CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


sábado, 10 de abril de 2010

POR QUE EU SOU ESPÍRITA

RITA LAVOYER
Com tantas solenidades espíritas no mês de abril, face à comemoração do centenário de nascimento de Chico Xavier, a atenção ao Espiritismo triplicou. O que me chama a atenção é o fato de que os Homens trazem em si uma mediunidade incrível; uns mais, outros menos, não importa qual o grau, mas alguns não se dão conta disso. Há os que torcem o nariz para o Espiritismo sem conhecer a doutrina.

Outro dia alguém me questionou sobre reencarnação e por qual razão alguns seres nascem com deficiências, sejam elas física ou mental. É para pagar algum pecado? A pessoa que questionava queria uma explicação que aliviasse o seu coração, para quando olhar o seu ‘semelhante deficiente’ sofra menos.

Bem, o fato de ele sentir a dor do próximo em seu estado físico ou mental já o aquilata e o coloca à frente de muitos de nós ‘ditos’ humanos.
Expus algumas opiniões acerca do assunto, inclusive sobre o pecado. Não sei se eu o ajudei em alguma coisa ou dificultei suas idéias. Às vezes estão nos novelos as respostas que esperamos. Procure a ponta da linha. Achando-a não deixe que faça nó.

Questionou-me ainda por qual razão uma pessoa que foi educada em uma religião pode migrar para outra, meu caso.
Respondi-lhe que eu nasci espírita, quem não sabia disso eram os adultos que viviam comigo. E como ele mesmo sabe, criança não anda, é carregada. Assumi o Espiritismo definitivamente após a maternidade. Precisava entender muitas causas. Entendi algumas e outras coisas busco aprender.

Senti dificuldade/repreensão pela migração? Se tivesse pedido opiniões certamente. Portanto, nenhuma das duas, porque tive forças suficientes para derrubar barreiras, não deixando nenhum pó à minha frente que me impedisse seguir o meu caminho.
Na minha família há espíritas? Nenhum, e hoje não me desabonam, porque digo que sou, porque sou e ninguém mais me afronta.


O que eu sei, e queria que ele entendesse, é que no mundo não há ninguém mais pecador do que eu. Eu sei sobre mim mesma, as razões das minhas atitudes, os motivos que me levam ou levaram a agir de uma maneira ou de outra. Tenho plena convicção do que faço, logo sou responsável por minhas ações. Se passei ou passo por alguma provação, e se hoje eu entendo isso para poder resolver os meus conflitos sem me castigar ou culpar alguém, quem me ensinou foi o Espiritismo.


As práticas dos que me cercam ou mesmo dos que estão distantes, sobre isso eu não posso responder. Como me certifico de que ninguém melhor do que eu para saber o que se passa dentro de mim, como saberei o que se passa dentro do outro e julgá-lo sem conhecer suas razões?
Então o amigo me perguntou se os deficientes vieram para pagar algum pecado. Tentei explicar que cada um está nesta passagem porque precisa e a reencarnação resume-se em oportunidades.


Hoje eu sei da minha dor, a do outro, preciso de algumas reencarnações para aprendê-la. Embora não seja física e nem mental, trago as deficiências de sentimentos em mim, que às vezes me fazem física e mentalmente doente. Por isso, aproveito a ‘oportunidade’ para acertar-me. Tento, para diminuir as feridas que veem no meu corpo e na minha alma.


A toga é de pano e pode ser transferida de uma pessoa para outra; o julgamento, de palavras que o vento passa, carrega e as derrama sobre algumas terras onde brotam espinhos que podem dizimar vidas; a consciência, de percepções/ponderações do que se passa dentro e fora de mim.


Portanto, amigo, é preciso que saiba pelo menos distinguir uma pessoa de outra, pois há vários tipos de deficiências e deficientes.
Se relato tudo isso, meu amigo, é porque a mínima mediunidade que trago, me avisa das suas dúvidas e sei que você precisa me perguntar mais coisas ainda. Quando fizer, venha com o coração calmo, esse que eu sei que você tem.

Os sentimentos dos outros, amigo, não cabe a ninguém aproveitar-se deles para algum benefício e espezinhá-los depois.
Os sentimentos dos outros, amigo, não cabe a ninguém aproveitar-se deles para algum benefício e espezinhá-los depois.

Isso religião nenhuma precisa ensinar. Vamos aprender isso aqui mesmo, ou vamos esperar a próxima reencarnação?
Quando a toga chegar em mim, espero esteja em estado de pó. Eu o assoprarei ao tempo, pois não me cabe acusar, julgar ou condenar os homens e suas atitudes.
Fique em paz, porque tento seguir com ela.


Os sentimentos dos outros, amigo, não cabe a ninguém aproveitar-se deles para algum benefício e espezinhá-los depois.

Rita Lavoyer



6 comentários:

VELOSO disse...

Muito bom o texto seu convite lá no baú pareceu um chamado... Infelismente ou felismente ainda estou procurando meu caminho, procurando ficar em paz com minha conciência acho que é isso. Felicidade sempre amiga!

Daniela Marchi disse...

Rita, simplesmente lindo seu texto. Deus a abençoe por nos ter brindado com ele e com seu blogue, de extremo bom gosto! Beijos.

jhamiltonbrito..blogspot.com disse...

Então...bem...pois é...quem será este amigo urso que fez esta desgraçeira.
Memento homo quia pulvis est: ele esqueçeu disso.

Marina disse...

Oi, Rita! Adorei o post. Sou espírita e precisamos defender nossa doutrina com sensatez, fornecendo informações para quem não conhece a doutrina e acaba adquirindo um preconceito sem razão. Parabéns! Espero vê-la muitas vezes no meu blog, pois eu estarei sempre passando por aqui! Beijão

Lúcia disse...

Oi Rita,eu gosto de pessoas como você,com atitude.Você espírita e pronto.Eu não tenho uma religião mas respeito àqueles que têm.Acredito em Deus,nós temos que ter fé em alguém ou em alguma coisa porque ninguém vive sem fé,acredito eu.

Abraços,Lúcia
25/04/010

Louise Oliveira disse...

Eu pensei em mim, quando vc disse que já era espírita desde criança.
Acontece algumas coisas comigo que me deixam confusa e isso desde a adolescencia, mas tem se intensificado agora.
Eu leio muito entao sempre procuro na visao espírita entender tudo isso.
Bjs! Lu