CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

ENTÃO ...


Por Rita Lavoyer

Então, um dia  me disseram que eu poderia trabalhar com as palavras, mas não me ensinaram como.

Fiquei longo período da minha vida tentando imaginar em quais  ferramentas elas poderiam se incorporar, tornando-se úteis.  Então me corrigia:

- Onde já se viu palavra ser ferramenta!?

Nem sabia se era uma correção mesmo ou uma pergunta.
Fato é que nunca me vi trabalhando com as palavras.

Mas um dia, inquietada, imaginei uma palavra sendo um padeiro.

Então, para dar sentido à minha imaginação coloquei a palavra Pão para preparar um homem com os ingredientes que lhe fossem inerentes.

Era uma madrugada fria num ambiente solitário e úmido. O Pão optou for fazer uma receita rústica.

 Aquela massa grudenta, quase primitiva,  o Pão pôs-se a sová-la.  Deu-lhe forma e a massa crescia e se aquecia  a cada toque das mãos do Pão.  Nossa! Que impressionantes os dedos dele!  

Enfim, o homem estava preparado, porém cru.

O forno estava aceso mostrando suas labaredas linguarudas e sedentas  por aquela consolidação de ingredientes.  

Elas  o aqueceriam ainda mais. Assariam-no.

O Pão, como bom padeiro que se apresentou, botou aquela massa para assar. Tomou cuidado para que saísse no ponto.

Hummmm...
Aquele cheiro de homem saindo crocante do forno encheu d’água a boca do padeiro, digo: do Pão!
Ele não perdeu tempo: abriu-o  e o lambuzou de manteiga.

Então... Sem usar palavra alguma, o Pão comeu o homem.

A ação foi tão rápida que nem deu tempo d’eu imaginar quais
ferramentas poderiam  ser usadas para passar um cafezinho. 




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