CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


sábado, 5 de março de 2016

TIPOS DE SERPENTES, INCLUSIVE JARARACA


TIPOS DE SERPENTES

Indiscutivelmente, há serpentes espalhadas por todo o território nacional.
Cada qual com suas peculiaridades. Algumas, se não forem atropeladas,  sequestradas, aprisionadas, ou espancadas na cabeça chegam a mais de 1,70m. Muitas podem pesar mais de 80, 90 quilos ultrapassando o incrível recorde de   70 anos ou mais.

Elas trazem uma característica que lhes permite  a imagem térmica da sua presa, por isso o acúmulo,  o furor e o calor humano à flor da pele lhes são extremamente  agradáveis e úteis. Essa sinestesia , na arte em que  vivem  interpretando,  torna-as  os centros de cuidados  após  os riscos  a que se submetem  os seus pesquisadores.

São experts  nas camuflagens, e essa façanha  deixam-nas  seguras para  atacarem seus  alvos desatentos, muitas vezes ingênuos,   permitindo-se delas- das serpentes-  presas eternas.

Elas se adaptam melhores ao solo, muitas são arborícolas. Mas muito se tem provado  que as mais perigosas têm mais apetites e seus venenos tornam-se ainda mais letais quando alcançam as alturas. Assim, da mesma forma que podem viver  nas matas de um sítio, podem ser encontradas  também em todo tipo de edificação, inclusive em apartamentos e palácios.

Quando encurraladas procuram fugir, mas se sentirem ameaçadas não hesitam  em investir contra seus  pares,  doa a quem doer.  As mais inofensivas possuem presas de onde  inoculam seus venenos; outras possuem a língua e as palavras.

 O que tem intrigado, enchido mesmo de desconfianças os cientistas, é a crescente invasão, no território nacional,  da espécie de serpente mais maligna que até mesmo o próprio Criador não encontra solução para exterminá-la:  aquela que apóia no poder  o seu pedestal  e mantém o domínio  da caneta e da chave do cofre.  Por causa de sua gana entalada na garganta, algumas  tropeçam nas palavras, imbrogliando o discurso tal qual fazem com suas presas; outras trazem  suas  línguas presas e na falta de discursos afirmam sempre não saberem de nada, sobretudo  do próprio veneno.

Outras trazem tanta beleza na oratória que hipnotizam  a primeira  vista. Aos que se rendem aos seus encantos  não encontram razões para saírem em defesa própria, permitindo-se uma lavagem cerebral  para serem mais um na multidão, aumentando a massa dos que  desconhecem a  história do seu povo.  

Pelas suas versatilidades e destaques nas áreas em que atuam imperiosas,  são manchetes  internacionais, agraciadas com o título de Honoris Causas;  independente de qual lado estejam suas cabeças, ou seus rabos, todas são idolatradas por fãs cuja cegueira e babações  ainda não desenvolveram  antídotos para  curá-los.

Por causa de suas  dissimulações, de seus cinismos,  muitas serpentes  psicopatas têm conseguido  manipular os  poderes onde rastejam  suas conveniências, esparramando seus venenos, paralisando os órgãos  de funções vitais para o funcionamento e progresso de uma  nação em que teimam, com suas toxinas,  gangrenar.

 Serpentes, entre elas a jararaca, por serem agressivas, adaptam-se muito bem ao ambiente modificado pelo homem. Onde quer que elas habitem estão sempre aptas a darem o bote seja ele verde, amarelo, azul, branco ou vermelho, para cujas nuances  solicito esclarecimentos  sobre o conceito de honestidade que cada uma, inclusive a jararaca,  traz no aparato de suas lábias para, quem sabe,   suas influências  funcionem como antídotos  à desonestidade da sua igual espécie.  

Não nos esqueçamos que não podemos matar jararacas,  ou qualquer outra serpente, pelo ato constituir crime ambiental. Que a elas seja dado o direito de viverem em seu habitat natural, todavia se apresentarem perigo à sociedade  poderão  ser enjauladas com outras feras, onde sustentarão suas funções na cadeia alimentar.

 Rita de Cássia Zuim Lavoyer


2 comentários:

Shigueyuki disse...

Oi, Rita. Que rica metáfora para nossos políticos?

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Boa, explícita e necessária comparação! Parabéns, Rita.