudades de mim.

Parabéns, Auriflama, pelo teu aniversário e parabéns aos auriflamenses que, na luta do dia a dia, preservam-te existente no mapa da vida.

Desta, também tua filha, Rita de Cássia Zuim Lavoyer.





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