CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura


terça-feira, 14 de março de 2017

ÈS A MINHA META, POESIA

                               
Rita de Cássia Zuim Lavoyer

            Poesia, escolheram para te homenagear a data de nascimento de Castro Alves, o poeta que chorou em versos as dores dos nossos irmãos escravos. Como ele, também lanço em ti minhas intempéries. Parabéns! Que a beleza da tua pele de gente protegida pelo véu da abstração, continue ornamentando a silhueta do teu corpo de prosa poética  e que teus versos sustentem a tua estrutura para que, de alguma forma, purifiques a atmosfera dos que te precisam.

            Poesia, os teus olhos multicores eu os vejo atravessarem os horizontes externos e internos das expressões que nos inspiram.   Teus lábios de pura carne formam-te a boca de onde saem o que te compõe: palavras e seus vários significados. Teus dentes alvos apresentados no teu largo sorriso denotam a saúde da tua alegria. Falar contigo é a minha meta, Poesia; assim, exercito a minha linguagem lógica.

            Poesia, tuas narinas aspiram o cheiro do mundo e exalam beleza e conforto.  A cor e o sabor do teu saber posso vê-los no sangue que corre em tu’alma. A transparência do teu pensar desanuvia as subjetividades existentes nas partículas em que estás subdividida, e a certeza dos teus objetivos as cristaliza.  Contigo não temo o meu inconsciente e em ti explicito o expressionismo que já vivi e o impressionismo que experimento.

            Teu gênero é a generosidade e teus cabelos transmutados também te enfeitam. És excelente por natureza. A prova está em transformar quem crê em ti em teu semelhante. És gente, Poesia, e tuas mãos sensíveis e heroicas podem acalentar a humanidade que te necessita, mas não te reconhece coterapeuta que pode aliviar-lhe a dor do existir. Se soubesse o poder que emana de ti, no teu oráculo a humanidade se deliciaria com o que a tua liberdade de expressão lhe pode proporcionar para o seu bem e a sua cura. Na tua ciência ela pode estudar a natureza do próprio significado dela, encontrando-se e  dando significante importância às  suas verdades desnudadas em verso ou em prosa. Mas ela toma caminho contrário e toma, desvairada, desnecessárias e desumanas doses alopáticas.  
            O entusiasmo criador que te compõe é a libertação que nos desata da domesticalidade que as regras civilizatórias nos impõem para mostrarmos melhor o que temos de pior. Mas contigo é diferente. Quanto mais em ti expurgamos o que temos verdadeiramente de ruim, tudo fica bom e melhor ficamos na tua fita.    Peço-te, pois, ouça o clamor desta que te venera: entra onde eu não conseguir chegar para mostrar o teu poder de cura e lava de todos os seres as emoções enfermas. Por tua humanidade aprendi que tens este dom.   Escrever sobre ti é minha meta, Poesia.

            A tua imagem também é a minha. Respeito tuas faces, tuas fases, tuas luas, tuas lutas, tua profanação, tua metafísica, tua fé, teu jejum, teu cepticismo e teus relatos agnósticos. Respeito-te, pois o teu ambiente me ambienta.  Sinto que somos recíprocas.  Oxalá, com minha fé na tua potência, serei o que és e sentirás prazer em ser o que eu serei por ti, Poesia.

            Ah, como nos conquistamos pelo nosso automorfismo, somos ambas responsáveis uma pela outra. Enquanto estiveres comigo não serás comemorada somente neste dia 14 de março, mas em todos os dias do meu existir. O que tenho de ti registrado em mim é livre agora para que me possas levar para onde bem quiseres.
            Leva-me! Preciso de ti para encantar quem anda perdendo o encantamento da vida. Viver contigo é minha meta, Poesia.

            Vamos exercer a tua função, Poesia. Precisamos descravizar pessoas  e as palavras que prendem em si, para que reaprendam a se compor e lembrem-se das belas Poesias que outrora foram, metamorfoseando-se para contarem suas histórias em novas linguagens e com diferentes conotações a contento delas e da Poesia.     


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6 comentários:

Antenor Rosalino disse...

Bom Rita. Não apenas li essa obra de sublime encanto em louvor à poesia, mas absorvi cada vocábulo e, confesso, senti tal comoção que me brotaram lágrimas nos olhos. Definitivamente, os teus sentimentos líricos se confundem com a própria poesia em suas nuances de encantamento. Meus efusivos parabéns, imperatriz da poesia, e que Deus continue privilegiando-te com este estro poético que tanto nos fala ao coração.

Célia Rangel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Célia Rangel disse...

Hoje, também é o "Dia da Escritora e Poetisa, Rita"!
Parabéns, por mais essa obra!
Abraço.

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Para a poesia, um louvor Lavoyer. Bravo, Rita.

Majo Dutra disse...

Em Portugal, celebramos no dia 21 de Março, porém,comecei
hoje a homenagem especial...
Embora não escreva poesia por ser exigente e ter tido formação
científica, também não sei viver sem ela...
Apreciei muito o seu texto poético.
Abraço
~~~

Rita Lavoyer disse...

Amigos, interpreto como Poesia a presença de vocês aqui.
Grande abraço poético desta cuja fé na Poesia não se abala.